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sábado, novembro 06, 2010

Legalidade das pinturas de propaganda

Estamos numa altura de grande lutas, que exigem grande mobilização e actividade política de preparação. Isto inclui, segundo tradição em todo o mundo e Portugal incluído, a pintura de murais o pichar.Há que pintar, pichar para a greve geral de dia 24 e para a manifestação "Paz Sim, NATO Não" de dia 20 de Novembro.

Infelizmente, as Câmaras Municipais e/ou PSP – que já cometem ilegalidades ao retirarem arbitrariamente propaganda política legítima, sem sombra para dúvida, como cartazes ou pendões – tem na história recente assediado e preso pintores de murais. Vem a memória o caso dos militantes da JCP que foram presos e levados a tribunal em Viseu por pintarem murais alusivos ao Congresso da JCP.

Ainda mais recentemente, 4 jovens da JCP foram impedidos de pintar um mural em Lisboa, junto da Rotunda das Olaias. Não basta-se terem interrompido injustamente, mas os camaradas do sexo feminino foram obrigadas a despirem-se na esquadra!? Com que justificação policial ? Procurar pincéis escondidos !?  A única justificação credível é a PSP querer não só intimidar como humilhar os pintores, e isso é abuso policial que deveria ser objecto de caso criminal contra a PSP. Até Ferreira Fernandes, no DN, sendo contra o "sujar" das paredes se indignou com esta acção e o silêncio em seu redor.

Isto para chamar à atenção de quem for pintar ou pichar que vá munido de conhecimento legal, senão mesmo cópias da legislação, e saiba onde pode ou não pintar.

A legalidade das pinturas é algo complexo que não presumo entender no seu detalhe. Mas confio na interpretação do Vítor Dias, no Tempo das Cerejas. Câmaras Municipais alegam que só se pode colocar propaganda política em locais disponibilizados, autorizados pela autarquia. Tal foi o caso de uma ma deliberação da Câmara Municipal de 1987, e que foi declarada inconstitucional pelo Acórdão nº307/88 do Tribunal Constitucional. [Link directo, sem espera como 4shared do Tempo das Cerejas].Quem ler o Acórdão leia a declaração de voto da época do Vital Moreira. E depois compare-a com a sua recente opinião (ver Papéis de Alexandria) e veja mais uma faceta de vira-casacas de VM.

Mas atenção, que não é legal pintar em qualquer lado.O próprio Acórdão refere (p.256) que
"...no regime da Lei Eleitoral para a Assembleia da República a propaganda gráfica através de inscrições ou pinturas murais apenas é proibida «em monumentos nacionais, nos edifícios religiosos, nos edifícios sede de órgãos de soberania, de regiões autónomas ou do poder local, nos sinais de trânsito ou placas de sinalização rodoviária, no interior de qualquer repartições ou edifícios públicos ou franqueados ao público, incluindo os estabelecimentos comerciais», e no esquema de previsão da Lei Eleitoral para as autarquias locais a pintura de propaganda eleitoral apenas se acha proibida nos «edifícios públicos, templos, monumentos, instalações diplomáticos e consulares e nas placas de sinalização de trânsito».

Vejam também o Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra (3404-06.1TAVIS.C1 - 2º Juízo Criminal - Viseu). Segundo entendo (e não sou jurista) é preciso provar «dano», «destruição», «tornar inutilizável». Aos olhos deste Ácordão não foi possível provar «dano». Acresce que o muro em questão tinha já cartazes, pelo que impedir a pintura do mural da JCP constituiria descriminação. O ácordão diz também que o "direito de propriedade é um direito inferior ao direito de liberdade de expressão. Não pertence ao catálogo de direitos, liberdades e garantias. É um direito económico e nem sequer é o primeiro direito económico." (ponto 8 das conclusões, pag 7 do pdf).

Portanto com estas cautelas, é pintar e pichar no que sobra, até mesmo no chão.

Independentemente das legalidades, como é patente no meu outro blog Pixel is a Word eu adoro murais, pichagens, grafittis que tenho conteúdo (não acho graça às pinturas resultantes do desporto do tagging. Considero mesmo uma forte de arte urbana, que dá vida à cidade, a torna vibrante, espelhando os seus habitantes. Há umas que são pobres esteticamente (como alguém que escreve "amo-te marta"), mas que não deixa de ser belo. Depois há formas de criatividade de alto nível, como o Banksy. Os murais e pinturas apelativas à Greve ou à Paz não têm a mesma longevidade temporal que uma pintura como a dos prédios na Fontes Pereira de Melo. Mas mesmo essas, além de servirem um propósito mobilizador e assim darem vida à cidade; após as iniciativas são parte da memória da cidade. Eu acho lindo ver numa parede na Ameixoeira Velha, perto de onde moro, uma pintura, já meio apagada, alusiva a uma greve de há décadas, ou uma que diz "Vota APU".

É bom haver paredes limpas e prístinas, preservar-se monumentos, etc. Mas pensando na cidade como um todo: a parede de um viaduto é mais bonita se estiver toda lisa, ou com uma pintura espontânea? O que acho incrível é que se faça tanto barulho por causa das pinturas de parede, mas nada sobre a violência visual que é a publicidade. É quase impossível olhar em volta num ponto da cidade e não nos sentirmos rodeados por publicidade.

Numa cidade como Lisboa, com tanta parede e prédio degrado, deixe-se embelezar a cidade com arte urbana. Há zonas em que a abundância da pintura (e sobretudo dos tags) é tão grande, que se sente quase como overdose. Há partes do Bairro Alto assim; onde se lamenta também a falta de civismo pintando sobre azulejos, afinal outra forma de decoração. A questão é conciliar a liberdade de expressão com a defesa da propriedade privada e de "um ambiente de vida humana, sadio e ecologicamente equilibrado" (como biólogo, não seu o que é tal ambiente "ecologicamente equilibrado"). Mas nessa conciliação, não devemos pender para posições conservadoras de protecção da propriedade privada (as paredes viradas para a rua podem ser propriedade privada, mas fazem parte do espaço visível pelo público); e não vejo como arte urbana pode perturbar o ambiente "ecologicamente equilibrado". Pelo contrário, muito mais que a publicidade, a arte urbana torna a cidade mais atraente.Que lindo seria uma cidade onde se circulasse como um museu, com as suas estátuas, os seus parques, as suas obras arquitectónicas, e as suas pinturas.

domingo, outubro 31, 2010

Sindicatos de classe

A nível mundial, e em Portugal, infelizmente, há sindicatos e sindicatos. Há os amarelos, os vermelhos, os cor de laranja, os mafiosos, os de classe, e os sem classe.

O último congresso da CGTP foi marcado por, entre outras questões, a questão da afiliação da CGTP a organizações sindicais internacionais. A questão foi debatida e a esmagadora maioria do congresso aprovou que a CGTP se manteria independente de organizações internacionais, estabelecendo relações com as várias existentes, mas não se afiliando em qualquer delas.

Para quem não esteja a par existem uma divisão ao nível das confederações internacionais, em particular entre a Confederação Internacional Sindical, CIS, que tem uma estrutura europeia, a CES; e a FSM, ou Federação Sindical Mundial. Decidam por vós, mas eu descrevo-as como a expressão da social democracia sindical versus o sindicalismo da classe trabalhadora.

Se a alguém resta dúvidas desta caracterização, ou que a CGTP fez muito bem em não aderir à CES, vejam a seguinte notícia da Lusa (27 Out)

O líder da Confederação Europeia de Sindicatos encorajou hoje o Governo português e a oposição a entenderem-se, sustentando que os países que estão a reagir melhor à crise são aqueles onde todos "remam para o mesmo lado".

Em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, pouco após o anúncio da rutura das negociações entre Governo e PSD em torno do Orçamento de Estado para 2011, John Monks comentou que as divisões visíveis em Portugal não ajudam o país a sair da crise, e aconselhou mais "coesão e união" a todas as partes.

"Sei que Portugal está sob uma pressão tremenda, mas acho que as pessoas ficariam mais impressionadas se o país reagisse como um todo, com responsabilidade, quer da parte do Governo, quer dos sindicatos, patronato e oposição parlamentar", disse, acrescentando estar "impressionado" com casos onde isso está a suceder, como Holanda e Áustria.
Ora, não sou ingénuo ao ponto de pensar que Monks pensa que Sócrates vai modificar em concertação social o Orçamento em função das posições sindicais. A telenovela com o PSD, parceiro ideológico, já é o que é. Daí se conclui que Monks está a apelar que os sindicatos e a oposição, incluindo portanto a oposição à esquerda do PS, que aprove um Orçamento lesivo para os trabalhadores e país, e bem da união e amizade entre as classes. Pois claro, esta crise é dura, não tem culpados, e há que encontrar uma solução, todos tem que se sacrificar, e o orçamento é apenas um instrumento financeiro, não é político, por isso, que haja concordância em como gerir as contas públicas.

Ter-se-á já esquecido da jornada de luta europeia convocada pela CES no dia 29 de Setembro? Estará impressionado com a luta sindical na França? Estará contra a convocação da Greve Geral pela CGTP para o dia 24 de Novembro?

segunda-feira, julho 19, 2010

Luta de classes

Num momento de impulso criativo, numa viagem de metropolitano, ocorreu-me um lema cujo objectivo era:
  • recordar aos mais esquecidos, distraídos, ou  cujas mentes foram enchidas com carnes podres da ideologia burguesa, este facto evidente: a luta entre classes sociais  – tal como Marx as definiu – existe e está bem viva, então agora neste momento de crise.
  • frisar que a luta de classes afecta a todos: aos que dela têm consciência e nela intervêm, aos que reconhecendo-a agem como se não existisse ou como se não lhes dissesse respeito, e aos que dela não têm consciência (pela razão que seja).
Assim, saiu-me o lema "Na luta de classes, não há espectadores".
Isto é, não há duas equipas a jogar no terreno, com gente a assistir. Todos estão no terreno de jogo, quer tenham disso consciência ou não.

Ao usar a metáfora desportiva quis dar um pouco de cor ao lema. Mas ao discutir o lema, acabei por reconhecer que o termo "espectador" não será o melhor para traduzir a segunda questão que desejava encapsular. Pois os que não participam na luta (de qualquer dos lados), embora possam sofrer com o decorrer do "jogo" em campo, torcer por uma "equipa", são de facto meros espectadores.

Na falta de um bom tesauro Português, escrevo esta entrada na esperança de algum contributo que me ajude a afinar e corrigir o lema, preservando uma certa elegância e cor mínimas.

Já me surgiram algumas alternativas, com as quais não estou ainda satisfeito:
  • "Na luta de classes, ninguém está imune"
  • "Na luta de classes, ninguém é neutro" (ou não há Suiça)
  • ou mais directamente – "A luta de classes, afecta-nos a todos"
Agradeço sugestões, dentro do objectivo que me lancei.

Deixo a recomendação de um livro de um Marxista Estado-Unidense, Michael Lebowitz, sobre a necessidade de construir agora o socialismo, e que este pode ir sendo construído no dia-à-dia, com certo tipo de acções, além da primordial – a luta – por forma a fazer as camadas exploradas sentirem o seu poder transformador e transformarem, ainda que numa pequena escala, a sociedade, mesmo no contexto de uma democracia burguesa em que domina o capital monopolista.

sábado, maio 29, 2010

Grande Manifestação

Dezenas de milhares de trabalhadores dos sectores privado e público, reformados, desempregados, bolseiros, estudantes marcharam hoje pela Avenida da Liberdade até à Praça dos Restauradores. Pois é. Os nomes das ruas são significativos. Precisamos de outra Restauração, para reconquistar a nossa soberania.
Há muito que não participava numa manifestação tão compacta e tão animada, na qual o sentimento de resistência e luta era tão palpável, mas também o sentimento de confiança.
Eu desfilei juntos com bolseiros de investigação, na qual me incluo. Pois tendo os bolseiros lutado durante anos para serem reconhecidos como trabalhadores, só faltava depois virem essa reivindicação consagrada para serem trabalhadores sem direitos.
A acompanhar-me, como sempre nestas lides, estava o meu cão, o Djoka (="fiel" em polaco), o ManifestaCão. Estava tão cheia a coluna de gente, que desta vez ele pregou-me um susto e desapareceu. Santa Isabel Branco, como te estou agradecido, por o teres seguido e apanhado. (Mais fotos do ManifestaCão)

sexta-feira, maio 28, 2010

É hora

O momento não é para nos resignarmos, ficarmos calados, e baixarmos os braços.
O momento não para nos limitarmos às queixas no café ou na fila das Finanças.
O momento não é cairmos na esparrela das alegadas "inevitabilidades".
O momento não é para deixarmos o Governo pensar e decidir por nós, segundo os seus interesses e de quem os representa.
O momento não é para abdicar da soberania nacional, e deixar a Europa ditar a nossa política nacional, que não serve os interesses nacionais, mas os da Alemanha e que tais.
O momento não é para Velhos do Restelo, nem observar os céus à espera de uma resposta.
O momento não é esquecermos a crise e ir ao Rock in Rio ou esperar o Mundial.

Também –
Não é altura de desespero, de dar o futuro por perdido, de deixar de acreditar no nosso país.
Não é altura de perder confiança na nossa capacidade, no nosso potencial, na nossa riqueza humana e social.
Não é altura de nos fechar em copas, a sete chaves, ou como uma ostra.

É hora, sim, de dizer Basta! aos ataques contra os nossos direitos.
É hora de todos os afectados pelas políticas monopolistas, nacionais e internacionais, se unirem.
É hora de chamar, em alta voz, as coisas pelas seus nomes: estão a roubar-nos o nosso salário e o nosso futuro.
É hora de dizer Não! às privatizações previstas e ao hipotecar do nosso património económico.
É hora de de dizer a verdade: que a nossa economia interna precisa do aumentos salariais, não congelamentos e decréscimo de investimento público.
É hora de exigir e implementar as propostas alternativas para um Portugal ao serviço dos Portugueses, do seu desenvolvimento económico, social e cultural.

O momento é chave. O momento é de luta, resistência e exigência.
Luta travada com confiança, determinação, convicção e dedicação.

Todos aqueles atingidos pelas políticas de direita, que têm vindo a escamotear as "portas que Abril abriu", devem sair amanhã à rua, na Manifestação Nacional convocada pela CGTP, no Marquês de Pombal, às 15h, em Lisboa.

quarta-feira, maio 26, 2010

100+1 intelectuais contra o PEC

Mais de cem intelectuais de todo o país, das mais variadas profissões, assinaram uma posição sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), que não deve ser confundido com o PEC (Pacto de Estabilidade e Crescimento), embora ambos serviam os mesmos interesses. Este último, o PEC-UE, provem da Comissão Europeia. O PEC-PT foi avançado pelo Governo Sócrates, numa aparente tentativa (inconsequente) de melhorar a "credibilidade" de Portugal nas ranking das agências de crédito. Na verdade, trata-se de um conjunto de medidas que pretendem implementar medidas que a direita Portuguesa há muito deseja e que agora, sob o pretexto da crise e da subida do défice público, pensa ter condições para realizar: mais privatizações, mais desinvestimento público, mais ataques aos direitos laborais, congelamentos ou reduções salariais. Um Programa que resultará num empobrecimento das condições de vida e trabalho da maioria da população portuguesa. Os intelectuais juntam-se assim aos restantes trabalhadores e a população em geral, reclamando outra política. (Leiam o texto na integra e a lista dos primeiros subscritores neste blog.)
Amanhã, 5a feira, alguns signatários irão apresentar a sua posição frente à Assembleia da República, às 17h30. Os subscritores não ficarão pelas palavras, prevendo-se um conjunto de acções de esclarecimento num futuro próximo.

Podes juntar o teu aos restantes subscritores na petição pública.

quinta-feira, maio 06, 2010

Gregos mostram o caminho



fotos da luta na Grécia: Greve e manifestação a 5 de Maio (sup.esq); Greve 48 horas a 21-22 Abril (sup dir esq); 1º de Maio (inf esq); acto da Acrópole a 4 de Maio (inf dir);

A luta de classes está a intensificar-se. E o caminho dos trabalhadores e povos é o da intensificação da resistência e contra-ataque ao Capital, seus serventuários em postos públicos, seu séquito de comentadores obsequiosos, seus apologistas, enfim todos os seus apologistas de fato e gravata ou fato macaco. A luta em Portugal está já leva Cavaco, Paulo Portas e Passos Coelho a apelar à paz social não vá a Moddy e outras que tais baixar-nos o ranking. No 1º de Maio os trabalhadores responderam em força a esses apelos. Querem paz social, que o poder passe a quem trabalha. Deixem de estrangular e privatizar os serviços públicos. Que os principais meios de produção, os eixos fundamentais da nossa economia retornem ao Estado. Que imponham impostos à extorsão aos negócios especulativos dos bancos. Que me venham argumentar que mais IRC é um entrave às empresas ainda posso discutir e contra-argumentar, agora que os bancos ganhem milhões com jogos de casino e usurário?!
Na Grécia a luta atinge uma grande intensidade. Infelizmente basta uns bandidos provocadores com cocktails para que as capas dos jornais se limitem a fotos de chamas e notícias sobre os trágicos falecimentos, para que não haja cobertura imparcial sobre a luta massiva dos trabalhadores. Uma lição a extrair durante a preparação da luta de 28 de Maio e a luta pela Paz aquando da cimeira da NATO em Lisboa. As fotos acima são um melhor reflexo do clima de luta na Grécia. Para mais fotos vejam os álbuns de fotos do KKE (Partido Comunista Grego).

sábado, maio 01, 2010

2010: Mais um ano de luta intensa do trabalhadores Portugueses

Ainda em construção (são muitas lutas)

2010 promete ser mais um ano de intensa luta dos trabalhadores portugueses contra a política de direita prosseguida pelo governo do PS, alinhado com o PSD e CDS-PP, e os interesses do capital nacional e internacional que representam. O Orçamento do Estado aprovado pela direita e o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) prometem nova onda de ataques aos direitos dos trabalhadores, de congelamentos salariais, de redução das pensões e reformas, de maior desgaste das responsabilidades sociais do Estado, e de maior delapidação dos seus recursos através de mais privatizações. Enquanto os trabalhadores se confrontam com mais trabalho precário, desemprego e pobreza, os bancos continuam a arrecadar lucros astronómicos. O capital ataca, procura soluções para agravar a exploração, mas os trabalhadores por todo o país resistem e exigem outro rumo.

