Autoria: Irene Sá
quinta-feira, abril 12, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
Diferença de perspectivas?
A Audiência Portuguêsa do Tribunal Mundial sobre o Iraque listou os seguintes títulos colhidos online de várias fontes de notícias a propósito do aniversário da ocupação de Bagadade:
- "Mega-protesto em Najaf contra ocupação aliada" (TVI),
- "Milhares contra EUA no Iraque" (Portugal Diário),
- "Milhares protestam contra presença norte-americana" (TSF),
- "Papa Bento XVI denuncia 'os massacres no Iraque'" (DN),
- "Iraque: Protestos contra EUA" (Correio da Manhã),
- "Iraquianos protestam contra os EUA no 4o aniversário da invasão" (Globo Online),
- "Milhares de xiitas exigem em Najaf a retirada das tropas dos EUA do Iraque" (El Pais),
- "Manifestação anti-americana no 4º aniversário da queda de Bagdade" (Le Monde),
- "Iraque, a cólera xiita contra os EUA" (La Stampa),
- "Iraquianos protestam contra ocupação do Iraque pelos EUA" (New York Times).
- etc.
Título do Público de Belmiro e José Manuel Fernandes: "Iraque assinala a queda do regime".
- "Mega-protesto em Najaf contra ocupação aliada" (TVI),
- "Milhares contra EUA no Iraque" (Portugal Diário),
- "Milhares protestam contra presença norte-americana" (TSF),
- "Papa Bento XVI denuncia 'os massacres no Iraque'" (DN),
- "Iraque: Protestos contra EUA" (Correio da Manhã),
- "Iraquianos protestam contra os EUA no 4o aniversário da invasão" (Globo Online),
- "Milhares de xiitas exigem em Najaf a retirada das tropas dos EUA do Iraque" (El Pais),
- "Manifestação anti-americana no 4º aniversário da queda de Bagdade" (Le Monde),
- "Iraque, a cólera xiita contra os EUA" (La Stampa),
- "Iraquianos protestam contra ocupação do Iraque pelos EUA" (New York Times).
- etc.
Título do Público de Belmiro e José Manuel Fernandes: "Iraque assinala a queda do regime".

Num espírito de camaradagem e solidariedade, e com vista à partilha de informação e discussão de opiniões juntei-me à INTERCOM, blog de convergência de comunistas na web.
quinta-feira, abril 05, 2007
resposta do Gato Fedorento ao PNR
Colocado também na Praça Marquês do Pombal, junto ao outdoor do PNR.
sexta-feira, março 30, 2007
Um, dois, três fascismos
Como parte do revisionismo histórico que há alguns anos visa redimir Salazar e a ditadura que terminou com a Revolução de Abril, está o argumento que essa ditadura não foi fascista. Mereça ou não esse epíteto em nada retira o seu carácter repressivo, promotor de injustiça social, que colocou o país num atraso economico e cultural do qual ainda sentimos os efeitos. É natural que os defensores de Salazar não queiram associar o seu regime a uma ideologia partilhada por Mussolini, Hitler, ou mais recentemente Pinochet. E o termo 'fascista' de tão arremessado terá divergido do seu sentido mais preciso. Portanto, há que recordar porquê o termo fascista é apropriado para caracterizar a ditadura de Salazar e Marcelo Caetano, o Estado Novo. Não há uma definição do termo universalmente aceite. Há quem o restrinja o termo ao facismo original de Mussolini. Há quem o defina de forma tão abrangente a incluir a social-democracia (os social-fascistas). Mas a maior parte das definições convergem nas seguintes caracteristícas:
1. Nacionalismo - o enaltecer das qualidades nacionais, com a promoção de mitos e tradições nacionais, associado à protecção contra influência exterior e à noção de superioridade sobre outras culturas. Daqui advém um inerente racismo e xenofobia.
