Leia a intervenção de abertura do Secretário-geral Jerónimo de Sousa.
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Tudo indica que Obama irá manter Robert Gates (ver foto) como Secretário da Defesa e o General James Jones como Conselheiro de Segurança National. A manutenção destes membros do gabinete de Bush será uma aprovação implícita da estratégia de Bush e do arquitecto militar da escalada no Iraque, o General David Petraeus. Que grande enrabadela ao movimento pela paz. Então e a mudança?
Há já algum tempo que o uso e abuso do conceito de empreendedorismo me anda a irritar. Não podemos abrir um jornal ou ouvir um discurso "modernos" sem ver apelos ao empreendedorismo, à necessidade dos portugueses serem mais empreendedores, etc. A gota de água que fez transbordar o meu copo foi ao entrar no meu café de bairro – mantido, diga-se, por um família muito trabalhadora – e ver um folheto anunciando um clube para adolescentes empreendedores.
Embora, como disse, não goste de generalizações, parece-me que em Portugal mais do que uma falta de empreendedorismo, de capacidade de trabalho, imaginação, e iniciativa, existe é um círculo restrito de galos nos poleiros, que proclama às sete colinas os mandatos divinos do mercado livre, mas depois é incapaz de ver os pintos a crescerem. Não é que estes não seja capazes de criar o seu próprio poleiro, ou nicho económico, mas só um pequeno número o consegue fazer contrariando, além das dificuldades naturais, também as picadas dos galos de crista longa."Num tempo em que o conceito de emprego para a vida se torna cada vez mais obsoleto e em que o funcionameno do mercados e das relações de trabalho se alteram profundamente, o empreendedorismo ganha novas razões para se desenvolver e frutificar. (...) Precisamos de aceitar que o fracasso é, muitas vezes, parte integrante do processo de aprendizagem necessário para chegar ao sucesso"Aí temos espelhado a desresponsabilização, a acusação aos portugueses, a defesa de um sistema onde perder é natural. Mas pergunto, enquanto se fracassa, como é que se come? Como é que se paga a casa? Como é que se sustem família? É essa a única maneira de organizar uma sociedade, onde há produção de riqueza, mas esta está nas mãos de uma minoria (ganhadora), que a prefere usar para especular e gastar em luxos do que proporcionar meios de ganhar a vida aos restantes. Não se trata de esmolas, mas de oportunidades para trabalhar e ganhar a vida. Será que esta malta tem razão, e preciso de ir tirar um curso de empreendedorismo? Ah, mas eis que as páginas centrais da mesma edição da Global me dá novos exemplos de como os portugueses são empreendedores. É o Gina que apanha bolas de Golfe perdidas no Estoril, lava-as com lexívia e revende-as:"vinte bolas a 15 euros. Very cheap, very cheap." Faz uns 100-150 euros num dia bom. Por mês ganhará mais que o salário mínimo nacional. Ou, o Carlos e Isabel que vão para as feiras vender livros, velharias e antiguidades. Ou, o "Ernesto das galinhas", proprietário de uma loja de tintas em Guimarães, que face ao baixo escoamento dos seus produtos começou por oferecer presuntos e agora por cada lote de sete latas de tinta oferece um galo da raça pica-no-chão. Ou, de novos esquemas de investimento em pirâmide, estilo Dona Branca. Eu também gosto de pensar os arrumadores de carros de Lisboa como empreendedores. Antes eram sobretudo toxicodependentes, que faziam dinheiro por abanar o braço junto a um lugar de estacionamento vazio, e jogando a ameaça de dano automóvel inferida pelo condutor (mas, penso, como pouco base na experiência). Foi esta "profissão" que, nos anos 80, trouxe para a luz do dia, e para fora dos bairros degradados, a escala e dimensão do problema da toxicodepência, sobretudo de heroína. Agora vêem-se muitos arrumadores não por toxidependência, mas pela mais trivial pobreza. Querem melhor prova do que os portugueses também podem ser empreendedores: até os nossos toxidependentes foram capazes de identificar um nicho económico e criar um "franchising".

No estado de Minnesota, por exemplo, numa corrida que custou ao todo $36 milhões –a campanha mais cara do estado– após contados 3 milhões de votos, o candidato republicano e actual senador Norm Coleman (à esquerda) tinha uma vantagem de apenas 206 votos face ao candidato democrata, o cómico Al Franken (à direita). A pequena margem obriga a uma recontagem de votos. Há suspeita de irregularidades semelhantes às ocorridas na Florida durante a corrida presidencial de 2000, pelo que é possível que mesmo após a recontagem, o caso venha a ser contestado em tribunal. A contagem à mão dos votos poderá demorar quatro semanas. (ver)