Depois de algum adiamento, parcialmente por resultado das expressões de censura internacionais, a 12 de Outubro o Ministério do Interior da República Checa ilegalizou a Juventude Comunista Checa (KSM) ver e ver). Este é um ataque sobre o movimento comunista na república checa, sobre o Partido Comunista da Boémia e Morávia (KCSM) - um dos partidos mais influentes na RC- mas também sobre todos os comunistas e democrátas do mundo.
A Federação Mundial da Juventude Democrática (WFDY) alerta que esta ilegalização surge em paralelo com a penalização de outras organizções europeias e suas actividades, e a proibição e prisionamento de membros de outros partidos comunistas, em particular noutros países da Europa de Leste, como a Bulgária, Hungria, países bálticos e outras ex-repúblicas da União Sociética. Simultaneamente, e não de forma discordenada, surgem nestes países organizações anti-comunistas e anti-socialistas na Bulgária e Romenia, e mesmo organizações abertamente fascistas.
Envia do teu protesto para o Consulado da República Checa em Portugal
ou, assina a seguintes petições organizada pelo Partido Comunista da Grécia.
sexta-feira, outubro 27, 2006
terça-feira, outubro 24, 2006
Origem do programa nuclear Iraniano
O programa nuclear do Irão - para produção de energia e não, como se pretende implicar, para produção de armas nucleares - não teve início sob a presidência de Ahmadinejad, nem com a revolução islâmica iraniana. A sua origem remonta ao tempo do Shá e à crise petrolífera no início dos anos 70. O Irão cedo reconheceu que o petróleo, sendo um recurso limitado, a melhor estratégia financeira e energética a longo curso seria exportar petróleo e desenvolver um sistema alternativo para produção de energia para uso doméstico, nomeadamente a energia nuclear. Inicialmente os EUA recusaram a estratégica, mas com a subida do preço do petróleo em 1973 e 1974, os EUA mostraram interesse em estabelecer uma Comissão Económica Conjunta [Joint Economic Commission (JEC)] para regular e expandir as relações entre os EUA e Irão.
A 13 de Abril de 1974, o embaixador dos EUA Richard Helms escreveu ao confidente do Shá, Amir Assadollah Alam: "sabemos que sua Majestade Imperial dá prioridade ao desenvolvimento de formas de produção alternativas de energia através da energia nuclear. Esta é claramente uma área na qual podemos beneficiar ao iniciar um programa específico de cooperação e colaboração..."
Em duas Minutas de Decisão sobre Segurança Nacional [National Security Decision Memoranda], de 22 de April, 1975 e 20 de April de 1976, o Presidente Gerald Ford autorizou a venda de material para o enriquecimento e processamento de urânio ao Irão em troca do Irão comprar 8 reactores nucleares aos EUA. (ver)
Quem era então o chefe de gabinete na Casa Branca? Dick Cheney. E o secretário de Defesa? Donald Rumsfeld. Afastado o Shá e passados 30 anos, já é incompreensível e inaceitável que o Irão desenvolva um programa de energia nuclear?
A 13 de Abril de 1974, o embaixador dos EUA Richard Helms escreveu ao confidente do Shá, Amir Assadollah Alam: "sabemos que sua Majestade Imperial dá prioridade ao desenvolvimento de formas de produção alternativas de energia através da energia nuclear. Esta é claramente uma área na qual podemos beneficiar ao iniciar um programa específico de cooperação e colaboração..."
Em duas Minutas de Decisão sobre Segurança Nacional [National Security Decision Memoranda], de 22 de April, 1975 e 20 de April de 1976, o Presidente Gerald Ford autorizou a venda de material para o enriquecimento e processamento de urânio ao Irão em troca do Irão comprar 8 reactores nucleares aos EUA. (ver)
Quem era então o chefe de gabinete na Casa Branca? Dick Cheney. E o secretário de Defesa? Donald Rumsfeld. Afastado o Shá e passados 30 anos, já é incompreensível e inaceitável que o Irão desenvolva um programa de energia nuclear?
