terça-feira, setembro 02, 2014

Tentativas de ilegalização do Partido Comunista da Ucrânia

Uma das ilustrações agudas do carácter anti-democrático do governo Ucraniano após o golpe de estado de Fevereiro de 2014, foi este ter rapidamente procedido a acções com vista à ilegalização do Partido Comunista Ucraniano (PCU). Esta utilização dos mecanismos do Estado então apropriado, foram acompanhadas por ataques violentos e constantes a membros do PCU por parte das milícias fascistas.
O processo judicial contra o PCU, de ordem administrativa e de momento ainda não criminal, foi instaurado pelo Ministério da Justiça e o Serviço de Registo Estatal da Ucrânia, a que se juntaram depois outras forças, incluindo o Svoboda (de orientação nazifascista, cujo nome significa "liberdade"). Dois juristas Portugueses, membros da Associação Portuguesa de Juristas Democratas (APJD), estiveram em Agosto em Kiev, em representação da Associação Internacional de Juristas Democratas (IADL) para assistir ao processo, e puderam prestar alguns esclarecimentos.

terça-feira, agosto 19, 2014

Ébola em perspectiva

Coloquemos o Ébola em perspectiva:
- é uma doença tratável, cuja taxa de letalidade pode ser moderada a baixa mediante cuidados de saúde adequados;
- não é muito contagiosa, sendo transmitida apenas pelo contacto directo com fluídos de um paciente que já manifesta os sintomas (não é contagiosa durante o período de incubação), sendo o contágio evitável através das boas práticas de higiene médica.
Então porquê toda a histeria em seu torno? E se é tratável e pouco contagiosa, porque se propaga na África Sub-Saariana (AfSS)? A resposta tem em parte que ver com algo que o Ocidente teima em não querer enfrentar, pela responsabilidade que acarreta: a pobreza nesses países, incluindo a falta de acesso a comida, água potável, medicamentos e os cuidados de saúde, são o principal factor responsável pela alta taxa de doenças infecciosas e outros problemas?

domingo, agosto 17, 2014

Jogos de casino viciados


O sistema bancário e financeiro em Portugal é um jogo de casino viciado, onde a "casa", ou seja quem deveria regular esse sistema, incluindo o governo, o Banco de Portugal (BdP) e a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), fecha os olhos, assobia para o lado, e faz pouco, tarde e mal.
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sexta-feira, agosto 08, 2014

O salta-pocinhas sem vergonha

Um dos factos marcantes dos resultados das últimas eleições para o Parlamento Europeu (PE) em Portugal foi sem dúvida os 7% atingidos pelo Movimento Partido da Terra (MPT), que elegeu 2 eurodeputados. Tal não se deveu à captação de eleitores em torno do programa e posições do MPT, mas ao efeito do seu cabeça de lista, Marinho Pinto (cujas opiniões teremos de deixar de parte por questões de tempo).

Eis que passados apenas 7 dias depois de aterrar em Bruxelas, Marinho Pinto anuncia que irá abandonar o PE em 2015. A curta estadia deu-lhe já para entender que "o elemento agregador da Europa não está nos ideais nem nas políticas, mas no dinheiro. E eu não acredito numa organização toda construída em torno desse dinheiro".(ver) Infelizmente a sua perspicácia e sapiência política não lhe permitiram inferir essa realidade antes de se candidatar, envolver-se numa campanha e ser eleito. Foi necessário tudo isso, para depois da "experiência" de uma semana, anunciar que não iria cumprir o mandato até ao fim.

sexta-feira, julho 18, 2014

Voo MH17 abatido

Já começam a chover notícias que o voo da Malásia Airlines que sobrevoava a Ucrânia a 10 quilómetros de altitude foi abatido por um míssil.
A morte dos passageiros é inquestionavelmente trágica. 
Mas já começa a chover insinuações e dedos apontados, vídeos supostamente fazendo uma ligação entre "separatistas" russos e o governo russo, que criam um sério risco deste incidente se tornar numa última gota que fez transbordar o copo, transformando o conflito na Ucrânia em algo mais vasto. Há necessidade de um inquérito, transparente. Mas também que a cobertura da comunicação social possa ser isenta e crítica, e não meros porta-vozes governamentais ou de interesses monopolistas. O exemplo da escalada entre o 11 de Setembro e a invasão do Iraque, com mentiras e manipulação papagueada ruidosamente pelos media dominante, é motivo suficiente para que as especulações e acusações, com alegado suporte, que já andam a circular sejam recebida no mínimo com perguntas.