A seguinte informação foi recolhida das páginas do Avante! e do sitio da CGTP-IN

JAN :: FEV :: MAR :: ABR


JANEIRO/2010

  • Os trabalhadores da firma de alumínios João Baltazar & Andrade cumprem a jornada laboral à porta da empresa na sequência do seu encerramento. O gerente propôs aos trabalhadores que comprassem a firma ou que recebessem a carta para o fundo de desemprego. Os trabalhadores não aceitaram tal proposta e aguardaram que a administradora volte às instalações para resolverem a situação.
  • Concentração dos trabalhadores da empresa “FLOR DO CAMPO” (19/1) junto à Segurança Social, em Lisboa, para pedir o Fundo de Garantia Salarial como forma de antecipar o pagamento da dívida que só vão começar a receber em 2011.
  • O CESP concentrou-se à porta do supermercado Pingo Doce, em Almada, para protestar contra o comportamento do Grupo Jerónimo Martins (GJM), detentor da cadeia que inclui também o Feira Nova. A iniciativa teve como objectivo alertar para a recusa do GJM em aplicar as diferenças salariais dos meses de Janeiro a Abril de 2008, bem como denunciar os atropelos aos direitos dos trabalhadores e à lei sobre organização do tempo de trabalho.
  • A maioria dos trabalhadores portugueses na Base das Lajes protesta contra a nova fórmula de cálculo dos aumentos salariais. Mais de metade dos trabalhadores ao serviço das Forças Armadas dos Estados Unidos da América assinaram um documento contra esta nova fórmula, que prejudicam os trabalhadores.
  • Lock-out na Mecanipol. A empresa anunciou aos seus 54 trabalhadores, dois dias antes, a intenção de não lhes pagar os salários a partir de Janeiro. Ao mesmo tempo, «viola a lei de forma unilateral, recusando-se a fornecer trabalho, condições e instrumentos de trabalho».
  • Na Renault-CACIA os trabalhadores haviam entregue um abaixo assinado recusando a «Bolsa de Horas». A administração chamou os trabalhadores ao departamento de recursos humanos para os pressionar a ceder às suas pretensões.A Comissão Sindical recordou que durante o ano de 2009 a Renault-CACIA recebeu apoio financeiro do Estado, mas agora pretende obrigar os trabalhadores a trabalhar sábados e feriados sem lhes pagar esses dias como jornada suplementar, instando, ainda, a tutela e o Ministério da Economia a verificarem a aplicação dos fundos públicos.
  • Na Bosch, em Braga, os trabalhadores pararam uma hora (12/1) em protesto por a empresa ter atribuído um prémio a 70% dos funcionários, discriminando os restantes.
  • Concentração dos trabalhadores da FERTAGUS (15/1) diante do Ministério do Trabalho, para exigir a intervenção da ministra e reivindicar o direito à contratação colectiva.
  • Na Cofaco, fábrica de conservas, na ilha do Faial, Açores, os trabalhadores recusaram, dia 19, uma proposta da administração que pretendia impor uma mudança dos locais de trabalho para outra fábrica estabelecida na ilha do Pico.
  • Concentração de Enfermeiros junto ao Min. Saúde (21/1) - “Entrega de Fardas”, das Noções da Revolta e as Cartas de Indignação (negociação da carreira de enfermagem)
  • Concentração dos trabalhadores da empresa IFM/Platex (21/1), junto à A.R., pela defesa do aparelho produtivo e dos postos de trabalho.
  • Concentração de trabalhadores, dirigentes, delegados e activistas sindicais (21/1), no Porto, no âmbito da Acção Nacional Descentralizada, Contra a Precariedade e o Desemprego, por + Emprego, Salários e Direitos.
  • A Kromberg & Schubert, em Guimarães, tem recebido centenas de milhares de euros para manter os postos de trabalho, mas anunciou mais um despedimento.
  • Impedidos pela administração da CIMPOR de procederem às eleições para os corpos gerentes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos, Construção, Madeiras, Mármores e Similares da Região Centro, nas instalações empresa, os trabalhadores decidiram fazer a eleição à porta das duas fábricas. É a primeira vez que esta situação ocorre na Cimpor, onde este sindicato é o mais representativo nas duas fábricas.
  • Após longos meses de luta, apresentando-se todos os dias ao serviço, mesmo com a produção parada, os trabalhadores da Cimianto, em Alhandra, «saíram vitoriosos da luta que travaram» pela viabilização da empresa e dos postos de trabalho.
  • Os trabalhadores da IFM-Platex, em Tomar, deslocaram-se a Lisboa (21/1), para exigirem do Governo a salvaguarda dos postos de trabalho e a viabilidade da única produtora nacional de placas em fibra de madeira.
  • Concentração na Fénix-Intersegur (27/1), contra o atraso no pagamento de salários, do subsídio de Natal, de horas nocturnas e de trabalho suplementar.
  • Quatro trabalhadores da Corksribas, Indústria Granuladora de Cortiças, em São Paio de Oleiros (concelho de Santa Maria da Feira) decidiram apresentar-se todos os dias à porta da empresa, a partir de 27 de Janeiro, em protesto contra o despedimento de que foram alvo, num processo que foi denunciado publicamente como «perseguição».
  • Greve dos trabalhadores dos restaurantes Novorest (28/1) com deslocação de Braga e Gaia até à sede da Eurest e à sede da Makro, contra o despedimento colectivo de 114 trabalhadores.
  • Os cerca de 400 trabalhadores da Macvila e da Mactrading (ex-Maconde), em Vila do Conde, estiveram em greve (29/1), concentraram-se à entrada da fábrica e deslocaram-se aos Paços do Concelho, em protesto, por ainda não terem recebido os salários de Dezembro e parte dos subsídios de Natal. Alertaram ainda para a grande incerteza que havia quanto ao pagamento do mês de Janeiro.
  • Greve (25-29/1) da totalidade dos trabalhadores da Limpersado, na Portucel, em Setúbal, para exigir o pagamento dos subsídios de férias e de Natal. Os trabalhadores já cumpriram uma primeira greve, nos dias 23 e 24 de Dezembro, com o mesmo propósito.
  • Greve dos trabalhadores dos CTT (CDP Monte da Caparica) (25-29/1), contra a alteração do horário de trabalho e da retribuição.
  • O despedimento colectivo de 130 funcionários do Casino Estoril foi condenado em plenário (26/1) pelos trabalhadores que, numa resolução aprovada, acusaram a administração de ter praticado «mais um acto de gestão nociva dos recursos da empresa».
  • Doze anos depois (! - porra a luta é longa, mas compensa) da falência declarada, foram pagos aos cerca de 400 ex-trabalhadores da Construções Técnicas, metade dos três milhões de euros de créditos reclamados em Tribunal (28/1). O Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul salientou que este «desfecho parcial» deveu-se ao facto de os trabalhadores «nunca terem baixado os braços».
  • Luta inédita dos Enfermeiros em Portugal: Greve (27-29/1), contra a proposta de projecto de diploma do Ministério da Saúde relativo a grelhas salariais e transições para a nova carreira de enfermagem & Manifestação Nacional da Enfermagem (29/1), junto do Ministério da Saúde, contra a proposta de projecto de diploma do Ministério da Saúde relativo a grelhas salariais e transições para a nova carreira de enfermagem. (ver video).

FEVEREIRO/2010

  • Greve dos trabalhadores dos CTT no CDP Tomar (1-5/2) e Leiria (8-9/2), contra a alteração do horário de trabalho e da retribuição.
  • Greve dos trabalhadores dos Hóteis Tivoli Lisboa e Lisboa Jardim (4-5/2), com concentração dos trabalhadores junto à porta principal do Hotel Tivoli, pela aplicação do CCT e contra a repressão nas empresa.
  • Manifestação Nacional da Administração Pública (5/2). Objectivos centrais da luta: Salários e pensões dignos, com reposição do poder de compra perdido; Avaliação e Desempenho; Manutenção do horário de 35 horas semanais e 7 diárias, contra a adaptabilidade e a flexibilidade; Revogação e/ou alteração das normas mais gravosas da nova legislação da Administração Pública, com a reposição do vínculo de nomeação a todos os trabalhadores da AP; Reposição das condições de aposentação anteriores a 2004.
  • Concentração de dirigentes, delegados e activistas sindicais de Viseu (10/2), junto ao edifico da Segurança Social, seguida de deslocação ao Governo Civil para entrega de documentos.
  • Concentração de Activistas da FIEQUIMETAL (12/2) no Largo da Estefânia, seguida de deslocação à ANIMME e ao Ministério do Trabalho, em Lisboa, acção conjunta dos representantes dos trabalhadores do âmbito da FIEQUIMETAL, pela defesa da contratação colectiva, por aumentos salariais justos e pela defesa do emprego.
  • Concentração de trabalhadores da GATE-GOURMET (12/2) empresa abastecedora de refeições aos aviões, no Aeroporto de Lisboa, em luta contra a aplicação abusiva do lay-off.
  • Greve dos trabalhadores da EUREST (12/2), no Refeitório da Sonae Indústria, em Oliveira do Hospital, pelo pagamento do subsídio de alimentação na retribuição de férias e no subsidio de natal.
  • Greve dos Mineiros da SOMINCOR durante as primeiras duas horas de cada turno (17/2-30/3) para assegurar um aumento de cem euros no valor do «subsídio de fundo», para quem labora no interior da mina, e o pagamento integral, a todos os trabalhadores da mina de Neves Corvo, da compensação do Dia de Santa Bárbara (padroeira dos mineiros, a 4 de Dezembro). Em 2009, a administração pagou só metade da compensação que decidiu aplicar, quando resolveu que trocava o dia de não laboração por um valor monetário. É exigida a garantia de pagamento da compensação na íntegra também nos anos seguintes.
  • A União dos Sindicatos de Aveiro realizou um "Cerco" à Segurança Social (18/2), para exigir que a Segurança Social deixe de ser utilizada como uma "vaca leiteira" do patronato e do Governo, exigir melhores pensões e a revogação do factor sustentabilidade, reclamar novas fontes de financiamento da Segurança Social.
  • Os trabalhadores da Renault-CACIA, perante a recusa da Administração da empresa de negociar o Caderno Reivindicativo, nomeadamente, as matérias de expressão pecuniária, e porque não tiveram aumento de salário no ano de 2009, decidiram realizar paralisações diárias de 30 minutos, a meio de cada horário de trabalho, com concentração dos trabalhadores em frente do edifício da Administração (18-28/2). Decidiram também fazer greve ao trabalho suplementar, em dias de semana, de descanso semanal e feriados.
  • Concentração em Faro (20/2) com desfile pelas ruas da cidade, no âmbito da Acção Nacional Descentralizada, Contra a Precariedade e o Desemprego, por + Emprego, Salários e Direitos.
  • Concentração dos trabalhadores da região da Guarda frente ao Centro de Emprego (22/2), seguida em cordão humano à ACT (delegação DA Guarda) e ao Governo Civil da Guarda, pela melhoria das condições de vida e de trabalho, contra a precariedade e o desemprego.
  • Concentração dos trabalhadores da Rodoviária de Lisboa (23/2), integrado numa acção mais geral do sector dos transportes e comunicações e dinamizada pela FECTRANS (Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações) que decorreu entre 23 e 26 de Fevereiro.
  • Concentração dos trabalhadores das empresas VIMECA e SCOTTRUB (24/2) junto às sedes das empresas, integradas numa acção mais geral do sector dos transportes e comunicações e dinamizada pela FECTRANS.
  • Acção de solidariedade (24/2) com a justa luta dos trabalhadores da IBERLIM que lutam contra discriminação (ilegal) e actuação repressiva aos trabalhadores sindicalizados do STAD da seguinte forma: A) paga salários mensais inferiores; B) não atribui trabalho (suplementar)aos fins-de-semana e C) aplica sanções ilegais e abusivas aos trabalhadores que aderiram a Greves realizadas no ano passado.
  • 25 de Fevereiro: greves na UNILEVER, na CENTRALCER, na SOPLACAS, na CIMIANTO, na SECIL PREBETÃO, na SUCH, da TRIUMPH, e greve nacional dos Enfermeiros do INEM e dos trabalhadores das Cantinas, Refeitórios e Fábricas de Refeiçõe; & concentrações à porta da empresa RESIQUIMICA (Parque Industrial de Sintra); dos jovens trabalhadores dos sectores dos transportes e comunicações; dos trabalhadores da EMEF (Porto/Guifões) junto ao G. Civil do Porto; dos trabalhadores do Pingo Doce em Lisboa. Em Leiria, denúncia pública dos trabalhadores com salários em atraso e com trabalho precário, das empresas: ESIP, SARDINAL, RINO & RINO, BONVIDA, VIVEIROS S. JORGE, KEY PLASTICOS e CARIANO.
  • Greve dos trabalhadores da CEL-CAT (26/2).
  • Concentração dos trabalhadores de Coimbra (26/2), com deslocação, em manifestação, até ao Governo Civil, no âmbito da Acção Nacional Descentralizada, Contra a Precariedade e o Desemprego, por + Emprego, Salários e Direitos.
  • Manifestação dos trabalhadores de Castelo Branco (27/2), no âmbito da Acção Nacional Descentralizada, Contra a Precariedade e o Desemprego, por + Emprego, Salários e Direitos.

MARÇO/2010

  • Greve parciais dos trabalhadores da VISTEON em Palmela (1-2/3), por aumentos salariais e estabilidade no emprego.
  • Concentração de ORT's e trabalhadores dos TRANSPORTES junto do Ministério dos Transportes (2/3), em defesa do aumento dos salários, pelo cumprimento dos AE's e dos acordos firmados, pela defesa do emprego e contra a precariedade, contra a discriminação a jovens trabalhadores e pela melhoria das condições de trabalho.
  • Greve Nacional dos trabalhadores da Função Pública (4/3), contra o congelamento dos aumentos salariais.
  • Concentração de trabalhadores da empresa João Baltazar e Andrade, em Corroios (5/3), junto à residência da gerência, pela defesa dos postos de trabalho e dos seus direitos.
  • Greve no Clube Estrela da Amadora (6-7; 16/3), contra a falência fraudulenta, pelo recebimento dos salários e contra o despedimento colectivo ilegal.
  • Concentração de Dirigentes, Delegados, Activistas e Reformados com deslocação ao Governo Civil de Santarém (11/3).
  • Jornada nacional de luta, convocada pela Fiequimetal e os sindicatos filiados (12/3) com paralisações do trabalho e acções com impacto público. A negociação da contratação colectiva, o aumento dos salários, o combate à precariedade e a garantia dos direitos dos trabalhadores.
  • Concentração / Manifestação, dos trabalhadores de Braga (12/3), inserida na Semana de Luta contra a precariedade e o Desemprego, que se realiza de 8 a 12 de Março.
  • Concentração dos trabalhadores de Abrantes (15/3), com deslocação ao Tribunal do Trabalho de Abrantes de delegação de trabalhadores da Metanova a reclamar o pagamento de créditos que lhes são devidos há mais de 25 anos.
  • Concentração dos trabalhadores de Torres Novas (16/3).
  • Concentração dos trabalhadores de Coruche (18/3), junto à Câmara Municipal.
  • Greve dos trabalhadores dos TST - Transportes Sul do Tejo (19/3), em luta por aumentos salariais justos, pela defesa do AE e pelos direitos nele consagrados.
  • Concentração dos trabalhadores de Tomar (19/3), frente à Praça da República.
  • Greve dos trabalhadores da S2M (22-23/3) em defesa dos postos de trabalho, que não foram acautelados pela Metro do Porto e Governo, no concurso de concessão em curso.
  • Greves parciais dos trabalhadores da KEMET Electronics (22-25/3), para reivindicarem aumentos salariais e protestar contra a decisão da administração da empresa de suprimir o pagamento do subsídio de turno e do trabalho noturno, o que significou uma «redução nos salários na ordem dos 30 por cento»
  • Greve nas empresas do sector FERROVIÁRIO: CP, REFER e EMEF (23/3); em defesa dos salários e dos direitos; Contra a precariedade.
  • Greve Nacional da VIGILÂNCIA PRIVADA dos trabalhadores vigilantes de instalações aeroportuárias dos aeroportos de Lisboa, Porto Faro, R.A. Madeira e R.A. Açores (25-26/3) pela criação de categorias profissionais qualificantes ara os trabalhadores e valorizantes para o sector!
  • MANIFESTAÇÃO DA JUVENTUDE TRABALHADORA (26/3) sob o lema: Geração com direitos; Garantia de futuro; Lutamos pela Estabilidade do Emprego; Salários e Horários Dignos.
  • Trabalhadores do Grupo Pestana Pousadas em Luta (26/3), com acções de denúncia junto dos clientes das Pousadas dos Lóios em Évora e S. Francisco em Beja. Os trabalhadores lutam por aumentos salariais e contra a repressão existente nas Pousadas
  • GREVE dos Enfermeiros (29/3-1/4) em protesto contra impasse no processo negocial da carreira de enfermagem.


ABRIL/2010

  • Greve dos trabalhadores dos HÓTEIS TIVOLI Lisboa, Jardim, Seteais e Sintra (3/4), em luta pelo facto de a Administração ter assumido uma atitude prepotente, pondo em causa os direitos dos trabalhadores e a recusa da actualização dos salários.
  • Greve dos Trabalhadores do MUNICIPIO DE LISBOA (5-7/4) incluindo os serviços de Higiene e Limpeza Urbana, em luta pela actualização do suplemento de risco, cujo valor não é alterado desde 2003, inclusive. Esta greve, convocada pelo STML e pelo STAL, visa a actualização do valor do suplemento de insalubridade, penosidade e risco, que justamente foi atribuído em 1987 aos trabalhadores que, no exercício diário das suas funções, ficam expostos aos mais variados riscos e condições de trabalho que colocam em causa a sua saúde e a sua integridade física, mas que há oito anos não é actualizado pela Câmara Municipal de Lisboa.
  • Concentrações Distritais dos trabalhadores da FRENTE COMUM (12-20/4), em Aveiro, Coimbra, Guarda, Vila Real, Bragança, Viseu, Braga, Viana do Castelo, Beja, Évora, Portalegre, Setúbal, Castelo Branco, Faro, Leiria, Santarém, Lisboa e Porto.
  • Greve dos Trabalhadores dos TST - Transportes Sul do Tejo (14/4)
  • Concentrações de professores contra os efeitos da avaliação nos concursos (19-20/4). Em Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Faro junto às Direcções Regionais de Educação (DREs).
  • Greve dos trabalhadores da GALP ENERGIA (19-21/4), pelo aumento real do poder de compra dos salários; Uma justa distribuição de lucros aos trabalhadores, como compensação pela enorme riqueza produzida em 2009 (mais de 213 milhões de lucros); A resolução de outros problemas socio-profissionais e a melhoria das condições de
    trabalho.
  • Concentração dos trabalhadores de empresas do Grupo Águas de Portugal (Epal, Valorsul, Amarsul e Simtejo) (22/4) frente à sede do grupo AdP, em Lisboa, exigindo da administração aumentos salariais justos em 2010.
  • Greves nos dos CTT (26-30/4), em dezenas de Centros de Distribuiçao Postal (CDP's) em todo o País, pela manutenção da remuneração mensal.
  • Greve no SECTOR DE TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES (27/4): CTT'S, TST - Transportes Sul do Tejo, Sector TRANSPORTES PESADOS PASSAGEIROS, RODOVIÁRIA BEIRA LITORAL, RODOVIÁRIA D'ENTRE DOURO E MINHO, CARRIS, CP, REFER, CP CARGA, EMEF, FERTAGUS, METRO MIRANDELA, STCP, SOFLUSA, TRANSTEJO, e ATLANTIC FERRIES. As razões que estão na origem destas greves convergentesl, prendem-se com 3 aspectos que são comuns a todos os trabalhadores abrangidos pelos pré-avisos.
    - Congelamento salarial nas empresas públicas política que está a ser seguida também pelo patronato no sector privado.
    - Bloqueamento generalizado da contratação colectiva no sector público e sector privado, onde todos os processos estão a ser encerrados pelas Associações Patronais e Administrações das Empresas, sem existirem negociações sobre as propostas sindicais apresentadas.
    - Privatizações nos sectores de transportes e comunicações, transformando em negocio privado a prestação de serviços públicos às populações, assim como a retirada ao Estado de importantes instrumentos que visam assegurar o direito à mobilidade dos cidadãos e o próprio desenvolvimento do País.
  • Greve parcial, nas primeiras quatro horas de cada turno, dos trabalhadores da KEMET ELECTRONICS 29-30/4), para exigir aumentos salariais e a atribuição de 22 dias úteis de férias. Concentrações junto ao Governo Civil de Évora, Câmara Municipal e Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).


quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Ser precário é bom? Mentiras com números.

