quarta-feira, março 17, 2010

Como mercados financeiros inventam dinheiro

É preciso um cómico para dizer a verdade e explicar em termos que qualquer um entende como os bancos, através de palavreado financeiro sofisticado, inventaram crédito e ganharam milhões sem terem nada. Ainda há quem ache que não vivemos numa sociedade dividida em classes?

The Daily Show With Jon StewartMon - Thurs 11p / 10c
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terça-feira, março 09, 2010

É o futuro que nos resta

Na cerimónia de comemoração dos 89 anos do PCP, na Aula Magna, em Lisboa, o momento cultural terminou com a leitura de dois poemas por Fernando Tavares Marques. O primeiro foi a «Bandeira Comunista» de Ary dos Santos, um poema cheio de força, bem conhecido pelos militantes, que sendo magnífico foi escrito rapidamente em resposta às condições do momento. O segundo foi um poema da autoria do próprio Tavares Marques, também este enquadrado para o momento, o momento presente. Assim, apesar de recitado após um poema do Ary, de tremenda pujança, o novo poema de Tavares Marques me tenha comovido tanto, pois homenageando o passado lançou o trilho para o futuro, onde jaz o nosso trabalho colectivo, onde jaz a nossa esperança, onde jaz a vitória. O camarada gentilmente enviou-me o poema, que aqui reproduzo, pois merece ser conhecido e sentido por mais pessoas que as que se encontravam na Aula Magna. Obrigado Camarada.
NO 89º. ANIVERSÁRIO DO P.C.P.

Faz hoje anos o Partido !
Nós sabemos quantos faz;
(Talvez nem haja razão
P’ra sabermos quantos são)
O importante é saber,
Com tanto que há por fazer,
Quantos mais se seguirão.
E se o passado é de glória
Que devemos recordar
É no presente que a gente
Vai sentindo o seu pulsar.
E há um mar de sangue novo
De sentimento tão puro
Onde a força deste povo
Vai construindo o futuro.
Lentamente ... mas seguro !
É a força da razão
Que sabemos deste lado
Não é a razão da força
Com que nos querem passado.
Somos motor do presente
Que se apresenta tão duro
Mas que encaramos de frente
Sempre a pensar no futuro.
Faz anos hoje o Partido !
Merece uma grande festa
Honremos tudo o que fez;
O passado está sabido,
É o futuro que nos resta.
Parabéns ao meu Partido,
Comunista, Português !

6 de Março de 2010
Fernando Tavares Marques

sábado, março 06, 2010

PCP faz 89 anos


Faz hoje 89 anos que foi fundado o Partido Comunista Português, do qual sou militante com grande orgulho. Partido com uma dedicação inabalável à luta pelos interesses dos trabalhadores e do povo português, pela democracia avançada e liberdade, pela paz e cooperação. Partido com uma história sem igual no contexto português, incluindo ser o único partido que sob grandes dificuldades manteve e expandiu a sua influência durante o fascismo, contribuindo para frentes unitárias de luta contra o regime fascista, contra a guerra colonial, e pela democracia. Partido que se manteve firme na defesa dos interesses dos trabalhadores, não se iludindo pelas derivas da social-democracia, do euro-comunismo, do compromisso com o Capital e a Direita; e que por esta coerência merece ainda a confiança dos trabalhadores e das populações. Partido que contou entre as suas fileiras corajosos e brilhantes militantes, que tudo sacrificaram (até a vida) para os mais altos objectivos e ideias. Partido que não é uma mera oposição, mas tem um projecto alternativo de sociedade, a democracia avançada, o socialismo e o comunismo. Partido feito de membros cuja militância não é uma forma de subir à ribalta, de conseguir um posto político, a notoriedade, ou a colocação num posto de chefia numa empresa ou posto público, mas que, dedicando horas da sua vida, não esperam mais que contribuir para os objectivos partidários colectivos. Partido capaz de anualmente construir uma evento sem igual no contexto cultural e político de Portugal, e com escassos equivalentes a nível mundial: a Festa do Avante!. Partido que, devido a estas características, se mantém como dos poucos partidos comunistas fortes na Europa, com estreita ligação aos trabalhadores e populações, e respeitado pelos restantes partidos comunistas e operários do mundo. Partido que se destinge assim dos restantes clubes políticos no contexto português. Partido que tendo sentido uma quebra no início dos anos noventa, devido aos acontecimentos na URSS e no Leste da Europa; sendo atacado por dissidentes e "ex-comunistas" profissionais; sendo alvo constante e preferido dos partidos de direita - que simultaneamente se repetem no anúncio da sua morte e vêem a acção PCP em tudo o que são acções justas de protesto dos trabalhadores e populações; sendo alvo de um forte campanha ideológica do Capital que existe que não existe alternativa ao capitalismo; se encontra vivo, em crescimento e rejuvenescimento. Partido que continua a merecer ser referido como "O Partido".