Economicista
Tendo constatado que presentemente os dicionários da língua Portuguêsa não oferecem definições da palavra 'economicista', Paulo Soares de Pinho decidiu, nas páginas do Diário Económico, esboçar uma definição:
Mas PSP pinta o economicista como o garante da função social, pois a viabilidade financeira é condição sine qua non para que qualquer actividade se possa realizar. Como no seu exemplo:
Economicista [ikónumi’siStá] adj. e subst. Pessoa que procura optimizar a utilização dos recursos humanos e materiais sob sua gestão, combatendo o desperdício, mesmo que isso implique a irritação de poderosos grupos de pressão organizados com capacidade de ‘lobby’ político e mediático. Trata-se de alguém cuja elevada consciência social a leva a defender o interesse colectivo da comunidade contra os interesses de minorias que se consideram detentoras de privilégios irreversíveis que o resto da sociedade tem de suportar através de maiores impostos ou menores benefícios sociais.Efectivamente, devo conversar com gente e ler literatura muito diferente do Sr. PSP. Pois eu cá entendo economicista como aquele que coloca interesses económicos, ou melhor financeiros, acima de quaiquer outros interesses, como sejam o social. Aquele que coloca a obtenção de lucro, vá lá a procura da viabilidade económica, acima da função extra-financeira da actividade ou serviço. Um produtor cultural economicista, por exemplo, procura acima de tudo ter muito público, e condiciona a escolha do material cultura a esse mesmo critério, por oposição a quem possa estar interessado em expandir os horizontes da arte e espere que o público responda.
Mas PSP pinta o economicista como o garante da função social, pois a viabilidade financeira é condição sine qua non para que qualquer actividade se possa realizar. Como no seu exemplo:
aquele que colocando em primeiro lugar os interesses dos mais necessitados procura reformar a Segurança Social com vista a assegurar que, quer hoje, quer no futuro, as pensões são pagas em montante condigno a aqueles que delas irão necessitar, combatendo situações abusivas que as gerações futuras terão de (ou recusar-se-ão a) pagar.Afinal esta malta que anda a crer reformar a SS, leia-se oferecer os lucros da SS ao sector privado, são grandes samaritanos, preocupados com os necessitados. Apenas querem salvar o sistema de pensões, que diga-se está muito bem, obrigado, e muito longe de qualquer proclamada falência.
sábado, outubro 21, 2006
ODiário.info
Nesta passada semana, estreou um novo portal de opinião alternativa: ODiário.info. O nome é uma referência ao antigo jornal diário "O Diário" que durante anos publicou notícias confrontando o poder político e financeiro nacional e numa perspectiva anti-imperialista e internacionalista, contrastando com a maioria dos restantes jornais. Em consequência, "O Diário" foi alvo de inúmeros ataques, retratados no livro de Miguel Urbano Rodrigues "O Diário Acusa: mais de mil horas nos tribunais", da Editorial Caminho. MUR é precisamente um dos editores do novo sítioODiário.info, juntamente com Rui Namorado Rosa e José Paulo Gascão, e conta com vários colaboradores especiais, incluindo "alguns dos mais eminentes cientistas políticos e pensadores marxistas do mundo", como Istvan Meszaros, Henri Alleg, Samir Amin, ou Michel Chossudovsky. ODiário.info soma-se assim a outros sítios com ensaios alternativos em português como resistir.info e informação alternativa.
sábado, outubro 07, 2006
mobilizar para o dia 12 de Outubro
No dia 5 de Outubro, numa comemoração da nossa república mais ao encontro do seu espírito que qualquer discurso pomposo, milhares de professores de todo o país desfilaram pela principal artéria de Lisboa, pela dignificação da sua profissão, contra o novo Estatudo de Carreira Docente. A elevada participação foi também um óptimo pronuncio para o Protesto Geral no dia 12 de Outubro em Lisboa.










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