Na linguagem neoliberal "flexibilidade" e "mobilidade" são entendidos como termos positivos, ter 15 (ou mais) locais/postos de trabalho ao longo da vida, mudar de cidade ou país várias vezes são valores necessários para uma economia dinâmica. Para um trabalhador estes termos traduzem-se como "precariedade". Para um trabalhador, ter contratos a termo, contratos precários, significa períodos de desemprego e subemprego, a necessidade de deslocação, a constante presença da incerteza e instabilidade, a não garantia de progressão ao longo da vida, e (mesmo com formação contínua) a perspectiva de chegar rapidamente a uma idade sem empregabilidade. Numa economia neoliberal, os vínculos laborais, os contratos por termo indeterminado são vistos como entraves. Para os trabalhadores são vistos como factores de estabilidade individual e familiar.

Os números oficiais indicam um aumento de 30% na taxa de desemprego, entre Dezembro de 2008 e 2009, que atingiu particularmente os trabalhadores com vínculo e teve menos impacto sobre os trabalhadores precários. Isto tem sido aproveitado para argumentar que a precariedade é boa, menos sujeita ao desemprego. Mas este argumento é falacioso. A verdade é que temos de ter em conta tanto a criação como a destruição de postos de trabalho. Os trabalhadores com vínculo têm sido sujeitos a violentos ataques e despedimentos. À destruição destes postos de trabalho correspondeu uma escassa (ou quase nula) criação de novos vínculos. Por outro lado, os trabalho precário têm aumentado. Mas a repartição da taxa de desemprego não significa que estes não sejam vítimas do desemprego. Significa que tem havido uma transferência de postos de trabalho com vínculo para trabalho precário, e que os trabalhadores com vínculo (muitos na casa dos 40-50 anos de idade) não têm conseguido trabalho.

Interpretar a maior incidência do desemprego nos trabalhadores com vínculo como expressão de que o trabalho precário é "melhor" porque menos sujeito a desemprego é uma obscenidade.

Igualmente obsceno é exigir que os desempregados tenham de provar que procuram emprego activamente, tendo eles por vezes de se dirigir ao patrão que não os emprega e pagarem 5€ para apresentar uma declaração de como tentaram procurar emprego. Dinheiro que lhes sai do subsídio de desemprego, que já de si é uma miséria.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

2009: ano de luta

Aproveitando hoje para olhar para trás e recordar os eventos de 2009 fico com a sensação que durante 2009 Portugal deu duas voltas ao sol: foi um ano carregado de eventos, de grande luta, de agudo confronto de classes, de eleições, de revelação da corrupção do estado burguês, de grandes lucros para o capital num ano de agravamento da crise para a maioria do povo Português. Resumo aqui as lutas dos trabalhadores desde a listagem de Setembro. Tratando-se de um período de apenas 4 meses – durante os quais se realizaram duas importantes eleições nacionais, incluindo a eleição de nova Assembleia da República e formação de novo governo – seria natural que o número de lutas fosse menos assinalável que a primeira metade do ano. A realidade demonstra que as eleições não travaram o processo de luta, que a mudança de correlação de forças na AR (de maioria para minoria PS) ainda não deu resposta à necessidade de ruptura política que os trabalhadores desejam e o povo Português necessita. O próximo ano promete ser mais um ano de luta intensa.

SET :: OUT :: NOV :: DEZ

SETEMBRO/2009

  • Greve dos trabalhadores da Revisão da CP, de Aveiro (13/9) contra a imposição de transferências.
  • Greve dos mais de cem trabalhadores (na maioria, mulheres) da Proudmoments, no Parque Industrial do Fundão. Ao fim de dois dias, a administração propôs um plano de regularização dos salários em atraso, prevendo o pagamento de Agosto até 25 de Setembro e, em simultâneo, a negociação da forma de liquidação do salário de Setembro e de parte do subsídio de férias. Foi assim retomada a laboração.
  • Manifestação dos trabalhadores dos transportes urbanos de Coimbra (14/9), incluindo os motoristas de autocarros e tróleis, para que a compensação do trabalho em turnos seja também integrada nos subsídios de férias e de Natal, além dos 12 salários mensais.
  • Concentração dos trabalhadores da Saint Gobain Glass Portuguesa (SGGP) (15/9), pela reactivação da produção.
  • Concentração de activistas sindicais do distrito de Lisboa, no Rossio (15/9), pela defesa do sector produtivo.
  • Greve de 24 horas dos trabalhadores da Administração Local (16/9), com o objectivo de combater as medidas governativas que lesam os direitos dos trabalhadores, combater a mobilidade especial e a precariedade laboral, bem como exigir das autarquias locais a aplicação de medidas de opção gestionária que atenuem a degradação dos salários.
  • Dirigentes e delegados sindicais da Saúde manifestam-se à porta do Primeiro-Ministro (17/9), exigindo a abertura dos concursos prometidos, para a integração nos mapas dos hospitais e outros serviços de saúde, dos trabalhadores precários do Ministério da Saúde.
  • Uma vítima mortal em resultado de um acidente no Pingo Doce, em Portimão, do Grupo Jerónimo Martins, provocou a reacção do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal. Num comunicado de dia 17, o CESP/CGTP-IN considerou que o acidente se deveu à falta de prevenção e de acções de formação nas áreas de saúde e segurança. Lembrando que o sindicato tem feito propostas com o objectivo de se alcançar níveis elevados nesses parâmetros, o CESP lamentou que a sua postura tenha sido «desprezada e até caluniada», salientando que «a arrogância e sobranceria revelam-se tragicamente inimigas da segurança e da vida dos trabalhadores».
  • Concentração de enfermeiros junto ao Ministério da Saúde (18/9)
  • Acção de luta junto à portaria dos Estaleiros da Lisnave (22/9) em solidariedade com dirigente sindical e membro da Comissão de Trabalhadores despedido pela Administração da Lisnave, por motivos políticos e sindicais.
  • Greve dos trabalhadores da CP CARGA (estações de Martingança e Louriçal) àssituações de manobra, de 22 de Setembro a 22 de Outubro, devido à falta de condições de trabalho e falta de resposta a problemas há muito apresentados.
  • Concentração dos bolseiros de investigação (23/9) junto à Assembleia da República, pelo compromisso de alterar o Estatuto do Bolseiro, por fim às "falsas bolsas" e atribuir contratos de trabalho aos que fazem trabalho científico.
  • Greve dos trabalhadores das Alfândegas (23-25/9) pela reposição do vínculo público de nomeação pata todos; pela integração integral do suplemento remuneratório no vencimento, e por carreiras especiais dignas e para todos.
  • Greve dos trabalhadores dos consulados, embaixadas, missões e centros culturais do Instituto Camões (24/9) contra a falta de respostas do Governo em matérias salarial e do Estatuto Profissional.
  • A greve dos pilotos da TAP (24-25/9). O nível salarial dos pilotos da TAP é o quinto mais baixo em Portugal, ficando de 9 a 22 por cento aquém do verificado em companhias aéreas como a Easy Jet, a Ryanair ou a SATA, para igual nível de produtividade, função e antiguidade.
  • Concentração dos trabalhadores da EMEF (29 e 30/9) pelo cumprimento dos acordos assumidos relativamente ao subsidio de turno; a negociação das propostas entregues pelo Sindicato relativamente ao subsidio de turno; o cumprimento da lei considerando como tempo de trabalho efectivo o tempo necessário para receber o salário; a passagem a efectivos dos trabalhadores com contratos a prazo; o fim da discriminação nos direitos.
  • Concentração de trabalhadores da Jado Iberia, junto à Segurança Social (30/9) contra a actual situação na empresa relacionada com o Lay-Off.
  • Não provimento do recurso interposto pelo Ministério Público do Tribunal de Guimarães sobre o processo-crime contra os dirigentes sindicais Adão Mendes, José Cunha, Francisco Vieira e Margarida Leça.

OUTUBRO/2009

  • Concentração dos trabalhadores da cerâmica Louçarte (13/10) de Valado de Frades, na Nazaré, junto do Ministério da Economia e do Ministério do Trabalho, exigindo a intervenção do Governo para garantir o pagamento dos três meses de salários em atraso e o subsídio de férias em consequência de má gestão. A deslocação a Lisboa ocorreu depois de os trabalhadores terem cumprido cinco dias de greve, em Setembro.
  • No dia a seguir às eleições autárquicas, a administração da Qimonda Portugal, em conjunto com o administrador de insolvência, anunciou o despedimento de 590 trabalhadores que estavam em regime de lay-off.
  • Concentração dos trabalhadores da Saint-Gobain junto Ministério da Economia (14/10), em luta pela defesa dos postos de trabalho. Dos 126 trabalhadores, 75 deles estão em situação de lay-off desde o dia 1 de Maio, mas segundo o Sindicato da Indústria Vidreira, a empresa ainda não deu qualquer sinal que garanta a retoma da laboração.
    Parte fundamental da produção de chapa de vidro é o forno da empresa que continua por reparar e sem o qual é impossível a Saint Gobain produzir e levantar a suspensão do trabalho, cujo prazo termina no dia 31 de Outubro. A reparação do forno demora um mínimo de três e um máximo de seis meses, mas ainda não se iniciou, deixando sindicato e trabalhadores apreensivos quanto ao futuro da empresa e dos postos de trabalho. No dia 30, os trabalhadores da Saint Gobain concentraram-se junto à C.M.Loures (30/10) para pedir a intervenção da autarquia, no sentido de serem salvaguardados os seus postos de trabalho.
  • Greve dos trabalhadores dos transportes colectivos do Porto (15/10) e concentração junto ao Governo Civil do Porto, onde foi entregue um documento a denunciar as violações ao AE, postas em prática pelo CA da STCP, nomeadamente relativo à organização do tempo de trabalho.
  • Processos disciplinares com suspensão de um ou dois dias, sem remuneração, aplicados a dezenas de trabalhadores da empresa de limpeza industrial, Iberlim, por terem aderido a greves ou participado em plenários, e recusado cumprir escalas de serviços mínimos, decretadas unilateralmente, no aeroporto de Lisboa e nos Hospitais de São José, Capuchos e Garcia de Orta. A luta deve-se a discriminações salariais, depois de a empresa ter apenas actualizado os salários aos sócios do sindicato da UGT (!).
  • Concentração dos trabalhadores da Empresa CLEAR (Grupo Soares da Costa) (19/10)
  • Concentração-denúncia de protesto de dirigentes sindicais dos trabalhadores do Pingo Doce contra o comportamento do Grupo Jerónimo Martins. Ainda não lhes foram pagas as actualizações salariais respeitantes aos meses entre Janeiro e Abril de 2008, e a empresa não está a respeitar a lei relativa à organização dos tempos de trabalho, acusou o sindicato.
  • Vigília dos trabalhadores da OGMA (23/10), diante das instalações, em Alverca, contra a reestruturação que está a destruir postos de trabalho e a forçar rescisões.
  • Concentração dos trabalhadores da Império Pneus Indústria, SA (27/10) exigindo dos órgãos de soberania uma tomada de posição que venha a possibilitar a viabilização da empresa.
  • Greve ao trabalho suplementar está a ser cumprida na área operacional da Euroresinas, por melhorias na organização do trabalho que evitem sobrecargas horárias excessivas para que seja salvaguardada a segurança e a saúde dos empregados.
  • Concentração dos trabalhadores da actividade financeira junto às instalações do Montepio Geral (28/10), pela imediata reintegração dos dois trabalhadores ilegalmente despedidos, bem como todos os que se encontram em situação idêntica. Processos disciplinares foram aplicados pela administração do Montepio Geral aos representantes sindicais, Alice Patrício, da Comissão de Trabalhadores e Joaquim Poças, que é também presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira, SINTAF, por terem exigido a passagem ao quadro de uma trabalhadora há oito anos com contratos precários.

NOVEMBRO/2009

  • No Alijó, foi através de um hóspede, que não conseguiu fazer a reserva, que os trabalhadores ficaram a saber que a Pousada Barão de Forrester ia encerrar na segunda-feira (2/11). Só depois da reacção dos trabalhadores é que a administração desta pousada do Grupo Pestana enviou um e-mail aos funcionários informando-os do encerramento. Este grupo «está a gerir as Pousadas de Portugal visando o máximo lucro e pretendendo encerrá-las durante o Inverno, acusou um dirigente sindical.
  • Paralisação dos trabalhadores da Gás de Portugal e da Lisboagás, do Grupo Galp Energia (2/11), durante duas horas, contra o bloqueamento do processo negocial sobre o novo modelo de categorias profissionais e enquadramento salarial; contra o imenso rol de ilegalidades e de violações de normas contratualmente estabelecidas, no âmbito das funções desempenhadas pelos trabalhadores; e pela defesa dos seus legítimos e justos direitos e interesses.
  • Greve de fome de Líbano Ferreira, vigilante e transportador de valores da Esegur, diante das instalações da empresa, no Prior Velho, em Lisboa por considerar ilegais os argumentos para o seu despedimento e denunciar o clima de repressão imposto pela administração.
  • Greve de trabalhadores da CALIFA e concentração à porta da empresa (9/11), pelo pagamento dos salários de Setembro e Outubro, em atraso.
  • Greve de 24 horas dos trabalhadores da PROSEGUR na Escola do Campanário (Funchal) (9/11), pelo cumprimento do CCT/Vigilância, contra os horários ilegais, e contra as transferências abusivas. Naquela escola os vigilantes da Prosegur têm que estar disponíveis para o serviço da empresa desde as 6.45 até às 19.30 horas.
  • Greve nas duas últimas horas de cada jornada de trabalho dos motoristas dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (15-21/11) por reivindicações salariais e melhores condições de trabalho.
  • Vigília de Dirigentes e Delegados Sindicais junto ao Ministério da Saúde (25/11) contra a situação de trabalho precário em que se encontram há vários anos.
  • Greve e concentração dos trabalhadores da EMEL (25/11) em luta pela negociação do Acordo de Empresa.
  • Revisão do contrato colectivo da indústria gráfica e de transformação de papel, assegurada por decisão arbitral, entrou em vigor este mês, constituindo uma derrota dos objectivos da associação patronal, Apigraf, que pretendia acabar com o contrato, boicotava desde 1999 a actualização dos salários mínimos e tentava há 26 anos liquidar direitos que nele estão consagrados. Decidida num tribunal arbitral, depois do sindicato requerer a arbitragem obrigatória, a revisão contém aspectos que merecem crítica, como os valores salariais. Mas ficou preservado o contrato colectivo, que regulamenta direitos, deveres e garantias; são introduzidos os subsídios de turno e de alimentação; há uma profunda alteração nas classificações profissionais; e fica assegurado que a sua entrada em vigor não pode prejudicar os direitos actuais de nenhum trabalhador. Foi a primeira vez que uma arbitragem obrigatória assegurou a revisão de um contrato colectivo e será talvez a última, por causa da última revisão do Código do Trabalho.
  • Concentração de Reformados junto à AR(26/11) por melhores pensões de Saúde, com entrega, na Assembleia da República, de Carta Reivindicativa de Reformados, Pensionistas e Idosos.
  • Vigília dos trabalhadores do Hospital Particular de Lisboa (26/11) contra a repressão e intimidação existente no Hospital, e pelo cumprimento do CCT. Os trabalhadores não têm actualização salarial há 4 anos.
  • Protesto dos trabalhadores do distrito de Braga, com concentração junto ao Centro Regional de Segurança Social de Braga (27/11). Participaram os trabalhadores vítimas da violação dos seus direitos aos mais diferentes níveis: aplicação ilegal e abusiva do lay-off; salários em atraso, despedimentos e insolvências; precariedade, baixos salários e pensões. Por exemplo, já no final de 2008 e início deste ano, a Delphi Automotive Systems (antiga Grundig) impôs um lay-off que deveria prolongar-se por seis meses, mas durou apenas quatro, o que levou o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro a considerar que se tratou de uma farsa. Desta vez, as trabalhadoras afirmaram aos jornalistas que há encomendas e há trabalho, enquanto os dirigentes acusaram a empresa de usar o lay-off como artimanha, mais evidente ainda no mês de Dezembro, quando a fábrica até costuma encerrar alguns dias; como já não dispõe de dias de férias (até porque, em vários casos, propôs que fossem gozados em dias de não laboração), a Delphi recorreu ao lay-off. Para os sindicatos, este caso é mais um, a mostrar que o Governo deixa o patronato utilizar o lay-off para cortar custos, reduzindo salários e retirando direitos aos trabalhadores, sem que haja a necessária fiscalização do cumprimento dos preceitos legais (já de si, favoráveis às empresas).