Viva o Partido Comunista Português!

terça-feira, março 02, 2010

Paz Sim, Nato Não!

APELO

Afirmamos que a NATO é uma aliança militar agressiva, e expressamos a nossa oposição à realização da cimeira da NATO em Portugal e aos seus objectivos belicistas.

Reclamamos das autoridades portuguesas o cumprimento das determinações da Carta das Nações Unidas e da Constituição da República Portuguesa, em respeito pelo direito internacional, e pela soberania e igualdade dos povos.

Reclamamos o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional, e a retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO.

Exigimos o desarmamento, o fim das armas nucleares e de destruição maciça, e a dissolução da NATO.

Apelamos a todos os cidadãos defensores da paz, a aderirem a esta campanha subscrevendo este Apelo.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) anunciou a realização de uma cimeira, no final deste ano, em Portugal, onde prevê, entre outros aspectos, adoptar um «novo» conceito estratégico.

Preocupadas com os objectivos e significado desta cimeira, um conjunto de organizações mobilizou-se para demonstrar o seu repúdio pela realização deste evento no nosso país desenvolvendo uma Campanha denominada «Paz Sim! NATO Não!», da qual o Conselho Português para a Paz e Cooperação faz parte.

O CPPC, enquanto membro da campanha, convida todos os seus aderentes a subscreverem e divulgarem o apelo, que junto enviamos, como forma de apoio para que os nossos objectivos comuns fiquem mais próximo de serem alcançados.

Para efectivar a subscrição deste apelo, por favor responder: por e-mail para o endereço conselhopaz@netcabo.pt ou por contacto telefónico para os números 213863575 ou 213863375.

Com as nossas saudações fraternais,

O Presidente da Direcção Nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação,

Rui Namorado Rosa




segunda-feira, março 01, 2010

Portugal nas Trincheiras da Guerra Imperialista

Este ano comemoram-se o centenário da República. Podemos esperar muita "história" empregada de conteúdo de classe e rescrita da história. Recomendo o artigo de Albano Nunes, publicado recentemente no Avante!. Um dos elementos da campanha que a mim me choca é o cartaz evocando a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, uma guerra que merece estudo histórico por parte de todos nós, pelas portas que abriu ao uso de novas tecnologias (como os primeiros tanques e submarinos, o uso de armas químicas), pelo contraste entre estas tecnologias e estratégias militares antiquadas, pela condições miseráveis a que estiveram expostos os soldados nas trincheiras praticamente imóveis durante anos; mas sobretudo, pelas suas causas.
Um estudo objectivo das causas desta guerra demonstra que ela pouco ou nada teve que ver com o pequeno episódio da morte do Arquiduque em Sarajevo. Foi claramente uma guerra entre as classes dominantes dos países dominantes da Europa, que por serem estados coloniais envolveu frentes de combate no resto do mundo. Uma guerra oposta pelas forças de esquerda e pacifistas da época, que viam nela claramente um guerra de conquista das burguesias nacionais, de tentativa de resolver as rivalidades entre entre essas burguesias e protelar uma crise do capitalismo (que acabou por suceder nos anos 20, e como proveta de teste para novas tecnologias militares.
Para esta guerra foram arrastadas as massas trabalhadores, tirando proveito dos seus sentimentos patrióticos, distorcidos pela propaganda na altura em rivalidades nacionalistas. Foi-lhes prometido que a Guerra iria durar apenas alguns meses, que estariam de volta a casa antes do Natal de 1914. A guerra durou até 1918, e milhões nunca voltaram a casa, outros voltaram sem membros ou severamente traumatizados psicologicamente. Guerra que teve como fruto positivo, o aprofundamento do descontentamento entre a população russa e eventualmente na Revolução Russa de 1917. Curiosamente, a guerra terminou quando a Alemanha estava em ascendente no terreno europeu, mas previu não poder resistir após a entrada tardia dos EUA, até então praticando uma política isolacionista. Mas, as potencias vencedoras, sem qualquer humildade, impuseram exigências à Alemanha que estiveram directamente ligadas à crise económica que teria lugar na Alemanha do pós-guerra, na ascendência do nacional-socialismo, e logo na Segunda Guerra Mundial. A Grande Guerra falhou no seu objectivo de ser "a guerra para acabar com as guerras". Mas as vítimas mais trágicas deste jogo de xadrez imperialista foram os trabalhadores que sofreram e morreram nas trincheiras. Foram heróis? Não estavam a defender a sua pátria nem os interesses da sua classe. Foram gado para chacina, vítimas, obrigados ou doutrinados a mobilizar.