Basta recordar os motes "Tudo pela nação, nada contra a nação" e "Orgulhosamente sós"; o paternalismo colonial (e perversamente racista); o ascenso de mitos nacionais como o Sebastianismo, o culto do Infante e da época de Ouro, ou, mais recente, a aparição de Fátima.
2. Anti-parlamentarismo e hiearquia com um poder fortemente centralizado - limitação dos poderes individuais; a população tem uma vontade comum, uniforme revelada não através da participação mas através da interpretação e acção do líder. Economicamente traduz-se também numa forte concentração de capital, em estreita associação com o poder político.
A didatura foi instaurada como reação ao parlamentarismo da I República e rapidamente o poder concentrou-se na figura de Salazar. Neutralizados foram quase todos os partidos políticos e sindicatos.
3. Anti-modernismo e anti-intelectualismo - rejeição da creatividade e diferença de pensamento. A verdade advém da capacidade de acção, não da razão, pelo que uma vontade suficientemente forte, violenta mesmo, justifica-se a si própria.
A censura actuou sobre todas as formas de cultura nacional e estrangeira.
4. Militarismo - centralidade das forças de segurança e militares, tanto para o combate do inimigo interno, como para a protecção contra ameaças externas e expansão (ou manutenção) da influência além fronteiras, implicando uma nação mobilizada. Aliado ao culto de guerra e do militar vem também um associado machismo e anti-feminismo.
Desde a PIDE/PVDE/DGS, à legião e mocidade portuguesa, à Guerra Colonial que durou 13 anos e causou a morte de mais de 8,000 portuguêses e dezenas de milhares de africanos.
Não procurei aqui ilustrar extensamente como cada um dos pontos se aplica ao Estado Novo. Deixo isso para o futuro e para reflexão de cada um. Mas aos defensores de Salazar e aos neo-fascistas do PNR: se subscrevem os seus princípios, não temam o rótulo, nem tentem passar gato por lebre.
1. Nacionalismo - o enaltecer das qualidades nacionais, com a promoção de mitos e tradições nacionais, associado à protecção contra influência exterior e à noção de superioridade sobre outras culturas. Daqui advém um inerente racismo e xenofobia.
Basta recordar os motes "Tudo pela nação, nada contra a nação" e "Orgulhosamente sós"; o paternalismo colonial (e perversamente racista); o ascenso de mitos nacionais como o Sebastianismo, o culto do Infante e da época de Ouro, ou, mais recente, a aparição de Fátima.
2. Anti-parlamentarismo e hiearquia com um poder fortemente centralizado - limitação dos poderes individuais; a população tem uma vontade comum, uniforme revelada não através da participação mas através da interpretação e acção do líder. Economicamente traduz-se também numa forte concentração de capital, em estreita associação com o poder político.
A didatura foi instaurada como reação ao parlamentarismo da I República e rapidamente o poder concentrou-se na figura de Salazar. Neutralizados foram quase todos os partidos políticos e sindicatos.
3. Anti-modernismo e anti-intelectualismo - rejeição da creatividade e diferença de pensamento. A verdade advém da capacidade de acção, não da razão, pelo que uma vontade suficientemente forte, violenta mesmo, justifica-se a si própria.
A censura actuou sobre todas as formas de cultura nacional e estrangeira.
4. Militarismo - centralidade das forças de segurança e militares, tanto para o combate do inimigo interno, como para a protecção contra ameaças externas e expansão (ou manutenção) da influência além fronteiras, implicando uma nação mobilizada. Aliado ao culto de guerra e do militar vem também um associado machismo e anti-feminismo.
Desde a PIDE/PVDE/DGS, à legião e mocidade portuguesa, à Guerra Colonial que durou 13 anos e causou a morte de mais de 8,000 portuguêses e dezenas de milhares de africanos.
Não procurei aqui ilustrar extensamente como cada um dos pontos se aplica ao Estado Novo. Deixo isso para o futuro e para reflexão de cada um. Mas aos defensores de Salazar e aos neo-fascistas do PNR: se subscrevem os seus princípios, não temam o rótulo, nem tentem passar gato por lebre.
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