DEZEMBRO/2009

  • Greve dos Carteiros dos CTT da Costa da Caparica (2-4/12)
  • Luta dos trabalhadores da Empresa DESCO (Grupo CABELTE) contra a discriminação salarial de que estão a ser alvo por parte da Administração, por esta não ter actualizado os seus vencimentos como fez aos restantes trabalhadores do Grupo.
  • Greves parciais dos trabalhadores dos transportes colectivos do Porto (5/12-4/1), caso não se obtenha resposta às reivindicações dos trabalhadores relativas aos horários de trabalho.
  • Protesto dos trabalhadores da IFM/Platex para pressionar a nova Administração e os Ministérios da Economia e do Trabalho para a urgência de colocarem a empresa a produzir e os trabalhadores a terem os direitos assegurados. A IFM/Platex tem a produção parada desde 11 de Abril e a esmagadora maioria dos trabalhadores está em regime do chamado lay off desde 25 de Maio.
  • Greve dos motoristas dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (13-20/12), exigindo à administração condições mais favoráveis aos trabalhadores na progressão na carreira.
  • Acção de denuncia e protesto nas ruas da baixa de Lisboa (16/12), por melhores salários, contra o desemprego e a precariedade.
  • Greve dos trabalhadores da AIPACA (17/12), em Almada, sem aumentos salariais há 2 anos.
  • Greve dos trabalhadores da Brasileira do Chiado (18/12), para que se altere o clima de grande instabilidade, resultante de repressão e não cumprimento dos seus direitos.
  • A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia entregou na Assembleia da República (21/12), uma petição com 5500 assinaturas a exigir a exclusão da PSP da Lei 12-A, que pretende impor as regras gerais da Função Pública.
  • Greve dos trabalhadores do sector da grande distribuição (super e hipermercados) (24/12), rejeitando as propostas patronais que pretendem legalizar e generalizar algumas práticas ilegais, que já vêm pontualmente praticando e fazem a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores num inferno.
  • Greve dos trabalhadores das cervejarias / restaurantes da Portugália e dos restaurantes e bares dos comboios de Santa Apolónia (31/12-1/1), pelo direito à negociação colectiva, por melhores salários e na defesa dos seus direitos.

sábado, novembro 14, 2009

SPGL & CPQTC

Desde o 25 de Abril que a direita e a social-democracia tem combatido o conceito de unidade sindical, através de ataques à CGTP-IN e os seus sindicatos membros e através da criação de novos sindicatos e da UGT. Naturalmente que em democracia todos têm direito a formar as suas próprias estruturas sindicais, com as quais se identifiquem. Mas a história tem provado que estes sindicatos e a UGT têm sistematicamente alinhado com as posições dos sucessivos governos de direita, permitindo às associações patronais e os servidores no governo alegarem que em sede de concertação social terem o apoio de sindicatos de trabalhadores, apesar das denúncias e discordância da principal e mais representativa confederação sindical em Portugal: a CGTP-IN. Isto é, em vez de defenderem os interesses dos trabalhadores, que pretensamente representam, têm servido de falsa marca de aprovação para a implementação de políticas lesivas aos direitos dos trabalhadores e para dividir os trabalhadores.

{Achei engraçado que buscando o sítio da UGT, usando Google no Firefox, tenha recebido um aviso que este sítio podia danificar o meu computador ;) }
O objectivo de unidade sindical não pretende esmagar as diferenças de posições ou, como alguns alegam, ter sindicatos livres da influência do PCP. É óbvio que existem membros e pessoas próximas do PCP na CGTP-IN e seus filiados. É frente de trabalho dos militantes do PCP defenderem os direitos dos trabalhadores. Pelas suas posições e sua postura, actividade, intervenção, verticalidade e inamovível defesa dos interesses dos trabalhadores, os comunistas destacam-se entre os trabalhadores e tendem, naturalmente são eleitos para comissões de trabalhadores, como delegados sindicais, e para as direcções sindicais. Mas tal como em qualquer estrutura unitária onde militantes comunistas participem há sempre a preocupação de integrar elementos que não são militantes e não partilhem o projecto do PCP. É porém condição sine qua non que estas listas tenham um carácter reivindicativo, interveniente, de diálogo mas não de conivência com a classe exploradora e seus representantes políticos.

Vem isto a propósito porque, enquanto membro do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL), recebi ontem convocatória para a Assembleia Geral de 10 de Dezembro, que tem como ordem de trabalhos:
1. Revisão dos Estatutos
2. Decisão de permanência ou não do SPGL na Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos.
Junto com a convocatória recebi dois boletins de votos, ficando a saber que existem 4 propostas para revisão dos Estatutos, cujo conteúdo não constava no envelope. Após protesto de alguns membros, as propostas foram colocadas no sítio do SPGL (A, B, C, e D). Mas não é sobre esta votação que me quero debruçar.
Sobre a permanência do SPGL na CPQTC, usando a função pesquisa no sítio, não encontrei qualquer informação ou posição. Segundo o ponto II da metodologia, aprovada na Assembleia Geral de Delegados Sindicais de 15 de Outubro de 2009, para esta votação:
Apresentação e Debate das Propostas
1. Compete à Direcção do SPGL a divulgação das posições existentes sobre esta matéria, as quais deverão ser entregues na sede do Sindicato até ao dia 30 de Outubro, através do Escola Informação e/ou do site do SPGL.
2. A Direcção do SPGL deverá propiciar nas estruturas sindicais as condições que possibilitem o mais amplo debate em torno das diversas posições existentes, nomeadamente organizando debates nas delegações do SPGL a partir de 19 de Novembro.
Ora, tendo recebido o aviso ontem, 13 de Novembro, como poderia eu fazer chegar até 30 de Outubro uma posição? Cabe-me esperar que seja informado sobre um debate de uma delegação do SPGL onde possa exprimir a minha opinião e discutir? Com que base se vai travar essa discussão? É que não há sequer a informação mínima: porque é esta questão sequer levantada?

Um amigo da CPQTC informa-me que o SPGL já havia informado a intenção de sair da CPQTC alegando que os professores não são "quadros". Uma visita rápida a um dicionário indica que o termo "quadro" pode querer dizer
8. Lista dos membros de uma corporação.
9. Grupo de empregados de um corpo.
14. Alto funcionário, técnico categorizado ou em nível de direcção numa empresa; dirigente, gerente.

Ora, basta ver os afiliados que compõem a CPQTC para ser evidente que estes não se restringem à definição #14. Consultando o Artigo 6 º do Cap. III, "Noção de Quadro e sua filiação na Confederação", dos Estatutos da CPQTC lê-se:
Consideram-se "Quadros", as pessoas titulares de formação superior ou com actividade e/ou funções a ela equiparadas, exercendo a profissão nas áreas de produção, investigação, administração, cultura, saúde e ciências sociais.
Parece-me óbvio que, segundo esta definição, os professores são Quadros. A razão da votação tem portanto de ser mais que mera semântica. Qual a vantagem de sair da CPQTC? Não ter que pagar a quota de membro? Não ter que participar nas discussões junto com os outros membros? Não se revê nas posições da CPQTC?

Só posso suspeitar que a motivação tem uma raiz política, que nos remete para as questões levantadas acima. A CPQTC pretende ser um espaço de trabalho sindical unitário, que será contrário ao espírito da actual direcção do SPGL. A CPQTC tem entre os seus afiliados os tais sindicatos unitários, intervenientes, combativos, com ligação aos trabalhadores. Se essa é a motivação, então são os proponentes da saída do SPGL da CPQTC que deviam ser removidos. Só vejo vantagem no SPGL se manter como membro CPQTC, assim como membro da CGTP-IN, enquanto espaços de discussão, coordenação e fortalecimento da luta dos trabalhadores.

Vota pela permanência do SPGL na CPQTC

sábado, setembro 12, 2009

Letras miudinhas


É preciso ter muita lata!! O aumento, necessário e justo, do Salário Mínimo Nacional, faseado, até atingir os €500 em 2011, não era um compromisso do PS, este refutou continuamente os apelos para o seu aumento, afirmando que iria prejudicar a economia, e só com a luta dos trabalhadores, do grupo parlamentar do PCP, dos delegados sindicais da CGTP, é que o Governo se viu forçado a tomar esta medida. Agora querem gabar-se?! É como alguém colher os louros de ter caído no chão depois de ser defenestrado.

quarta-feira, setembro 02, 2009

A luta de classes em 2009

Por razões de trabalho e outras tarefas, não me foi possível fazer o inventário das lutas dos trabalhadores em Portugal no dia Primeiro de Maio, como vem sendo habitual e como apela a efeméride. Apesar do atraso, aqui vai uma selecção destas lutas, realizadas de Janeiro a Agosto de 2009, usando como fontes principais o Avante! e o sítio da CGTP-IN. (ver lutas de 2006, 2007, Jan a Abril de 2008, Maio a Dez de 2008)

É de salientar o grande número de lutas, em vários sectores, do público ao privado, do Norte ao Sul de Portugal, de trabalhadores em pequenas e médias empresas até grandes classes profissionais, como os professores. Concomitantemente, crescem os ataques aos direitos laborais (deu-se a introdução do Código de Trabalho do Governo Sócrates/PS) e à luta sindical (com processos judiciais e uso de força policial). A intensificação da exploração acompanhada da crescente resistência é testemunho do marcada luta de classes, numa fase de crise económica e financeira do capitalismo. É notável o contraste entre a acção do capital e dos trabalhadores face à crise – daí ter incluindo junto com os exemplos de luta, alguns casos da postura do capital. Este usa a crise como pretexto retórico para agravar a exploração, acusando os trabalhadores que lutam de impedirem a implementação de medidas de viabilização da empresa. Sempre pronto a sacrificar os direitos dos trabalhadores e para receber subsídios públicos, o capital não hesita em abandonar empresas, mesmo contrariando compromissos com o Estado que lhe facultaram benefícios públicos no passado, ou mesmo quando existem encomendas suficientes para viabilizar a produção da empresa. Se o lucro pode ser maior deslocando o capital para o sector financeiro ou deslocalizando a produção para outro país, liquidam-se postos de trabalho e abandona-se a produção, com marcada indiferença pelo efeito nos trabalhadores e na economia nacional. Em algumas empresas, os trabalhadores continuam a trabalhar apesar dos salários em atraso e em várias instâncias são os trabalhadores que protegem a produção nacional, evitando que as administrações desmantelem as empresas. A real natureza do Estado sobressai em fases de intensificação da luta de classes, e a posição Governo Sócrates/PS neste conflito é clara: apoiar o aumento da exploração dos trabalhadores; dar subsídios públicos ao capital sem garantias de manutenção do número e cariz dos postos de trabalho; proteger as administrações que desmantelam empresas, com o uso de força policial contra os trabalhadores; processar judicialmente os que protestam as políticas do governo enquanto permanecem imunes os autores de escândalos financeiros e os que atentam contra os direitos dos trabalhadores. Quem acompanha de perto esta realidade nacional, não pode senão rir-se quando o PS persiste em afirmar-se “de esquerda” ou como alternativa aos partidos “de direita”: a sua posição é claramente junto do capital e contra os trabalhadores.

JAN :: FEV :: MAR :: ABR :: MAIO :: JUN :: JUL :: AGO


JANEIRO/2009

  • Greve dos cantoneiros da Câmara Municipal do Porto (1/1) contra a transferência de 212 dos cerca de 300 trabalhadores do sector para duas empresas privadas, deixando a cidade sem serviços de recolha de lixo na noite da passagem de ano.

  • Greve geral dos trabalhadores VEDIOR (1/1), que trabalham para a TMN (Call Centers, Back Office's e Lojas TMN), continuando as greves do passado Dezembro.

  • Greve na Gate Gourmet (2-3/1), empresa que fornece serviços de catering nos aeroportos, os trabalhadores cumpriram, e concentração de trabalhadores, para exigir aumentos salariais de 5,5 por cento, tendo o piquete de greve sido impedido de entrar nas instalações, primeiro pelos seguranças ao serviço da empresa, que tiveram ordens para encerrar os portões que costumam estar abertos, e mais tarde, já com a presença da PSP e de elementos da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).

  • Em Maçainhas, na têxtil de cardação e fiação, Têxteis António João, em actividade desde 1925, os 22 trabalhadores, com quatro meses de salários e o subsídio de Natal em atraso, foram surpreendidos com os portões da empresa fechados, no dia 5, depois de, nos dias 31 de Dezembro e 2 de Janeiro, a administração ter informado os trabalhadores para ficarem em casa e regressarem ao trabalho no dia 5.

  • Quarenta trabalhadoras da empresa de confecções Carveste, em Belmonte, Castelo Branco, receberam, dia 5, cartas de despedimento, justificado com a perda de encomendas, acção que foi imediatamente contestada pelo Sindicato Têxtil da Beira Baixa. A empresa propôs pagar as indemnizações aos trabalhadores com prestações de cem euros, o que faria com que alguns levassem anos para receber.

  • Vigília/Concentração (8/1) dos trabalhadores da Função Pública do Norte, junto ao Governo Civil do Porto, alertando para os ataques aos trabalhadores da Função Pública, nomeadamente no que diz respeito à Lei da Mobilidade Especial.

  • Concentração (9/1) de dirigentes sindicais da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, no sentido de desmascarar as acções de propaganda que o Governo tem vindo a desenvolver pelos diversos distritos, sobre as recentes reformas da Admin. Pub.

  • Vigília dos trabalhadores da Fábrica Bordalo Pinheiro (9/1), frente à Câmara Municipal das Caldas da Rainha, para sensibilizarem a autarquia, o IAPMEI e o Governo Civil face ao provável encerramento da empresa. Os 172 trabalhadores da fábrica de faianças das Caldas estão sem receber há mais de um mês, mas a trabalhar e «dispostos a todos os sacrifícios para salvar a empresa». Os trabalhadores recusam suspender os contratos perante a intenção da administração de encerrar áreas de laboração e exigem medidas que garantam a continuação da laboração e a manutenção dos postos de trabalho. Os trabalhadores manifestaram-se, em Lisboa (21/1), para exigirem medidas do Governo que salvaguardem o futuro da empresa e os postos de trabalho. Salientam que está também em causa o valioso património artístico e cultural da fábrica, com velhos pergaminhos no sector da cerâmica utilitária e decorativa, que tem sido progressivamente destruído. No dia 22, os trabalhadores receberam finalmente os salários em atraso referentes ao mês de Dezembro. No entanto, a ameaça do encerramento da empresa e liquidação dos postos de trabalho continua a ser uma realidade, e os trabalhadores prosseguem a luta com a solidariedade do povo das Caldas da Rainha.

  • Concentrações (6 e 12/1) dos trabalhadores da OGMA Indústria Aeronáutica de Portugal em protesto contra a retirada de direitos por via de regulamentos internos impostos desde o início deste ano pela administração que retiram aos trabalhadores o direito a dispensas, faltas e licenças, justificadas e remuneradas, num total de 75 horas por ano. Por exemplo, um trabalhador que dê sangue apenas terá meio-dia de dispensa, como se ao fim de poucas horas estivesse em condições normais para carregar pesos ou trabalhar em altura. Os trabalhadores exigem a suspensão dos regulamentos, mas a administração recusa uma efectiva negociação e pretender aumentar os lucros diminuindo os custos (e direitos) laborais. A multinacional brasileira pode estar a criar um pretexto para «voar» de Alverca.

  • «Jornada nacional de reflexão e luta» dos professores (12-13/1), a poucos dias da revisão do Estatuto Professores, que contou com a participação de milhares de docentes.

  • A Polícia interveio no dia 14, para impedir trabalhadoras da ICA, concessionária do refeitório do Hospital dos Capuchos, em Lisboa, de denunciarem a imposição da jornada de 12 horas de trabalho. Para impedir o exercício deste legítimo direito, a Polícia permaneceu no local de trabalho.

  • Luta na Tyco, onde 536 dos trabalhadores (um terço dos cerca de 1600 funcionários da maior unidade industrial do Alentejo) viram os seus contratos de trabalho suspensos e os rendimentos reduzidos a 2/3 durante a suspensão. A multinacional norte-americana, fabricante de componentes eléctricos para automóveis, justificou a medida com as quebras nas receitas e nas encomendas, mas o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas salienta que «a crise na empresa não se deve a qualquer mau desempenho dos trabalhadores, nem foram eles que a provocaram», lembrando que, se ela existe, «deve é ser paga por quem a provocou, especulando na bolsa com os dinheiros da empresa».

  • Protesto face às ilegalidades da empresa de componentes para automóveis, Ficocables, na Maia, que se antecipou à entrada em vigor do Código do Trabalho e estabeleceu, em Novembro, o funcionamento de um banco de horas para os 400 trabalhadores, com a colaboração do sindicato da UGT, actuação que foi impedida por acção do Sindicato dos Metalúrgicos do Norte. No fim do ano passado, a empresa procedeu a um lay-off que não cumpriu nenhuma das regras estabelecidas na Lei.

  • Ataques ao trabalhadores da Karmann Ghia, em Vendas Novas, produtora de estofos para o sector automóvel e aeronáutico, cuja administração tem pressionado psicologicamente os trabalhadores para rescindirem os contratos sem direito às respectivas indemnizações, numa fábrica onde, para serem sindicalizados, a maior parte dos trabalhadores tem que o ser clandestinamente. A empresa recusa ser reconhecida como empresa do sector automóvel, inviabilizando os apoios do Estado ao sector para enfrentar a actual crise.

  • O provedor da Misericórdia de Belmonte decidiu não permitir a realização de um plenário de trabalhadores, para analisar a falta de pagamento dos salários de Dezembro, o que levou o Sindicato da Função Pública a convocar, para anteontem à tarde, uma acção junto à entrada da instituição. Os subsídios de Natal, recorda o sindicato, só foram pagos depois de o atraso ter sido publicamente denunciado.

  • Os 21 ex-trabalhadores da empresa de faianças Aljubal, em Alcobaça, encerrada em 2000, foram notificados pela Segurança Social para devolverem, no prazo de dez dias, as indemnizações que receberam por motivo de falência da fábrica, depois de terem esperado sete anos pelas compensações. O montante em causa é, em média, de 15 mil euros para cada trabalhador, quantia essa que lhes tem valido para enfrentarem a dura situação de desemprego.

  • Concentração (12/1) de trabalhadores da Guarda, sob o lema «Mais a Favor dos Trabalhadores», junto ao Governo Civil da Guarda. À perda da qualidade do emprego soma-se uma generalizada e crescente destruição de postos de trabalho. Segundo os dados oficias datados de Novembro, o desemprego já atingia mais de sete mil trabalhadores, tendo 38,2% idades até aos 34 anos, e sendo 60% mulheres.

  • Greve Nacional dos professores (19/1), por ocasião dos dois anos de publicação do "ECD do ME", e pela suspensão do actual modelo de avaliação e o início de negociações com vista à aprovação de um novo modelo, no quadro de uma revisão positiva do Estatuto da Carreira Docente. A greve teve a adesão média de 91 por cento dos docentes. Realizou-se também a entrega de um novo abaixo-assinado, apoiado por mais de 70 mil subscritores.

