André Levy
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Mural de Encontro Nacional da União de Estudantes Comunistas (UEC) e da União das Juventudes Comunistas (UJC), em 1978. No ano seguinte, as 2 organizações iram fundir-se na Juventude Comunista Portuguesa (JCP), que faz hoje 30 anos de história de luta e defesa dos jovens, dos seus ideais e aspirações, em defesa de um mundo de paz. O seu destacado papel ao nível internacional, assumindo a presidência da Federação Mundial da Juventude e dos Estudantes, é testemunho do reconhecimento do seu trabalho e dedicação pela juventude e estudantes do mundo inteiro.
No passado dia 8 de Outubro, sete activistas de direitos humanos saharauis foram detidos pela polícia marroquina, no aeroporto de Casablanca, quando regressavam de uma visita aos acampamentos de refugiados saharauis em Tinduf (Argélia). Até à data permanecem presos, sendo o seu paradeiro desconhecido. Eles são:
Felizmente já vem sendo cada vez mais reconhecido que os livros de história ocidentais (gerais e mais específicos, como os livros da história da ciência) são profundamente eurocêntricos. Basta pensar que nós Portugueses ainda nos louvamos como grandes descobridores mundiais por termos aberto os caminhos marítimos para a Índia (a partir da Europa), apesar de estas rotas serem posteriores a um comércio marítimo intenso entre a África Ocidental, a Índia e a China. Embora reconhecido em meios académicos, é ainda largamente ignorado o papel das civilizações avançadas da África do Norte e Médio Oriente não só no desenvolvimento da Ciência e Filosofia como na preservação de muitos dos textos clássicos da cultura Europeia, como os textos dos filósofos da Grécia antiga e o Novo Testamento. Esta ligação assume por vezes contornos surpreendentes. O Ayatollah Komeinei, o grande líder espiritual da revolução Iraniana era, academicamente, um profundo e reconhecido estudioso de Aristóteles. O nosso eurocentrismo colonialista continua ainda muito presente na ignorância generalizada da história de África e das suas populações antes do período colonial. Enquanto que a história das grandes civilizações da América do Sul e Central (e.g., os Incas, Maias, Azetecas) já se implantaram no nosso conhecimento (ainda que por vezes superficialmente), temos ainda um grande desconhecimento das civilizações e etnias Africanas, apesar dos trabalhos desenvolvidos durante a segunda metade do século XX, sobretudo por Africanos ligados aos Movimentos de Libertação Nacional, que vieram estudar para a Europa, e que estudaram a história pré-colonial africana. A nossa ignorância, e mesmo desinteresse por essa história, vez com que esse continente fosse divido pelas potências europeias de fora totalmente desligada da realidade cultural no terreno. Semelhante ignorância existe relativamente ainda em relação a outras regiões. Basta pensar nas dificuldades enfrentadas pelas tropas estadunidenses ocupantes do Iraque, pela sua incompreensão da existência de duas correntes islâmicas, os xiitas e sunitas. Ou os problemas enfrentados pelas agências de inteligência por não se terem dado conta atempadamente da necessidade de ter quadros letrados em Farsi, pensando eles que no Médio Orientes, todos falavam Árabe.
Faleceu hoje o camarada Carlos Grilo, com 64 anos, vítima de cancro. Membro do Secretariado e do Executivo da DORL, e membro do Comité Central entre 1983 e 2008, o "Grilo", como era conhecido, foi um combatente de longa data. Todos os que tiveram o prazer de trabalhar com ele, ainda que por pouco tempo, iremos recordá-lo pela sua dedicação, militância, capacidade de trabalho e direcção, firmeza e clareza de princípios, e de enorme generosidade. Carlos Grilo é um dos Imprescindíveis que habita o nosso colectivo. Como recorda Rui Namorado Rosa: "testemunhei o seu papel importantíssimo na reanimação do Sector Intelectual da ORL, nos finais da década de 90 e anos subsequentes."Participou activamente na luta antifascista, nomeadamente nas campanhas da Oposição Democrática de 1969 e 1973 através da CDE (Comissão Democrática Eleitoral). Como empregado bancário, integrou o grupo de activistas sindicais que, em 1968, dinamizou o processo de eleições para o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, que viria a culminar com a eleição da primeira Direcção representativa dos trabalhadores. Dinamizou e participou activamente em reuniões de associados e integrou Grupos de Trabalho da Contratação e da Informação do Sindicato.
Em 1973, no local de trabalho foi eleito delegado sindical e, em 1974, eleito para a Comissão Sindical na sua empresa.
Aderiu ao Partido Comunista Português no processo da Revolução de Abril, em Maio de 1974 , integrando a célula do Partido no Banco Totta&Açores. Em 1975 foi chamado ao Organismo de Direcção do Sector dos Bancários.
Carlos Grilo era Funcionário do Partido desde 1977. Foi membro do Comité Local de Lisboa. Desde 1984 integrava a Direcção da Organização Regional de Lisboa e, durante vários anos, os respectivos organismos executivos. Entre outras tarefas, assumiu, com grande dedicação e empenhamento, a responsabilidade pelas organizações dos Sectores dos Seguros, Bancários, Transportes, pelo Sector Sindical e pelo Sector Intelectual, ao qual se mantinha ligado no âmbito das suas tarefas no Secretariado da DORL