quinta-feira, novembro 22, 2007

Sessão Pública:A Democracia, as Justiças e as Liberdades

Associação para a defesa dos direitos e liberdades democráticas

SESSÃO PÚBLICA
sob o tema "A Democracia, as Justiças e as Liberdades"
dia 27 de Novembro, terça-feira, pelas 21h00,
no Café - Teatro do Teatro Académico Gil Vicente, na cidade de Coimbra,

COM:
Odete Santos - Advogada
Guilherme da Fonseca - Juiz Jubilado
Moderador: Joaquim Ferreira, Advogado

Foram tristes, mas emblemáticas, as declarações, em Julho, de uma desconhecida Secretária de Estado adjunta do Ministro da Saúde, ao fazer a síntese do estado a que chegámos:
"Só nos locais apropriados... só nos locais apropriados... não tenhamos vergonha de dizer isto... nas nossas casas, na esquina do café e com os nossos amigos podemos dizer aquilo que queremos."

Mas é em frente que vamos, não é verdade?
É em frente que vamos.
(de um poema de Nazim Hikmet)

Na defesa dos direitos e liberdades democráticas, contamos com a sua presença.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino

Sessão Pública Comemorativa do
Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino

29 de Novembro (5ª feira), 21 horas
Biblioteca do Museu da República e Resistência

Rua Alberto de Sousa, nº 10 A, Zona B do Rego, 1600 Lisboa
Metro - Cidade Universitária ou Entrecampos

sábado, novembro 17, 2007

Chávez e a cimeira ibero-americana

O processo de reforma constitucional tem servido para nova dose de ataques ideológicos à Revolução Bolivariana na Venezuela. Tornou-se prática a referência a Chávez como um ditador, apesar de ele ter sido eleito presidente em 1998, em 2000 (após a aprovação em referendo da nova constituição), a sua presidência foi confirmada por referendo em 2004, e foi novamente eleito nas eleições regulares em 2006. Em menos de 10 anos, a sua presidência foi confirmada eleitoralmente por quatro vezes. Sem esquecer que durante este período foi vítima de um golpe de estado da direita, apoiada pelos EUA e Espanha, em April de 2002.
A reforma da Constituição prevê o aumento do mandato do presidente e a eliminação do limite de mandato. Tal tem servido como pretexto para afirmar abusivamente que a reforma tem por objectivo tornar Chávez num ditador, num presidente vitalício, como se ele não tivesse que ser novamente eleito. Mesmo para um apoiante do processo bolivariano, a medida poderia causar alguma comichão. Poder-se-á considerar problemático o processo estar tão dependente de uma pessoa. Mas há que considerar por um lado o caracter participativo do novo ambiente político na Venezuela, e por outro admitir que dados os entraves, bloqueios e guerra aberta travada contra o seu Governo, Chávez não tem logrado levar a cabo o difícil processo de transformação política e económica da Venezuela. Se o povo Venezuelano decidir persistir nesta via, a nova constituição permitirá a continuidade necessária para prosseguir esse rumo.
A recente cimeira Ibero-Americana foi palco de um incidente largamente comentado: Chávez falando por cima de Zapatero, e o pedante Rei Juan Carlos mandando Chávez calar-se. Mas grande parte das televisões não deu suficiente contexto ao pequeno incidente. Não referiram o debate sobre modelos alternativos ao neoliberalismo, e as intervenções de Evo Moráles, Daniel Ortega e Carlos Lage.
Vejam o seguinte video para cobertura mais completa da cimeira:

sexta-feira, novembro 16, 2007

Amanhã: duas sessões de solidariedade

A Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH) e a Askapena, organização basca de solidariedade internacionalista, vão realizar no próximo sábado, dia 17 de Novembro, a partir das 16 horas, na sede do Sindicato do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), na Rua Almirante Barroso, 3 (junto ao largo da Estefânia), um encontro sobre o que se passa no País Basco e para planificar o trabalho de solidariedade que pretendemos fazer para o próximo ano. Sábado, 17 Novembro, a partir das 16 horas. Contacto: aseh@netcabo.pt

A Associação de Amizade Portugal Cuba promove um Encontro de Solidariedade com o Povo Cubano, que terá lugar no dia 17 de Novembro, às 15 horas, no Hotel Barcelona, em Lisboa. As recentes declarações do Presidente Bush sobre Cuba, atentatórias da soberania deste País, proferidas com manifesto desrespeito pelo direito internacional, nomeadamente ao afirmar que a palavra chave nas acções dos EUA contra Cuba passaria a ser liberdade e não estabilidade, causaram natural preocupação a todos os amigos de Cuba e outros democratas. O “bloqueio” da generalidade da comunicação social sobre a realidade cubana justifica que nos reunamos para debater importantes questões relacionadas com Cuba.

quarta-feira, novembro 07, 2007

dez dias que abalaram a história

Comemeram-se hoje os 90 anos da Revolução de Outubro, um dos eventos mais marcantes da história do século XX, marcando o início da primeira experiência humana na construção de uma sociedade liberta da exploração do homem pelo homem, de uma economia orientada não para a acumulação de lucro por alguns mas pela garantia de condições de vida dignas para todos do socialismo. Pela sua natureza, o socialismo é uma construção humana, não resulta da livre actuação das leis do mercada (eventualmente com alguma regulação, embora essa funcione também para reforçar a acumulação capitalista, em vez de procurar garantir justiça social) mas implica uma procura constante de soluções criativas para responder aos problemas económicos, sociais e políticos colocados pelas soluções concretas. O tremendo progresso social e económico alcançado pela Rússia e depois pela URSS, transformando um pais feudal, agrícola e pouco industrializado num capaz de elevar o nível educacional e melhorar dramaticamente a saúde do seu povo, é tesmunho do progresso que o socialismo permite. A queda vertiginosa da esperança média de vida na Rússica após 1989 é também exemplar do contraste dos dois sistemas. Além do tremendo impacto que a Revolução de Outubro teve no interior da URSS, o seu papel no Mundo foi fundamental na derrota do nazi-fascismo, no fim do colonialismo, no apoio a movimentos socialistas e de libertação nacional, na criação de expectativas entre os trabalhadores do mundo que forçaram os patrões em todo o mundo capitalista a melhorar as condições de trabalho e direitos sociais. Ainda que o capital tenha aparentemente ganho uma batalha num capítulo da história do século XX, a história segue adiante, experiências foram reunidas, lições aprendidas, expectativas criadas, e haverão mais capítulos na longa luta de libertação da humanidade das forças da exploração, opressão e guerra.
Vejam Outubro, de Sergei Eisenstein sobre os dez dias que abalaram o mundo, e a história para sempre.