  • Luta dos trabalhadores da cerâmica Ceres, em Coimbra, que decidiram em plenário (19/1), que só regressarão ao trabalho quando lhes forem pagos os salários em atraso. A fábrica esteve encerrada durante dois anos e dois meses, e o regresso à actividade estava previsto para 22 de Setembro, mas com apenas 49 dos cerca de 180 trabalhadores que tinha antes. No entanto, não reiniciou a produção, alegadamente devido a atrasos no financiamento. Os trabalhadores exigem, como prioridade, o pagamento das remunerações em atraso.

  • Luta dos 120 trabalhadores da Aerosoles, o maior Grupo português do sector de calçado, em Esmoriz, Aveiro. Confrontados com tentativas da administração para rescindirem os contratos de trabalho, os trabalhadores decidiram, em plenário (16/1) recusar qualquer proposta de rescisão que lhes seja apresentada, pelo menos até que o Governo ausculte os representantes do Sindicato dos Operários da Indústria do Calçado, Malas e Afins dos Distritos de Aveiro e Coimbra. A empresa apresentou lucros de cerca de 100 milhões de euros, em 2007.

  • Cordão humano dos 200 trabalhadores da fábrica de confecções Intipor, em Amares, Braga, para exigirem o pagamento dos salários de Dezembro, dos subsídios de férias e de Natal do ano passado. Desde aquela data que os trabalhadores se revezam por turnos, em piquete, diante das instalações, para impedir a saída de maquinaria. No dia 16/1, os administradores da fábrica recorreram à protecção da GNR para saírem da empresa.

  • Em Nelas, a produtora de tecidos para automóveis, Borgstena, de capitais suecos, propôs aos trabalhadores, no dia 17, a redução de cem dos 288 postos de trabalho, justificada com quebras no volume de vendas. A empresa pretende eliminar trabalho por turnos, reduzir contratos efectivos e precários que se encontram no prazo-limite e reduzir os horários de trabalho.

  • Início de processos judiciais contra quem protesta a política do governo (20/1):

    • quatro dirigentes sindicais, em Guimarães, foram acusados de promoverem uma «manifestação ilegal», após queixas do governador civil do distrito e do presidente da câmara vimaranense, em reacção ao que consideraram ser uma «concentração ilegal», ocorrida quando de uma visita de José Sócrates à cidade, a 7 de Outubro de 2006. Adão Mendes, Francisco Vieira, José Cunha e Margarida Leça são levados a tribunal por se encontrarem entre algumas dezenas de pessoas que, nessa data, permaneceram frente ao Palácio Vila Flor, chamando a atenção para graves problemas vividos na região, sem que previamente tivesse havido uma comunicação para o Governo Civil.

    • três membros do movimento de utentes de transportes, no Porto, acusados também de «manifestação ilegal», por um protesto ocorrido há dois anos contra as alterações na rede de autocarros. A manifestação teve lugar no passeio, sem perturbações do trânsito, e com acompanhamento policial, mas teve lugar num dia em que o primeiro-ministro visitava o Porto. O início do julgamento foi acompanhado de uma concentração, à porta do tribunal, expressando solidariedade aos arguidos e exigindo a sua absolvição

    • uma estudante do secundário chamada para declarações, no Porto.

  • Na fabricante de componente automóveis, Sodecia, na Guarda, mais 81 trabalhadores entraram em situação de lay-off (23/1), medida que a administração justificou com a diminuição de encomendas. Os trabalhadores agora abrangidos pelo lay-off deverão ficar em casa um dia por semana, durante seis meses.

  • Concentração de protesto junto à residência oficial do primeiro-ministro (29/1), do trabalhadores da Gestnave, na continuação de uma longa luta para exigir do Governo que cumpra o Protocolo que assinou, em 1997, com, entre outros, o actual primeiro-ministro, e que obriga à integração destes trabalhadores nos quadros da Lisnave.

  • Três dias de greve foram cumpridos (19-21/1) dos trabalhadores da Parmalat, em Águas de Moura, contra o aumento salarial de 2,65%, decretado unilateralmente pela administração, e por justas actualizações remuneratórias. Os trabalhadores consideram o aumento insuficiente para compensar as perdas de poder de compra, de 1,3 por cento, registadas nos últimos três anos.

  • Greve (iniciada a 21-22/1) dos 90 trabalhadores da Elesa – Lisbonense de Empreitadas, que tem como único cliente a EPAL, devido a atraso do pagamento de salários desde Dezembro e do subsídio de Natal. Os operários já cumpriram uma outra greve, com concentração junto à sede da empresa, da qual resultou o pagamento dos salários em atraso de Outubro e Novembro, mas apenas a 35 trabalhadores.

  • Atrasos no pagamento dos salários de Outubro a Dezembro, mais o subsídio de Natal, aos 65 trabalhadores da Linktech Geo -Geotécnica e Engenharia de Estruturas, empresa de construção civil e obras públicas no Paúl, em Torres Vedras. Após ter sido informado, pela administração, sobre a imprevisibilidade do pagamento das remunerações em atraso, o Sindicato da Construção do Sul alertou para situações de «extrema pobreza e de dependência de amigos e familiares».

  • Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul alerta para acentuada ofensiva contra os trabalhadores e o seu sindicato, apontando casos concretos, detectados nos distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja, de recusa sistemática da negociação colectiva, não cumprimento dos direitos consagrados nos CCT, a utilização abusiva dos contratos a prazo, o trabalho temporário, os falsos recibos verdes, os baixos salários e a intensificação da precariedade, a todos os níveis. Foram referidos: os hotéis Ritz, Tivoli, Lapa Palace, Corinthia (antigo Alfa), Marriott (antigo Penta), Sheraton, Lutécia, Metropolitan, Village (Cascais), Jerónimos 8, Inglaterra, a estalagem Vale Manso (Abrantes) e os grupos Pestana Pousadas e Vila Galé; o Casino Estoril e os bingos do Sporting, da Académica da Amadora, do Estrela da Amadora, do Vitória de Setúbal e do Barreirense; o grupo Portugália e a cervejaria Trindade; os cafés Nicola e Império, a pastelaria Lua de Mel; a Unitrato, a Servirail e a Gate Gourmet; a Clínica S. João de Deus e os hospitais Inglês (British XXI), da Ordem Terceira, da CUF e Particular de Lisboa, o Inatel e, em geral, o sector das cantinas e refeitórios.

  • Luta dos trabalhadores do Grupo Controlinveste pela retirada dos processo de despedimento colectivo de 123 trabalhadores e pela abertura imediata de negociações entre a administração e os sindicatos. Foram ameaçados o emprego de 123 jornalistas e outros trabalhadores afectos às redacções do Jornal de Notícias, Diário de Notícias, 24 Horas, O Jogo.

  • Apenas dois dias depois de o primeiro-ministro, no debate quinzenal na AR, ter voltado a apontar a fábrica portuguesa de componentes electrónicos (chips) da multinacional Qimonda como um caso resolvido, a empresa-mãe revelou que deu início a processo de falência, gerando justificado sobressalto nos cerca de 1800 trabalhadores da unidade instalada em Vila do Conde. A multinacional já havia aumentado a exploração dos trabalhadores (com turnos de 12 horas diárias) e chupado a teta nacional, recebendo, desde 1996 (ainda como Siemens), quase 500 milhões de euros de incentivos financeiros e fiscais, o último dos quais em Maio de 2008. A maior exportadora nacional revelou, no final de 2008, possuir graves dificuldades financeiras (obtendo abertura para uma injecção de 325 milhões de euros, parte através da CGD), tendo seguidamente despedido cerca de uma centena de trabalhadores, cujos contratos a termo não foram renovados.


FEVEREIRO/2009


  • O presidente da Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa, expulsou uma dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (2/2), quando ali se deslocou para deixar documentação relativa a tabelas salariais. O presidente da Junta de Freguesia de S. João, em Lisboa, impediu os trabalhadores da autarquia de reunir no seu local de trabalho, para discussão das alterações ilegais, nos horários de trabalho, introduzidas unilateralmente pelos responsáveis da freguesia (6/2).

  • Concentração dos trabalhadores da Euronadel (3/2), fábrica metalúrgica de Cascais do grupo alemão Groz-Beckert, enquanto os dirigentes sindicais indicavam ao Ministério da Economia que quase uma semana depois do anúncio de encerramento da fábrica ainda não havia informação adicional. A empresa tinha anunciado que a casa-mãe decidira iniciar o despedimento colectivo dos 182 trabalhadores, alegando dificuldades criadas pela retracção na procura de agulhas para a indústria têxtil, devido à crise internacional, e encerrar a unidade em Cascais. A multinacional tem vindo há anos a deslocalizar a produção para outras unidades, não estando o Governo isento de responsabilidades. A empresa foi acusada de aproveitar a situação para fazer chantagem sobre os trabalhadores, ao ameaçar não atribuir uma compensação adicional a qualquer trabalhador que venha a ser alvo de processo disciplinar ou que não assine uma declaração a renunciar ao direito legal de impugnar o despedimento.

  • Acção de protesto e luta em Vila Franca de Xira (4/2), por melhores salários e emprego com direitos e contra a revisão para pior da legislação laboral. Os trabalhadores alertaram para o levantamento de duas dezenas de empresas da região com situações de atraso no pagamento de salários ou recusa da sua actualização, não renovação de contratos, despedimentos colectivos, reduções de horários, aplicação de lay-off, ou abusos na organização de horários. Nesta lista encontram-se empresas como a Cimianto, a Dura Automotive, a Impormol, a Manuel Conceição Graça, a Mundo Elevadores, a Tudor, a Budelpack, a Iberol, a Such, a Sonae Distribuição, o Intermarché, o Leclerc, o Exel, o Pingo Doce, e a OGMA Indústria Aeronáutica.

  • A Bordalo Pinheiro pagou (4/2) os salários de Janeiro, depois de a ACT ter questionado a empresa sobre a disponibilidade financeira proporcionada pelo pagamento, por parte da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, de uma última parcela relativa à aquisição de património, no valor de 200 mil euros.

  • Na Fehst, em Braga, vigora um lay-off (desde 6/1), por três meses, abrangendo todos os trabalhadores e... a administração decidiu incluir-se também. Mas até dia 4/2, decidiu do lay-off 14 trabalhadores, três chefias e os dois administradores e tomou outras medidas, para corresponder ao volume de produção.

  • Greve por tempo indeterminado (com início a 6/2) dos trabalhadores da LOGESP – Transportes de Citernas, em luta pela manutenção dos postos de trabalho e por salários justos.

  • Crise na Peugeot-Citroën. De 2006 a 2008, na altura das negociações salariais, houve ameaças de deslocalização. Com a quebra de vendas vieram as suspensões da laboração, a eliminação do turno nocturno e uma «redistribuição» de operários pelos sectores. Das 1400 pessoas que ali trabalhavam, cerca de 500 ficaram sem emprego, no virar de ano e até à retoma da laboração, dia 5/2. Uma terceira paragem está anunciada para a primeira semana de Março.

  • Greve dos trabalhadores da Renault Retail Group Chelas (6/2), no quadro do processo de luta contra o despedimento colectivo de 24 trabalhadores, e para exigir a negociação do seu caderno reivindicativo. Os trabalhadores salientam que o despedimento é ilegal, mesmo à luz do Código do Trabalho. No dia 27 de Janeiro, a empresa incorreu em «chantagem», ao ameaçar aplicar apenas as compensações legais a quem recuse a proposta da administração.

  • Vigília pelo Emprego e de Solidariedade (7/2), em Aveiro, alertando para a situação dos trabalhadores no sector das cortiças.

  • Com 700 trabalhadores, a Leoni decidiu parar 23 dias, nos próximos seis meses, descontando nos salários todo o tempo de paragem. Despedimentos, suspensão de contratos e paragens afectam outras empresas do distrito, colocando os custos da crise sobre os ombros de cerca de dois mil trabalhadores.

  • A Dalphi Metal, em Viana do Castelo, com mais de 500 trabalhadores, mandou vários deles ficarem em casa, criando uma «dívida» à empresa que pode ir até às 200 horas e que será «paga» quando a firma entender conveniente.

  • Marcha dos antigos trabalhadores da extinta Empresa Nacional de Urânio (8/2), entre a Urgeiriça (Canas de Senhorim, Nelas) e a Cunha Baixa (Mangualde), exigindo que todos todos os trabalhadores sejam equiparados aos de fundo de mina, obtendo benefícios na idade da reforma, e de pagamento de indemnizações aos familiares directos, nomeadamente mulheres e filhos, que morreram de doenças relacionadas com a exposição à radioactividade. Estima-se que já tenham falecido, vítimas de doenças cancerígenas, mais de 115 trabalhadores da ENU.

  • Greves parciais de duas horas diárias (9-14/2), dos trabalhadores da Lisgráfica pelo cumprimento do acordado quando da integração de pessoal das Páginas Amarelas e da alteração dos horários, e pela actualização dos salários, que não é feita há vários anos, e das categorias e carreiras profissionais.

  • Greve dos trabalhadores da Servirail (bares dos comboios de Portugal), de 11-12/2, por aumentos salariais dignos e melhores condições de trabalho.

  • Com 40 trabalhadores há meses em lay-off, a empresa têxtil Tsuzuki, em Vila do Conde, vem tentando aliciar o pessoal para a rescisão dos contratos, prometendo acesso ao subsídio de desemprego e o pagamento de um valor que representa cerca de dez por cento da indemnização legal. Muitos dos cerca de cem trabalhadores têm ordens para permanecerem em casa. A empresa não pagou os salários de Janeiro e afixou um comunicado a declarar que não prevê qualquer data para regularizar o pagamento.

  • Uma concentração de dezenas de trabalhadores da restauração e do turismo ocorreu (11/2), contra o bloqueio à negociação colectiva imposto pela associação patronal e a imposição de horários de trabalho de 12 horas diárias.

  • Encerrou, a 11/2, a Fio de Cetim, na freguesia de Brito (Guimarães). O patrão, Adelino Queirós, voltou a justificar a decisão com a falta de pessoal para trabalhar, e refutou ter remunerações em dívida. A pequena fábrica, instalada na garagem de um prédio de habitação, empregava nove costureiras que, naquela tarde, não puderam aceder ao local de trabalho. Uma operária contou que «o nosso salário é de 428,50 euros, somos obrigadas a dar horas extraordinárias de graça, somos maltratadas pelo dono da fábrica, que nos chama nomes e, quando se zanga, põe-nos fora da porta». As trabalhadoras ainda não tinham recebido Janeiro, parte de Dezembro e o subsídio de Natal.

  • Concentração Nacional (11/2) dos trabalhadores das Cantinas e Refeitórios frente à Associação Patronal, em Lisboa.

  • A administração dos CTT, para obter adesões individuais ao Acordo de Empresa que firmou com sindicatos minoritários, cometeu uma infracção legal que constitui crime e contra-ordenação grave, ao ao ignorar o acordo colectivo de 2006. O Governo é cúmplice das ilegalidades, pois o Ministro do Trabalho tornou oficial a cessação da vigência do AE subscrito em 2006.

  • Foram pagos (12/2), aos cerca de 1700 trabalhadores da Qimonda, os prémios de produtividade relativos ao último trimestre de 2008. O pagamento deveria ter sido feito juntamente com os salários de Janeiro.

  • Concentração nacional dos trabalhadores na mobilidade especial (13/2), junto ao Min. Finanças, em Lisboa, contra a situação em que foram colocados mais de 2000 trabalhadores da Administração Pública.

  • A estalagem de cinco estrelas, Vale Manso, em Martinchel, Abrantes, encerrou por motivo de falência (13/2) e deixou mais de 20 trabalhadores sem emprego e com os salários de Dezembro e o subsídio de Natal em atraso. No dia anterior, confrontados com as remunerações em atraso, os trabalhadores tinham suspenso os contratos de trabalho.

  • Vigília pelo Emprego e de Solidariedade (14/2), trabalhadores da Feira, Aveiro, junto à Câmara Municipal da Feira, com vista a confrontar com a realidade, os patrões oportunistas e sem escrúpulos, bem como o poder político, e para exigir medidas que respondam à grave situação social do Concelho.

  • Concentração dos trabalhadores da Direcção Regional da Economia do Centro (16/2), em Coimbra, para protestarem contra a alteração da localização geográfica da sede da referida Direcção Regional, com os consequentes prejuízos que daí advêm para os trabalhadores.

  • Greve dos trabalhadores dos TST – Transportes Sul do Tejo (17/2) em luta pela um melhor Acordo de Empresa (AE). Administração tentou aplicar aumentos salariais de apenas 1,5 por cento. Estes trabalhadores estão já obrigados a cumprir horários das seis da madrugada às 21 horas, apesar de a empresa ter apresentado resultados positivos e obtido significativos apoios do Estado

  • Concentração e Cordão Humano dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite (19/2), em Lisboa, com entrega de uma Resolução na Presidência do Conselho de Ministros, contra a extinção o Arsenal do Alfeite.

  • Concentração dos trabalhadores dos Equipamentos Sociais do ISS, (19/2), em Lisboa, pela manutenção dos equipamentos de Acção Social no Sector Público.

  • Manifestação dos trabalhadores da Dura Automotives (20/2), da Guarda, contestando o lay-off anunciado pela administração para 1 de Março e por seis meses, afectando uma centena de trabalhadores. A empresa, que produz componentes para a indústria automóvel, tinha despedido 21 operários em Outubro e fez saber que tenciona não renovar o contrato a 14 dos 39 contratados a prazo. A acabou por recuar no despedimento dos operários contratados, mas manteve a intenção de aplicar o lay-off, com paragem de dois dias por semana, durante seis meses, à totalidade dos 150 funcionários.

  • Greve nacional de Enfermeiros (20/2) contra o adiamento de negociação das carreiras e o incumprimento de compromissos assumidos por parte do Ministério da Saúde, com adesão acima dos 77% nos hospitais, e quase total nos centros de saúde e nas unidades de saúde familiar.

  • Concentração de ORT´s no âmbito da Fiequimetal (20/2), junto às associações patronais, seguidas de deslocação ao Ministério das Finanças.

  • Protesto dos trabalhadores das indústrias metalúrgica, química e eléctrica (20/2), frente ao Ministério do Trabalho, acusando o governante de, negando o diálogo com as estruturas sindicais, estar a fugir às suas responsabilidades, na promoção da contratação colectiva (que inclui as actualizações salariais), bloqueada pelas associações patronais.

  • Mais de centena e meia de trabalhadores e utentes dos 80 equipamentos públicos do Instituto de Segurança Social (ISS), ameaçados de privatização pelo Governo PS, exigiram (20/2), diante do Ministério do Trabalho, garantias de manutenção dos empregos.

