domingo, agosto 17, 2014

Jogos de casino viciados


O sistema bancário e financeiro em Portugal é um jogo de casino viciado, onde a "casa", ou seja quem deveria regular esse sistema, incluindo o governo, o Banco de Portugal (BdP) e a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), fecha os olhos, assobia para o lado, e faz pouco, tarde e mal.
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sexta-feira, agosto 08, 2014

O salta-pocinhas sem vergonha

Um dos factos marcantes dos resultados das últimas eleições para o Parlamento Europeu (PE) em Portugal foi sem dúvida os 7% atingidos pelo Movimento Partido da Terra (MPT), que elegeu 2 eurodeputados. Tal não se deveu à captação de eleitores em torno do programa e posições do MPT, mas ao efeito do seu cabeça de lista, Marinho Pinto (cujas opiniões teremos de deixar de parte por questões de tempo).

Eis que passados apenas 7 dias depois de aterrar em Bruxelas, Marinho Pinto anuncia que irá abandonar o PE em 2015. A curta estadia deu-lhe já para entender que "o elemento agregador da Europa não está nos ideais nem nas políticas, mas no dinheiro. E eu não acredito numa organização toda construída em torno desse dinheiro".(ver) Infelizmente a sua perspicácia e sapiência política não lhe permitiram inferir essa realidade antes de se candidatar, envolver-se numa campanha e ser eleito. Foi necessário tudo isso, para depois da "experiência" de uma semana, anunciar que não iria cumprir o mandato até ao fim.

sexta-feira, julho 18, 2014

Voo MH17 abatido

Já começam a chover notícias que o voo da Malásia Airlines que sobrevoava a Ucrânia a 10 quilómetros de altitude foi abatido por um míssil.
A morte dos passageiros é inquestionavelmente trágica. 
Mas já começa a chover insinuações e dedos apontados, vídeos supostamente fazendo uma ligação entre "separatistas" russos e o governo russo, que criam um sério risco deste incidente se tornar numa última gota que fez transbordar o copo, transformando o conflito na Ucrânia em algo mais vasto. Há necessidade de um inquérito, transparente. Mas também que a cobertura da comunicação social possa ser isenta e crítica, e não meros porta-vozes governamentais ou de interesses monopolistas. O exemplo da escalada entre o 11 de Setembro e a invasão do Iraque, com mentiras e manipulação papagueada ruidosamente pelos media dominante, é motivo suficiente para que as especulações e acusações, com alegado suporte, que já andam a circular sejam recebida no mínimo com perguntas.

segunda-feira, julho 14, 2014

Um governo com política de esquerda é possível

Num artigo publicado no Expresso, Daniel Oliveira, a propósito do último episódio de fragmentação do Bloco de Esquerda, declara que: «A esquerda precisa de quem seja duro de roer mas saiba chegar a compromissos.» Neste caso não se trata do compromisso de direita, a que episodicamente o Presidente Cavaco pisca o olho, entre os partidos da troika nacional, CDS+PSD+PS, mas a um compromisso entre um destes partidos, o PS, e os partidos, movimentos e personalidades de esquerda. DO não é o única a critiar estes elementos pela falta de alianças à esquerda. Os argumentos são diversos: ortodoxia, inflexibilidade, intransigência, ou à falta de um programa de governabilidade, ou, por mim (a razão mais absurda) à falta de vontade de governar, preferindo estar "no contra".

quarta-feira, junho 04, 2014

Roda bota fora

A 25 de Maio decorrem as eleições para o Parlamento Europeu. Devem ser também um sufrágio sobre as políticas do governo PSD/CDS, até porque as suas políticas nacionais são indissociáveis das políticas da União Europeia e do pacto de agressão da Troika. Os partidos do governo devem, têm de sofrer uma derrota eleitoral. Mas há que não esquecer que estas políticas da UE tiveram o apoio de toda a troika nacional, dos partidos do governo juntamente com o PS.

Cada vez mais os eleitores compreendem como as políticas decididas na UE têm implicações directas e dramáticas na política nacional. Por isso mesmo, não devem permitir que o PS faça uma campanha para o PE assente na crítica do governo, como se o PS não fosse co-responsável pelas políticas europeias, como se não fosse também ele signatário do pacto de agressão, como se o PS não tivesse sido obreiro da integração de Portugal numa UE dominada pelos interesses do capital, apoiando os tratados nos quais esta UE assenta.