  • Greve de 24 horas dos trabalhadores da LISNAVE (26/2), por aumentos salariais justos. Ao fim de 20 anos a perder poder de compra, exigem ser compensados agora, que a empresa apresenta bons resultados. A administração respondeu apenas à matéria salarial, com 2,5%, valor que os trabalhadores consideram insuficiente, tendo em conta os resultados da Lisnave, nos últimos cinco anos.

  • Greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da Elesa - empresa de reparações de redes de água, gás e esgotos, em Lisboa, pelo pagamento de salários em atraso. A greve dos dias 21-22/1 obrigou a empresa a recuar na decisão discriminatória de pagar o mês de Dezembro apenas a 40 trabalhadores. No dia 23/2 , a administração comprometeu-se a pagar Janeiro, mas não o fez. E os trabalhadores entraram novamente em greve a 23/2. Há mais de seis meses que as remunerações deixaram de ser pagas pontualmente. A administração ameaça recorrer à insolvência alegando falta de obras, facto que é contestado pelos operários, suportados em informações obtidas junta da EPAL, principal cliente da Elesa.

  • Greve dos trabalhadores do refeitório do Hospital de Portalegre (26-27/2), cuja concessionária é a GERTAL, contra a prepotência desta concessionária, impondo de forma ilegal um conjunto de medidas, que afectam os trabalhadores, nomeadamente a alteração ilegal dos horários e o não cumprimento dos direitos consagrados no Contrato Colectivo de Trabalho (CCT).

  • Acções junto dos Centros de Emprego de Castelo Branco (26-27/2), sob o lema "Pelo Emprego, Contra o Desemprego e em Defesa do Aparelho Produtivo".

  • Acção junto dos Centros de Emprego de Pinhel e Guarda (27/2), sob o lema "mais a favor dos trabalhadores, politicas orientadas para tecido produtivo, na defesa do emprego".

  • Despedimentos e lock-out, por parte de empresas fornecedoras da Autoeuropa, em Palmela.A Wheels despediu todos os cerca de 20 trabalhadores com contrato a termo e mais 22 efectivos, alegando ter perdido o contrato de transporte e logística que tinha com a Autoeuropa. Na Lear, enquanto se procurava um acordo que salvaguardasse os 348 postos de trabalho, a administração comunicou à CT a pretensão de despedir 38 trabalhadores. A Isporeco decidiu parar durante uma semana, negando ao trabalhadores o direito ao trabalho e ao salário, o que foi considerado como lock-out pelo sindicato. Alegando a paragem de produção da Autoeuropa, a empresa comunicou que os seus trabalhadores não teriam direito ao pagamento de salário destes dias. O sindicato propôs uma solução que não implicaria perda de direitos dos trabalhadores, como tem acontecido noutras empresas do parque. Perante a recusa patronal, aconselhou os trabalhadores a apresentarem-se todos os dias no seu local de trabalho e a recorrerem às autoridades fiscalizadoras.

  • Trabalhadores das refinarias da Petrogal em Sines e Porto ratificam acordo de princípio, prevendo aumento médio salarial de 3,4%, negociado pelos sindicatos da Fiequimetal/CGTP-IN (Sinorquifa e Sinquifa) e a administração da Petrogal.

  • Cerca de 2500 trabalhadores do distrito de Santarém estão com reduções remuneratórias, com salários e subsídios em atraso, em situação de férias forçadas ou em sério risco de perderem o emprego. A estrutura sindical da CGTP-IN efectuou um levantamento das situações mais graves nas maiores empresas do distrito, e constatou que 17 delas estão em sérias dificuldades. Em Alcanena, a fábrica de curtumes, Constantino Mota pediu a insolvência e suspendeu (26/1) os contratos de trabalho de cem trabalhadores com salários em atraso.

  • Greve dos mais de 85% dos trabalhadores Funfrap, fabricação e manutenção, em Cacia, exigindo um aumento salarial mínimo de 25 euros e a continuação das negociações sobre as restantes matérias incluídas no caderno reivindicativo apresentado à administração.

  • Despedimento colectivo de 152 trabalhadores, na Amoníaco Portugal, no Barreiro. A organização representativa dos trabalhadores solicitou a intervenção do primeiro-ministro e dos ministérios da Economia, da Agricultura e da Segurança Social mas não obteve resposta. Os trabalhadores aprovaram uma resolução onde exigem do Grupo José de Mello a suspensão dos despedimentos, exigem a intervenção do Estado e manifestaram-se disponíveis para adoptar formas de luta futuras.

  • A Portucel, em Setúbal, tem usado e abusado da precariedade, tendo a trabalhar, em regime de outsourcing um conjunto de empresas com práticas comuns como os baixos salários e o não cumprimento de direitos, diferenças que são «abismais», quando comparadas com os direitos e remunerações dos trabalhadores abrangidos no Acordo de Empresa. Em plena fase de negociação colectiva, o Sinquifa/CGTP-IN apela à luta solidária e em unidade contra a precariedade e por direitos iguais, lembrando que foi dessa forma possível obter resultados positivos na Industrial Modem, onde, em 2007, foram conquistados aumentos salariais de 29 por cento.

  • Resistência dos trabalhadores da Jotex, empresa têxtil em Espinho, que comunicou dia 27/2 que dia 3 ia iniciar-se uma paragem de produção, por quinze dias. Mas, na noite de sábado (28/2), tentou desmontar e carregar 21 máquinas. A mobilização dos cerca de 60 trabalhadores (mulheres, na maioria) e das estruturas da CGTP-IN (Sindicato Têxtil e União dos Sindicatos de Aveiro) levou, contudo, a que a manobra fosse derrotada. As máquinas foram retiradas dos camiões e colocadas de novo na fábrica. Desde então, os trabalhadores decidiram manter turnos permanentes de vigilância, com cerca de dez pessoas, que se vão revezando.

  • Protesto dos pescadores de bivalves da Ria de Aveiro, por, passados quatro meses desde a última reunião com o secretário de Estado, Luís Vieira, se manter inalterada a sua situação: nem apoio às perdas pelos mais de cinco meses de interdição de trabalho, em 2008, nem esclarecimento da sua situação contributiva na Segurança Social, nem prevenção quanto a repetição dos problemas nos próximos tempos.


MARÇO 2009


  • Os trabalhadores dos CTT recusam a perda de direitos, a discriminação salarial e as pressões das chefias, e combatem o acordo «amarelo», firmado pela administração com estruturas pouco representativas e que, entre outras gravosos conteúdos, permite até a sua própria caducidade a breve prazo.

  • Protesto dos cerca de 60 trabalhadores da fábrica de Ovar da Sebra (2/3), grupo de mobiliário, em Albergaria-a-Velha, a maior parte com remunerações por receber desde Dezembro. Durante idêntico protesto na Válega (Ovar), foi chamada a GNR para forçar a saída de um camião com produto acabado.

  • CGTP-IN entrega (2/3) o presidente da Assembleia da República vários milhares de assinaturas exigindo alterações à actual Lei de Bases da Segurança Social.

  • «Rota pela Igualdade» da CGTP-IN, de 2 a 6 de Março 2009, com acções por todo o país e em diversos sectores, desde a Função Pública, Hotelaria, Têxteis, Metalurgia, Administração Local, Banca, Saúde, entre outros.

  • Greve dos trabalhadores da Global Notícias e da Jornalinveste (4/3), contra o despedimento colectivo dos 123 trabalhadores do Grupo Controlinveste. Os representantes dos trabalhadores também contestaram o recurso a empresas em regime de out-sourcing e os critérios de avaliação e a sua legitimidade.

  • Acção junto dos trabalhadores e população em geral, na Guarda, sob o lema "Mais a favor dos trabalhadores, politicas orientadas para tecido produtivo, na defesa do emprego" (5/3)

  • Marcada greve dos trabalhadores do sector Feroviário, da CP, EMEF e Refer (5/3), para exigir aumentos salariais, nomeadamente um aumento igual ao que o Governo apresentou para a Função Pública (2,9 por cento), e a prorrogação dos Acordos de Empresa por mais cinco anos. Nas vésperas da greve as empresas do Grupo CP alteraram a sua proposta salarial para os 2.9%!

  • Vigília contra o desemprego, em Faro (6/3), com a participação de dirigentes, delegados e activistas sindicais, junto ao Governo Civil.

  • A Crialme Donna, a maior empregadora do concelho de Figueiró dos Vinhos anunciou (6/3), que ia entrar em lay-off, justificando a intenção com a redução de encomendas nesta empresa de confecções vocacionada para o fabrico de roupa clássica para mulheres, e que emprega 155 trabalhadoras.

  • Cordão Humano dos professores (7/3), unindo os grandes responsáveis pelo conflito que se instalou na Educação: Ministério da Educação, Assembleia da República e Primeiro-Ministro.

  • Greve (9 e 12/3) dos trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda, em resposta à posição assumida pela administração nas negociações salariais. A INCM tem seguido os valores decretados pelo Governo para a Administração Pública, provocando perdas salariais de mais de 10 por cento, desde 2000. Agora mantém-se em 1,2 por cento e pretende ainda reduzir os apoios dos Serviços Sociais e aumentar a quotização.

  • Concentração diante das instalações da Visteon Portuguesa, em Vale de Carrascas, Palmela, pelos trabalhadores da multinacional norte-americana, contra a intenção da administração de proceder ao despedimento colectivo de 72 trabalhadores (de um total de 1350) e reduzir o tempo de trabalho a outros 198 funcionários. A empresa foi obrigada, em Dezembro, a anular a suspensão dos contratos de trabalho por 24 dias, por falta de fundamento, tendo encerrado o ano com mais de 12 milhões de euros em lucros, depois de ter obtido mais de 161 milhões de euros em apoios estatais, e eliminado mais de 300 postos de trabalho nos últimos três anos.

  • Dirigente do Sindicato Vidreiro foi impedido de entrar nas instalações da Vista Alegre Atlantis para exercer actividade sindical. Durante 2008, aquela empresa negou aos trabalhadores «direitos conquistados há mais de três décadas», deixando de pagar as dispensas para assistência à família, desrespeitando o ACT do sector no pagamento de trabalho em dias feriados, impondo acréscimo de funções e de carga horária, cortando o subsídio de turno.

  • Greve de 48 horas na Central Termoeléctrica de Sines da EDP. A paralisação abrangiu o pessoal afecto à movimentação de combustíveis sólidos, que ali presta serviço, por regra com contratos a prazo, através da Manindústria, e tem por objectivo negociar um aumento real dos salários. Em 2008, o resultado líquido da EDP superou os 1212 milhões de euros (antes dos chamados interesses minoritários), batendo o valor máximo atingido em 2005.

  • As actualizações salariais de 2,1 por cento reivindicadas pelos trabalhadores da HPEM, empresa de higiene pública que procede à recolha de lixo, varredura e limpeza das ruas de Sintra foram aceites, o que levou à desconvocação de uma greve de uma semana.

  • Na Schaeffler, empresa de rolamentos para automóveis e electrodomésticos, nas Caldas da Rainha, foram propostas, dia 11, paragens na produção aos 346 trabalhadores, durante os próximos seis meses, alegadamente por falta de encomendas. A administração propôs a redução de 40 por cento da laboração, a partir de 13 de Abril. A quarenta trabalhadores foi, entretanto, negada a renovação dos contratos.

  • Concentração de dezenas de trabalhadores da Visteon Corporation (10/3), em Palmela, em protesto contra o despedimento colectivo de 72 pessoas, depois de a fábrica ter anunciado lucros de 14 milhões de euros, em 2008.A empresa está a tentar desfazer-se de trabalhadores com contratos efectivos, incapacitados por terem contraído tendinites e outras doenças profissionais decorrentes dos elevados ritmos de trabalho que lhes são impostos, substituindo-os por trabalhadores mais jovens, com vínculos precários. Em 2003, o Estado concedeu 49 milhões de euros a esta multinacional.

  • Grande Manifestação Nacional (13/3), sob o lema: “Mudar de Rumo, + Emprego, Salários, Direitos”, em Lisboa, com a participação de mais de 200 mil pessoas.

  • Vigília, há mais de uma semana, de 25 trabalhadores à porta da Oligrama, em Oliveira de Frades, do grupo Sebra, para impedir a saída de materiais. A empresa de mármores e granitos ameaça declarar insolvência. Depois de três meses com salários em atraso, os trabalhadores apresentaram o pedido de rescisão com justa causa, no início do mês, tendo a maioria recebido, dia 9/3, as cartas para o desemprego. Os trabalhadores revelaram-se surpreendidos por a empresa não ter procedido, integralmente, aos respectivos descontos para a Segurança Social, com graves consequências no valor do subsídio de desemprego a receber.

  • Manifestação (20/3) de várias dezenas de trabalhadores da Leoni, contra a aplicação do lay-off na empresa.

  • Concentralção dos trabalhadores da Camac (20/3), no Porto, exigindo a intervenção do ministro da Economia para evitar o fim da empresa. Em causa estão cerca de 300 postos de trabalho.

  • Quarenta mineiros da Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas (EPOS), que efectua trabalhos para a Somincor, nas minas de Neves Corvo, em Castro Verde, Beja, foram despedidos por intermédio da não renovação dos contratos. A empresa usou o pretexto da crise para despedir trabalhadores que fazem falta à mina, e o sindicato receia que possam ocorrer, brevemente, mais despedimentos de mineiros.

  • Greve dos trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro, com concentração junto à Assembleia da República, contra a saída de Coimbra da sede daquele serviço, sem que tenha sido prestada qualquer explicação para o facto.

  • A recibos verdes e com salários em atraso há quase três meses estão os trabalhadores dos Centros Novas Oportunidades (!!) e dos centros de formação do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

  • Concentração de delegação de trabalhadores da GESTNAVE e ERECTA (26/3), junto à residência oficial do primeiro-ministro, para obter respostas que ficou de dar quanto à integração na Lisnave de todos os trabalhadores daquelas empresas.

  • Greves parciais dos trabalhadores da INCM (27-31/3), de duas horas por turno, em luta por aumentos salariais justos.

  • Concentração de dirigentes e activistas sindicais da PT (27/3), junto ao Edifício Picoas, e,«m Lisboa, onde decorria a Assembleia de Accionistas da Portugal Telecom, para demonstrarem publicamente o seu desagrado perante a proposta da Administração da PT e exigirem propostas consentâneas com a real capacidade da empresa e que não ponham em causa a qualidade de vida futura dos trabalhadores. Entre 2002 e 2008, o dividendo bruto por acção da PT aumentou três vezes e meia. Dos 581 milhões de euros, de resultado líquido em 2008, estão destinados 89 por cento (515,5 milhões) para os accionistas. Mas, para a actualização dos salários, a empresa propõe um por cento – e apenas para remunerações mensais inferiores a 900 euros, ficando as restantes congeladas.

  • Com a extinção do Arsenal do Alfeite e a criação de uma sociedade anónima, integrada na Empordef, o Governo pretende abrir a indústria naval militar a «interesses particulares escudados nessa holding». A decisão da «empresarialização» do Arsenal foi tomada pelo Governo, com base num estudo feito em quatro meses, que custou 90 mil euros, e cujos resultados apontam o caminho já traçado pelo Governo. O chefe do grupo de trabalho responsável pelo estudo foi depois nomeado para a administração da Empordef. Segundo a Comissão de Trabalhadores (CT), «ao que se sabe, este grupo de trabalho não desenvolveu um estudo de viabilidade económica para a nova empresa, nem tão pouco um estudo de mercado … nem um estudo de comparação entre os custos actuais da manutenção e reparação da esquadra da Marinha e os custos futuros, tendo em conta uma visão de maior rentabilidade que irá reger a nova organização». Agora, critica a CT, «ainda não se sabe quais são as potencialidades consideradas do Arsenal do Alfeite» e «não há ainda um programa de transformação e de investimentos».

  • Cinco anos depois de anunciado o encerramento da Bombardier, a luta dos trabalhadores conseguiu todos os objectivos na defesa da empresa, dos seus postos de trabalho e o fabrico nacional de material circulante ferroviário. Cerca de 50 trabalhadores foram reintegrados em várias empresas (CP, Metropolitano, EMEF).

  • MANIFESTAÇÃO NACIONAL DE JOVENS TRABALHADORES (28/3), no Rossio, em Lisboa, sob o lema: "Outro Rumo - Emprego com Direitos, + Estabilidade, + Salários", com a participação de milhares de jovens trabalhadores.

  • Concentração de Trabalhadores da PORTUCEL, SA (27/3), junto à porta da Fábrica da Mitrena. O gestor principal do grupo Portucel Soporcel acumula 4,4 milhões de euros por ano, enquanto os jovens trabalhadores contratados através de empresas de prestação de serviços auferem o salário mínimo nacional.

  • Greve de 3 dias, na Caima Indústria de Celulose, em Constância, porque a administração decidiu congelar a actualização salarial que deveria vigorar desde Janeiro e, além disso, anunciou ainda a intenção de reduzir uma dezena de postos de trabalho.

  • Greve dos trabalhadores da Facol (mulheres, na sua maioria) (30/3) demonstraram «grande unidade e determinação», levando o patrão a comprometer-se a pagar, durante esta semana, os salários que deve até Fevereiro.

  • Manifestação nacional dos polícias e forças de segurança (31/3), em Lisboa, porque o Ministério da Administração Interna não apresentou quaisquer propostas de revisão da carreira que contemple as reivindicações destes profissionais.
    O descontentamento provocado pelas alterações às promoções e progressões na carreira dos inspectores dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras foi o prato principal de um jantar, dia 3, na Casa do Alentejo, em Lisboa, promovido pelo Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, que também apelou à participação na manifestação de dia 31.


ABRIL 2009


  • No dia das mentiras (1/4) e contra o prometido em Dezembro, a MTO, do grupo Martifer, em vez de iniciar a extracção de minério, começou a vender máquinas e equipamentos da Pirites Alentejanas, revelou ontem o Sindicato dos Mineiros.

  • Protesto dos 17 trabalhadores da JRA, contratada em regime de out-sourcing à EMEF,com salários em atraso, para exigir os respectivos pagamentos.

  • Greve dos enfermeiros (2-3/4), e 22 concentrações em várias cidades, em luta pela falta de contraproposta do Governo para a reestruturação da carreira.

  • Tribuna Pública em Porto (2/4), sob o lema “Mudar de rumo; Emprego com direitos" Na Praça da Batalha, no Porto, pelas 14H30. Participaram os trabalhadores dos distritos do Porto, Aveiro, Braga, Bragança, Viana do Castelo e Vila Real.

  • Tribuna Pública em Coimbra (3/4), sob o lema “Mudar de rumo; Emprego com direitos" -Tribuna Pública em Coimbra, com os trabalhadores dos distritos de Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, no Largo da Portagem, em Coimbra, pelas 15H00, sob o lema Mudar de Rumo; Emprego com Direitos"

  • Tribuna Pública na Covilhã (3/4), sob o lema: "Pelos Direitos dos Trabalhadores, com deslocação, em Cordão Humano para a ACT da Covilhã.

  • Luta na PT, contra o congelamento de salários. No primeiro trimestre deste ano, a PT distribuiu, aos accionistas, de 90 por cento dos resultados líquidos de 2008, cerca de 515 milhões de euros» e o pagamento, a administradores e altos dirigentes, de bónus elevadíssimos, enquanto são exigidos cada vez mais sacrifícios aos trabalhadores.

  • A acção sindical, junto da Beralt Tin and Wolfram e da ACT logrou a passagem de 70 trabalhadores a efectivos, na mina da Panasqueira. Mas o sindicato considera inaceitável que a administração esteja a ameaçar retirar a proposta que tinha avançado, na negociação colectiva, relativa a actualizações remuneratórias, «numa atitude de retaliação face às vitórias alcançadas pelos trabalhadores». A administração da Beralt pretendeu depois congelar salários e diminuir o prémio de produção. O sindicato recorda que os salários ali praticados são miseráveis, e que é aquele prémio que «compõe» a remuneração. A empresa também retirou a sua proposta inicial de actualização salarial de 2,2 por cento e pretende elevar o acesso ao prémio de produção, de 120 para 140 toneladas, equivalendo a perdas remuneratórias de 100 euros por trabalhador.

  • Caminhada pelo Direito ao Emprego (4/4), de Pevidém a Guimarães.

  • Caminhada em Guimarães e tribuna pública em Évora sob o lema “Mudar de rumo, Emprego com direitos” (4-6/4).

  • Greve dos pilotos da Portugália Airlines (4/4), com 90% de adesão. Exigindo um regulamento onde constem os seus tempos de repouso, as folgas, as férias e os tempos máximos de trabalho. Mais paragens de 24 horas para os dias 14, 16, 18 e 19 deste mês foram planeadas.

  • Todos os 175 trabalhadores da empresa de cerâmica Poceram, em Cernache, bloqueando a entrada e a saída de camiões da fábrica (5/4), exigindo a suspensão dos contratos de trabalho para poderem ter acesso ao subsídio de desemprego. Com trabalhadores sem receberem salários desde Dezembro e outros desde Janeiro, nem o subsídio de Natal, a empresa está em fase de recuperação, a decorrer no IAPMEI.

  • Tribuna pública no Algarve (7/4), sob o lema "Mudar de rumo; Emprego com direitos".

  • A administração da Lisnave suspendeu um dirigente sindical e membro da Comissão de Trabalhadores, com intenção de despedimento (7/4), porque «este se limitou a fazer o que decorre dos seus deveres enquanto representante dos trabalhadores», acompanhando a visita de um dirigente sindical ao estaleiro.

  • Tribuna Pública em Lisboa (8/4), sob o lema “Mudar de rumo; Emprego com direitos" com a participação dos trabalhadores dos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém, junto do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, em Lisboa.

  • A acção da Associação Nacional de Sargentos (9/4) garantiu que os militares portugueses integrados na missão internacional de combate à pirataria marítima na costa africana tivessem direito aos respectivos subsídios de risco, seguros apropriados e incrementos remuneratórios, obrigatórios por lei.

  • Concentração frente à Scotturb (15/4), em Alcabideche. A empresa castigou motoristas assaltados, exigindo-lhes que entreguem montantes, correspondentes ao dinheiro e ao valor facial dos bilhetes roubados, e colocando-os noutro tipo de serviços.

  • Acção de protesto dos trabalhadores têxteis da Beira Baixa (15/4), contra os salários em atraso e a defesa dos posto de trabalho. Seguiu-se um desfile até à delegação da ACT, com cerca de 400 trabalhadores das empresas de confecções Vesticon, Gil & Almeida (Tortosendo), Carveste (Belmonte), Hermar e antiga Massito (Fundão).

  • Trabalhadores das Pousadas de Portugal do Grupo Pestana em Acção Nacional de Protesto (15/4), para exigir aumentos salariais e na defesa dos direitos, em Lisboa.

  • Concentração dos trabalhadores da Yasaki (17/4), em Ovar, em frente à fábrica contra o lay-off parcial que entrou em vigor na quarta-feira passada, uma medida que está a afectar 786 trabalhadores.

  • Uma delegada sindical do STAL/CGTP-IN foi despedida pela direcção dos Bombeiros de Mirandela, depois de ter denunciado publicamente o mau ambiente de trabalho que ali se vive.

  • Manifestação da "Indignação" dos trabalhadores da REFER (23/4), junto à Administração da empresa, contra a discriminação salarial; contra a retirada de direitos; pela melhoria das condições de trabalho.

  • A RTE Pintura e Montagem, em Vila Nova de Gaia, foi forçada a reintegrar sete trabalhadoras (quatro grávidas, duas em licença de parto e uma a amamentar) após intervenção da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), no seguimento da intervenção do Sindicato dos Metalúrgicos do Norte com a Fiequimetal/CGTP-IN. O despedimento colectivo desencadeado em Dezembro abrangeu um total de 57 trabalhadores (36 mulheres).

  • Greve e concentração dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite (24/4), junto à AR, por forma a acompanharem o debate que se realizou nesse dia na AR sobre decreto lei nº 32/2009 que extingue o Arsenal do Alfeite e do decreto-lei nº 33/2009 que cria a Arsenal do Alfeite SA. Os trabalhadores lutam contra a extinção do Arsenal do Alfeite; contra a passagem do Arsenal do Alfeite a Sociedade Anónima; contra a integração do Arsenal do Alfeite na EMPORDEF; contra a redução de postos de trabalhos; contra destruição do aparelho produtivo do Estaleiro melhor qualificado para a reparação e construção na indústria naval militar; contra a alteração do estatuto dos Trabalhadores (vínculo público); contra a retirada dos direitos e garantias que a Lei consagra.

  • Concentração dos trabalhadores da empresa Clear (do Grupo Soares da Costa) em luta luta de protesto pela defesa dos seus direitos (27/4), com uma concentração na sede da empresa, no Porto.

  • Ao fim de mais de um ano de resistência, luta e solidariedade, a Cerâmica Torreense aceitou retirar a sanção disciplinar, de 12 dias de suspensão sem retribuição, ao dirigente sindical Pedro Jorge.

  • Catarina Fachadas, uma jovem dirigente do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal é vítima de perseguição, por parte da directora do Centro de Acolhimento e Observação Temporário de Santa Joana, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nomeadamente baixando-lhe a avaliação profissional, criando problemas à justificação das faltas para participar nas negociações do AE levantando-lhe um processo disciplinar.

  • O Tribunal de Trabalho, em Braga, considerou provado (28/4), que três ex-trabalhadoras de limpeza do Tribunal de Braga foram despedidas ilegalmente pelo Estado, depois de terem recusado integrar-se numa empresa privada.

  • Greve de 3 horas por turno (29-30/5) dos trabalhadores da Visteon, em Palmela, contra a recusa de qualquer actualização salarial, anunciada pela administração, e por um aumento mínimo de 45 euros na remuneração mensal. Protestam também o agravamento dos preços no refeitório. Esta unidade apresentou 200 milhões de euros de resultados líquidos, em 2008.

  • Greve nos registos e notariado (29-30/5) contra o sistema de avaliação e o novo regime de vínculos, carreiras e remunerações, registando adesão superior a 85%.

  • Protesto junto ao espelho de água, em Lisboa, dos trabalhadores de uma cervejarias Portugália (30/5), tendo sido chamada a segurança do Porto de Lisboa e a PSP, ilustrando o clima de repressão e intimidação de que a administração é acusada de instalar entre os 500 trabalhadores das suas quase duas dezenas de estabelecimentos (onde também se incluem as duas cervejarias Trindade). O descontentamento tem a ver com alterações nos horários e retirada de folgas, porque «reduziram o pessoal, aumentaram a carga de trabalho e querem concentrar mais gente no fim-de-semana». Em Janeiro fizeram greve e os que aderiram estão a sofrer represálias. Jorge Barreiro, delegado sindical, está suspenso há mais de um mês, mas foi participar no protesto. Diz que os seus problemas com a administração começaram «desde que entrei para o sindicato e comecei a sindicalizar outros». Em resultado do protesto de dia 30, outro delegado, na Trindade, está agora sob suspensão.



MAIO/2009


  • Muitos milhares de trabalhadores participam na celebração do Dia Internacional do trabalhador, o Primeiro de Maio.

  • Concentração dos trabalhadores da Peugeot-Citroën, no largo municipal de Mangualdade, confrontados com o início de um lay-off previsto prolongar-se durante o mês de Maio.

  • Nova greve dos trabalhadores da Clear (4/5).

  • Continua greve na Elesa (5/5) Os cerca de 50 operários continuam em greve depois de a administração ter passado cheques sem provisão, referentes aos salários de Março, e de há muitos meses receberem as remunerações em prestações.

  • Queixa (6/5) da Comissão de Trabalhadores da SPdH, Sociedade Portuguesa de Handling à Autoridade da Concorrência, por suspeita de dumping comercial, perpetrado pelas empresas de handling SPdH e a Portway. A CT pergunta «como é possível assumir, na íntegra, o prejuízo de 36 milhões de euros da Groundforce, dado que as contas apresentadas se referem a 2008, quando a estrutura accionista da empresa era maioritariamente detida pelos bancos Invest, Big e Banif».

  • Vigília dos trabalhadores da EMEF (7/5), frente à sede da empresa, na Venda Nova, Amadora, para levar a administração a respeitar o direito à negociação colectiva e honrar compromissos que assumiu. A resolução aprovada pelos trabalhadores exige ainda do Governo que justifique o aumento, de mais de 53 por cento, dos custos com os órgãos sociais da empresa, em 2008, quando os prejuízos mais do que duplicaram e a situação difícil serviu de justificação para não cumprir o que foi acordado com o SNTSF/CGTP-IN e a CT.

  • Absolvidos os quatro dirigentes sindicais da CGTP-IN, julgados por suposta desobediência qualificada, na sequência de uma concentração espontânea, ocorrida em Outubro de 2006, por ocasião de uma reunião do Conselho de Ministros.

  • Greve dos trabalhadores da Iberlim (8/5) e concentração junto à sede da empresa, pelo fim das discriminações e pelo respeito por quem trabalha. Mais de 85 por cento dos cerca de 600 trabalhadores da empresa de limpezas industriais aderiram à greve. Dezenas de trabalhadores concentraram-se diante da sede da empresa para exigirem uma actualização salarial que resulte em salários de 470 euros mensais para todos, com retroactivos a partir de 1 de Novembro de 2008, a fim de acabar com a discriminação salarial existente.

  • Greve dos trabalhadores do Hotel Marriot (8/5), face à posição intransigente da Administração na negociação da actualização salarial e do Caderno Reivindicativo. A greve teve a participação de 98% dos trabalhadores.

  • Os ex-trabalhadores da Real Cerâmica decidiram, em Coimbra (8/5), reclamar em tribunal o pagamento de um milhão de euros de créditos que lhes são devidos. A fábrica, em Antanhol, deixou de laborar em Dezembro, altura em que os operários suspenderam os contratos por culpa de atrasos no pagamento de dos salários de Outubro, Novembro e do subsídio de Natal.

  • Greve (11/5) e concentrados diante do portão da fábrica muitos dos 140 trabalhadores da Vitrohm, em Trajouce, São Domingos de Rana, para exigirem a anulação do lay-off, decretado e a ser cumprido, um dia por semana desde Fevereiro. A fábrica pertence à multinacional Yageo, sediada em Taiwan. A administração pretende prolongar as paragens até Agosto, alegadamente justificadas por falta de encomendas, impondo a perda total da retribuição naqueles dias. Como, em Abril, os trabalhadores detectaram «uma significativa subida nas encomendas» e a imposição de elevados ritmos de trabalho, ao ponto de haver quadros administrativos a embalar encomendas para que fiquem prontas atempadamente, o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas exigiu o fim das paragens.

  • Manifestação Nacional dos Enfermeiros (12/5), junto ao Ministério da Saúde, seguida de deslocação de mais de 5 mil enfermeiros, à residência oficial do Primeiro-ministro, pelo processo negocial da Carreira Especial de Enfermagem. A greve contou com uma adesão próxima dos 80%.

  • Concentração dos trabalhadores da Lisnave (12/5), junto do Governo Civil de Setúbal, para repudiar o levantamento de um processo de despedimento ao membro da CT e dirigente sindical, Filipe Rua, que recebeu uma nota de culpa, a 28 de Abril, depois de a administração ter proibido a entrada de um dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul nas instalações. O representante sindical pretendia participar numa reunião de trabalhadores da Select, ao serviço da Lisnave.

  • Concentração dos trabalhadores (13/5) das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento (OGFE), pelas 16H00. Os trabalhadores lutam contra a extinção das OGFE.

  • Mineiros deslocam-se ao Ministério da Economia, por falta de resposta do Ministério da Economia às questões colocadas sobre as minas de Aljustrel.

  • A multinacional japonesa Taiyo está a desviar, para fábricas suas na Malásia e em Singapura, projectos que deveriam vir para a unidade portuguesa. A Taiyo está em Portugal desde 2003, já teve um máximo de 180 trabalhadores, mas só cerca de 70 efectivos. O contrato para a instalação da fábrica de componentes plásticos, para os sectores automóvel e de telecomunicações, na Mitrena, previa a criação faseada de 300 postos de trabalho.

  • Concentração de trabalhadores da Papelaria Fernandes (14/5), junto às instalações da fábrica, no Cacém, exigindo o pagamento de salários em atraso e o respeito pelos direitos conquistados ao longo dos anos. O Grupo Papelaria Fernandes encontra-se num processo de insolvência das 5 empresas que o constituem. O salário do mês de Abril não foi liquidado, nem existem perspectivas do seu pagamento, prevendo-se que passe à reclamação de créditos juntamente com as indemnizações.

  • Trabalhadores da IFM-Indústria de Fibras de Madeira (15/5), de Tomar, deslocam-se ao Governo Civil de Santarém, para exigir o pagamento de salários e a viabilização da empresa.

  • Greve na primeira hora de cada turno dos trabalhadores da Inplas e da Plastaze (15/5), por mais salário e melhores condições de trabalho, e concentram-se junto à porta das instalações, em Oliveira de Azeméis.

  • Greve por tempo indeterminado dos os trabalhadores das corticeiras Janosa e Cortiças Nogueira, em São João de Ver, Santa Maria da Feira, que partilham o mesmo espaço físico, para exigir o pagamento de remunerações em atraso, incluindo parte dos salários de Fevereiro e Março, e a totalidade do mês de Abril.

  • Trabalhadores da Papelaria Fernandes concentram-se (20/5) junto à empresa, em Lisboa.

  • Concentração nacional de dirigentes e delegados sindicais (21/5), junto Ministério da Saúde, exigindo o diálogo, o retomar do processo negocial do ACT para os Hospitais EPE e e inicio de negociações tendo em vista a recriação da carreira dos Serviços Gerais da Saúde, entre outras questões.

  • Greve/Plenário dos trabalhadores Comerciais da Soflusa (22/5), face à proposta da Administração da SOFLUSA, de passagem dos trabalhadores da área comercial para a Transtejo.

  • Greve de uma hora dos trabalhadores da Multiauto (Beja, Évora e Setúbal) e concentração à porta dos estabelecimentos (em Beja e Évora) e no refeitório (Setúbal) (22/5). Os trabalhadores lutam contra os despedimentos; pela reposição imediata da retribuição; pelo reinicio das reuniões com a actual Administração.

  • Os trabalhadores da IFM-Platex, de Tomar, que se encontram desde 18/05 em luta/vigília junto aos portões da fábrica, ininterruptamente, deslocaram-se no dia 25/05 a Lisboa, hoje, para exigir soluções quanto ao seu futuro (pagamento do salário de Abril em atraso e viabilização da empresa).

  • Manifestação dos polícias (21/5), convocado pelos 9 sindicatos da PSP, em Lisboa, contra os novos estatutos da classe profissional que o Ministério da Administração Interna pretende impor. A acção contou com a participação de mais de 8 mil polícias, a maior manifestação desta classe jamais realizada em Portugal.

  • Concentração nacional dos guardas florestais (25/5), junto do Ministério da Administração Interna, em Lisboa, pela dignificação das suas carreiras, e pela melhoria das condições de trabalho. Após a integração destes trabalhadores nos quadros do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana, como pessoal civil, estão a auferir salários inferiores em 250 euros mensais, por média, dos aplicados aos restantes quadros do SEPNA,

  • Jornada Nacional de Protesto, de Luta e de Luto dos Professores e Educadores (26/5). Neste dia, para além da manifestação de luto dos professores e das escolas, os docentes paralisarão dois tempos lectivos (90 minutos), durante os quais aprovarão posições de escola.

  • Greve (26/6) de mais de 90% dos trabalhadores da fiscalização da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), reclamando a negociação do seu AE.

  • Concentração dos trabalhadores da Cimianto e Novinco (27/5), junto dos M. Economia e Trabalho, em Lisboa, para exigir soluções quanto ao seu futuro (pagamento do salário de Abril em atraso e viabilização da empresa).

  • Mais de 85 mil pessoas participam na marcha “Protesto, Confiança e Luta – Nova Política para uma vida melhor”, em Lisboa, convocada pela CDU.

  • Manifestação Nacional dos Professores e Educadores Portugueses (30/5), de protesto e rejeição da política educativa do actual Governo, de exigência de revisão efectiva do ECD, de suspensão e substituição do actual modelo de avaliação do desempenho e de manifestação, junto dos partidos políticos, da necessidade de assumirem compromissos claros no sentido de, na próxima Legislatura, ser profundamente alterado o rumo da política educativa e revistos quadros legais que impõem medidas muito negativas e gravosas, como é o caso do Estatuto da Carreira Docente, entre outros. A acção contou com a participação de mais de 80 mil professores.



JUNHO/2009


  • Professores do Ensino Superior (3/6) em manifestação frente à AR, contra as propostas do Estatuto da Carreira Docente.

  • Representantes dos trabalhadores da EMEF, REFER e FERTAGUS (4/6), em frente ao Ministério do Trabalho, em defesa da contratação colectiva nestas 3 empresas.

  • Várias greves dos trabalhadores das indústrias de material eléctrico e electrónico (4-12/6), abrangendo o Grupo Bosch (Blaupunkt e Motometer), a Preh, a GE Power Controls, a Jayme da Costa, a Visteon, a Tudor Baterias, a Delphi e a Actaris, entre outras empresas.

  • Greve por tempo indeterminado dos 50 trabalhadores da corticeira Facol (com início a 4/6), em Lourosa, com concentração permanente à porta da empresa, para exigirem o pagamento dos salários em atraso desde Novembro do ano passado até agora, e dos subsídios de férias e de Natal de 2008. Há oito meses sem receber, os operários decidiram esta luta depois de a administração ter falhado os compromissos que tinha assumido durante a anterior greve.

  • Acções de protesto dos trabalhadores dos bingos do Belenenses e Estrela da Amadora. Tentativa de despedimentos de 20 trabalhadores do Casino da Figueira da Foz, da Sociedade Figueira Praia.

  • Greve (6/6), na véspera de eleições para o Parlamento Europeu, dos trabalhadores dos consulados e da embaixada , para exigir do Governo a reposição das perdas salariais devidas à depreciação do euro face ao franco suíço e para exigir a concretização do seu estatuto profissional.

  • Greve dos trabalhadores da Inapal Plásticos (8-9/6), pela negociação do Caderno Reivindicativo.

  • Mais de mil elementos da PSP atiraram os bonés da farda ao chão (8/12), junto à residência oficial de José Sócrates, num simbólico protesto provocado pela recusa do Governo em negociar um estatuto digno para os quadros da Polícia.

  • Completados os 10 dias de greve dos pilotos da Portugália (PGA) (13/6), para exigirem respeito pelos tempos de descanso necessários a garantir a segurança dos voos e prevenir o excesso de fadiga, e não, essencialmente por motivos salariais, como a comunicação social dominante tentou fazer crer.

  • Vigília de 3 dias dos trabalhadores dos Transportes Rodoviários e de Mercadorias (15/6), junto ao Ministério do Trabalho, pela defesa e dinamização da contratação colectiva.

  • Nova greve (15-19/6) dos trabalhadores da Tanquipor, no Barreiro, exigindo uma actualização salarial de 2,6 por cento. Este valor é aquele que a administração tinha proposto em Dezembro e que agora quer limitar a apenas dois por cento.

  • Dezenas de trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Aveiro deslocaram-se aos Paços do Concelho de Aveiro (15/6), para se oporem à criação da empresa intermunicipal Águas da Região de Aveiro, a quem está previsto que seja entregue a gestão dos sistemas de água e saneamento.

  • Os cerca de 60 trabalhadores nos SMAS das Caldas da Rainha, cumprirem greve às horas extraordinárias que se deve prolongar até 11 de Julho em protesto pelo atraso de dois meses verificado no pagamento daquelas remunerações.

  • Concentração dos trabalhadores dos Transportes Ferroviários (16/6), junto ao Ministério do Trabalho, pela defesa e dinamização da contratação colectiva.

  • Concentração de trabalhadores do sector de comunicações (Correios) (17/6), junto ao Ministério do Trabalho, pela defesa e dinamização da contratação colectiva.

  • Trabalhadores dos estabelecimentos fabris do Exército entregaram (18/6) na Presidência do Conselho de Ministros um abaixo-assinado contra o anunciado encerramento da Manutenção Militar e das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento. Estão em causa a extinção dos postos de trabalho.

  • Vigília contra o Desemprego e a Precariedade de emprego em Faro (19/6), junto ao Governo Civil de Faro.

  • Greve de fome (22-25/6) de um motorista de camiões TIR da Luz & Irmão, em Torres Novas, para exigir o pagamento dos salários em atraso desde Abril e o cumprimento de um acordo obtido no Tribunal de Trabalho.

  • Suspenso, pelo Tribunal de Trabalho, o despedimento de uma delegada do STAL/CGTP-IN, telefonista dos Bombeiros de Mirandela, a quem tinha sido instaurado um processo disciplinar por ter denunciado a existência de «mau ambiente» naquela corporação.

  • Greve dos trabalhadores dos Equipamentos de Acção Social do Instituto da Segurança Social (26/6), em defesa dos Equipamentos de Acção Social e contra a mobilidade especial e os despedimentos; e concentração junto "Recursos Humanos"do ISS,IP, deslocando-se de seguida para o Ministério do Trabalho e da Solidariedade, em Lisboa..

  • Acções de Luta no Grupo Pestana Pousadas de Portugal (27/6), dada a recusa do grupo aumentar os salários dos trabalhadores, a retirada de direitos e a recusa em negociar o AE.

  • Greve dos operadores e técnicos de produção da Central de Sines da EDP (29/6-2/7), pelo cumprimento do ACT e respeito pelos trabalhadores.

  • Greve convocada pela Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, Fesaht/CGTP-IN, contra o despedimento de dois delegados sindicais e gerentes de restaurantes da Makro e contra o fim do pagamento do trabalho nocturno, teve uma adesão total em Coimbra e de 60 por cento, em Matosinhos. A ambos foram aplicados processos disciplinares, com suspensão imediata das funções e o objectivo de despedimento.

  • Greve nos dias em que a Soflusa não cumpre as escalas de serviço e, «abusivamente», altera os turnos, está a ser cumprida desde meados de Junho. A administração de mente aos passageiros, com o argumento de avarias técnicas, sempre que, por motivo da luta, são suprimidas carreiras.

  • Greve (25-26/6) , na Póvoa de Varzim, dos trabalhadores da Transportes Rodoviários Portugueses do Norte (ex-Linhares), adquirida pelo Grupo Transdev, porque, desde que assumiu funções, a nova administração tenta suprimir direitos pressionando trabalhadores para que rescindam os contratos.

  • Segunda greve com 85% de adesão dos trabalhadoros da empresa de limpezas industriais Iberlim, nos Hospitais de São José, Santa Marta e dos Capuchos, em Lisboa, e no Hospital Garcia de Orta, em Almada, contra a discriminação salarial aplicada aos sócios do Sindicato dos Trabalhadores de Actividades Diversas, STAD/CGTP-IN. A empresa apenas actualizou os salários dos sócios do sindicato da UGT, que firmou um acordo onde são destruídos direitos adquiridos. Decorrem também processos disciplinares contra trabalhadores que recusaram cumprir serviços mínimos decretados sem o acordo do STAD.


JULHO/2009

  • Concentração e plenário dos trabalhadores da Cimianto (1/7), exigindo a viabilização da empresa, que se encontra paralisada desde a entrada do processo de insolvência por parte da Administração. Continuam também a ocupar os seus postos de trabalho diariamente e a recusar a suspensão dos contratos, contrariando a pressão patronal que lhes continua a ser feita.

  • Denúncia (1/7) por mais de uma centena de trabalhadores do Grupo Jerónimo Martins Retalho, que inclui Pingo Doce, Feira Nova e Gestiretalho, do atropelo aos seus direitos e exigiram à administração da empresa, que não os recebe desde Março de 2007. Depois do plenário desfilaram pelas ruas de Lisboa até à sede do grupo, nas Amoreirias, onde a administração se recusou a receber um abaixo-assinado, com 4396 assinaturas, a exigir respeito pelos direitos e diálogo por parte da administração.

  • Deslocação (2/7) de uma delegação de trabalhadores de Castelo Branco à residência oficial do Primeiro-ministro para exigir o agendamento de uma audiência para analisar a situação económica, social e laboral do Distrito.

  • Concentração de dirigentes e activistas sindicais da PSP (2/7), junto da residência oficial do primeiro-ministro, tendo sido entregue documento ao cuidado de José Sócrates, alertando para «o descontentamento crescente» na PSP e apelando a que o chefe do Governo intervenha para que seja revisto o processo de aprovação do Estatuto Profissional.

  • Até à sua saída, o Ministro da Economia, Manuel Pinho, foi mentindo aos trabalhadores das minas de Aljustrel. No dia 2/7 afirmou que nas minas tinham sido criados 130 postos de trabalho, mas desde Fevereiro, a Pirites Alentejanas admitiu apenas 28 trabalhadores e o empreiteiro admitiu 42, um total de apenas104.

  • Tribuna Pública dos trabalhadores da IFM–Platex (3/7), junto à Câmara Municipal de Tomar para sensibilizar as entidades oficiais e população para a sua luta em defesa dos salários e pela manutenção dos postos de trabalho. Em lay-off desde 26 de Maio, a meio tempo (trabalham 15 dias e param 15 rotativamente).

  • Greve por tempo indeterminado(4-/7) dos trabalhadores da Facol, pelo pagamento das indemnizações em atraso.

  • Greve de 2 horas diárias (6-8/7) dos trabalhadores da Fábrica de Santa´nna (Boa Hora/Lisboa), para reclamar a negociação dos aumentos salariais.

  • Concentração de Motoristas Profissionais (8/7), em frente ao Ministério dos Transportes, com o objectivo de exigir a alteração do novo diploma para aquisição de Certificado de Aptidão Profissional, Carta de Qualificação de Motorista e Formação contínua obrigatória.

  • A poucas horas de se iniciar uma greve de quatro dias, (9-12/7) de Julho, a administração do Hotel Marriott, em Lisboa, e o Sindicato da Hotelaria do Sul chegaram a acordo acerca da actualização salarial.

  • Vigília (9-/7)por tempo indeterminado dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite, contra a redução de postos de trabalho no estaleiro e contra a eroposta de Acordo de Cedência de Interesse Público apresentada pela Arsenal do Alfeite SA.

  • Concentração de activistas sindicais do sector virdeiro (10,13, 29/7), junto à Covilis, Póvoa de Santa Iria, reclamando o regresso à produção na Saint Gobain Glass (ex-Covina) e o fim do lay-off.

  • Tribuna Pública dos trabalhadores da João Salvador (10/7), junto à CM Tomar, para reclamar o pagamento dos salários em atraso desde Abril e o subsídio de Natal.

  • Concentração dos trabalhadores da Cimianto (14/7), junto à C. M. Vila Franca de Xira, para reclamar a defesa do emprego e o pagamento dos salários em atraso.

  • Adiada a Greve e Concentração/Vigilia (15/7) dos trabalhadores da EMEL, contra a falta de condições de higiene e segurança no trabalho e para exigir o retomar de negociações do Acordo de Empresa, depois de a empresa ter assumido o compromisso de resolver os problemas até Setembro.

  • Tribuna Pública (15/7), no Porto, com o lema “A Grave Situação Social no Distrito do Porto. Trabalhadores Exigem Respostas Sérias”, para denunciar a grave situação social do distrito do Porto, e avançar com um conjunto de exigências dos trabalhadores para que se trave e inverta o sentido do abismo a que as opções políticas e económicas estão a conduzir a região.

  • Concentração de dirigentes, delegados e activistas sindicais da FECTRANS (16/7), empresas de transportes e comunicações, e deslocação à residência oficial do Primeiro-ministro.

  • Trabalhadores da mobilidade especial em vigília (16/7) à porta do Ministério da Agricultura,para exigir a imediata recolocação dos trabalhadores da mobilidade especial no Ministério da Agricultura.

  • Greve e manifestação dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite (16/7), junto M. Defesa, em luta pela defesa dos postos de trabalho e dos direitos.

  • Prevista greve de 24 horas (17/7) dos trabalhadores das empresas municipais, privadas ou outras que prestam serviços públicos na Administração Local, abrangendo os trabalhadores das autarquias que aí desempenham funções mas a quem ainda não foi garantido o direito de negociação do acordo de cedência de interesse público, figura de mobilidade que enquadra a sua requisição naquelas empresas. A greve foi suspensa porque, na véspera, as autarquias envolvidas manifestaram disponibilidade para negociar com o sindicato.

  • Greve dos Trabalhadores da Vimágua (17/7), exigindo acordo escrito por cedência de interesse público.

  • Greve dos guardas prisionais (17-7), depois de outra cumprida nos dias 6 e 8/7, com adesão de quase 100%, pelo Ministério da Justiça continuar sem responder às reivindicações destes guardas, e pelo respeito pelo seu estatuto profissional, particularmente pelas condições de aposentação, de apoio à saúde e pelo seu quadro remuneratório.

  • Vigília de 24 horas dos trabalhadores da Facol pelo pagamento das indemnizações em atraso (17/7)

  • Concentração de trabalhadores da CP Carga (23/7), junto ao Ministério dos Transportes, na defesa dos postos de trabalho e direitos dos trabalhadores

  • Concentração de dirigentes, delegados e activistas sindicais Limpeza industrial (23/7), junto à ACT, em Lisboa, para exigir uma rápida intervenção da entidade fiscalizadora para pôr cobro à discriminação salarial que grassa no sector. empresas como a Iberlim, a ISS, a Safira, o Grupo Vadeca, a Limpotécnica, a Servilimpe-Serlima e a Climex não estão a aplicar aos associados do sindicato do sector (STAD/CGTP-IN) os novos valores dos salários. Na limpeza hospitalar, por exemplo, está em causa a aplicação de um salário de 470 euros, com efeitos desde Novembro de 2008.

  • Greve por tempo indeterminado(23-/7), dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite, pela salvaguarda dos postos de trabalho e defesa dos direitos.

  • Greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da Empresa João Salvador, pelo pagamento dos salários em atraso, e em defesa dos postos de trabalho e dos seus direitos.

  • Protesto dos trabalhadores Corticeiros (27-31/7), frente à APCOR com o lema “ Maratona de Protesto pelo Emprego e pela Justa Valorização dos Salários ”, com a participação dos trabalhadores das empresas: Facol, Oliveira e Sousa e Grupo Suberbus.

  • Concentração de trabalhadores que leccionam no estrangeiro (28/7), junto à residência oficial do Primeiro-ministro para protestarem pelos salários dos docentes em exercício no Ensino Português no Estrangeiro (EPE) não terem sido actualizados conforme deveria ter acontecido na sequência da negociação que decorreu com o Ministério da Educação.

  • Plenário público de solidariedade para com trabalhadora da Fersoni, Fátima Coelho (29/7), vitima de repressão e assédio continuado.

  • Plenário Geral de Trabalhadores da Saint Gobain Glass (29/7), à porta da Covina Plenário, para exigir o arranque do forno e dizer NÃO a mais lay-off, em defesa dos postos de trabalho, do aparelho produtivo e da economia nacional.

  • Acção de protesto em Sines de dirigentes, delegados e activistas sindicais (29/7), para denunciar o incumprimento dos investimento "na Petrogal, na Repsol e na fábrica da Artenius" em Sines, e "perguntar para onde foram" os "investimentos anunciados" pelo governo para a região. Nenhum dos investimentos foi feito e os 5 mil empregos prometidos não existem.

  • A Portucel Viana foi condenada a pagar uma coima de 44 891 euros e as quantias em dívida a trabalhadores e Segurança Social, pelo Tribunal do Trabalho de Viana do Castelo, que considerou que a empresa retirou ilegitimamente o «prémio de resultados» a trabalhadores que aderiram às greves realizadas em 2007, em defesa do complemento de reforma.

  • Concentração de Polícias Municipais (30/7), junto à sede da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Coimbra, em protesto contra a atitude prepotente do governo e exigindo o direito ao vínculo de nomeação, à carreira, às remunerações e condições de trabalho.

  • Acção de Reivindicação dos trabalhadores da Administração Pública (31/7), junto ao Ministério das Finanças, contra a política anti-trabalhadores e de degradação dos serviços públicos, levada a cabo pelo Governo do PS, e de apoio à Contraproposta ao Acordo Colectivo de Carreiras Gerais que a FC vai entregar no Ministério das Finanças.


AGOSTO/2009


  • Lutas juntos dos estabelecimentos Pingo Doce, do Grupo Jerónimo Martins Retalho. Sindicato e trabalhadores procuram assim sensibilizar os consumidores para problemas laborais que persistem naqueles supermercados, como: a imposição de horários cuja organização (e alteração) não respeita as regras legais, tal como sucede com marcação de férias e com o regime de adaptabilidade previsto no contrato; o não pagamento de diferenças salariais de quatro meses do ano passado; a pouca credibilidade das avaliações profissionais, com reflexos em discriminações na atribuição de prémios; desrespeito de direitos de maternidade e paternidade e dos trabalhadores-estudantes. No dia 14, no Pingo Doce da Venda Nova, Amadora, a administração solicitou a intervenção policial alegando que a acção estava a ser feita em «terreno privado», tendo chegado ao «delírio», obrigando as operadoras a distribuir um outro comunicado aos clientes, onde se punha em causa as denúncias do CESP e dos trabalhadores.

  • Greve dos trabalhadores dos estabelecimentos da Lojas Francas Portugal (3/8), nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada, Santa Maria e Horta. Os sindicatos (Sitava e Sintac) e os trabalhadores protestam contra a recusa da empresa a negociar aumentos salariais.

  • Manifestação nacional de guardas florestais (6/8), junto à Residência Oficial do 1º Ministro, em S. Bento, Lisboa, para exigir resposta às principais reivindicações apresentadas com o objectivo de dignificar a carreira profissional e de garantir melhores condições de trabalho.

  • Concentração dos Vigilantes da Natureza (11/8), junto ao Ministério do Ambiente, com o intuito de obterem uma reunião, onde possam ser esclarecidos sobre o processo de enquadramento da sua carreira no novo regime de vínculos, carreiras e remunerações da Administração Pública.

  • Tribuna pública de protesto da Associação Nacional de Sargentos (13/8), diante da residência oficial do Presidente da República, porque continuam sem resposta problemas como a desvalorização funcional e a desqualificação profissional.

  • Depois de ter convocado uma greve (14/8) na cadeia de supermercados Alisuper, a direcção regional do Algarve do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP/CGTP-IN) foi chamada a reunir com a administração do grupo e, perante os compromissos assumidos, cancelando a luta.

  • Desconvocada greve na Budelpack, de Alverca, marcada para 14/8, quando, na antevéspera da greve, a administração recuou na sua pretensão de flexibilizar os horários e de acabar com os transportes que há muito vem assegurando aos trabalhadores.

  • Os pescadores de sardinha, a Norte do Mondego, exigem compensação por terem cumprido o período de defeso em Fevereiro, Março e Abril. A verba em dívida equivale a apenas dois meses da remuneração que teriam ganho se tivessem trabalhado durante aqueles períodos.

  • Concentração dos trabalhadores consulares (21/8), frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, às Necessidades, caso, para resolver os problemas dos trabalhadores, que lutam pela vinculação à função pública, actualização salarial e avaliação.

  • Greve (27/8) da Polícia Municipal, para exigir do governo o cumprimento das expectativas criadas em torno da revisão do estatuto destes polícias e a reposição do projecto inicial apresentado pelo próprio Governo

  • Greve dos trabalhadores do Grupo TAP (27-28/8), pela definição de uma política para o transporte aéreo e para o Grupo TAP. . As administrações da empresa-mãe e da SPdH/Groundforce recorrem ao «terrorismo mediático».

  • Greves parciais de uma hora no final do turno de serviço dos trabalhadores marítimos da SOFLUSA (31/8-4/9). Está em causa o agravamento do problema relativo ao tempo para a tomada de refeição, em que não está a ser respeitado o Acordo de Empresa.