terça-feira, setembro 15, 2009

Saída de Domingos Lopes

Domingos Lopes há muito que não mantém actividade no PCP, há muito que marca divergências com a direcção no PCP, se segue o seu próprio rumo há margem das orientações do colectivo partidário. De tal forma que muitos militantes já o consideravam como não sento militante (activo). Qualquer militante é livre de sair do partido, pelas razões que entender. Mas ter DL escolhido este momento, de plena campanha para as eleições legislativas (e depois autárquicas), não é obra do acaso. DL quis não só deixar de ser militante, mas também atacar o PCP ao fazê-lo. Tal diz mais sobre o desejo de protagonismo e do carácter de DL, que sobre os problemas que este terá tido com o PCP.

13 comentários:

Hilário disse...

Este (Dl) é mais um dos muitos oportunistas que passaram pelo PCP.Basta ver a altura em que esse senhor vem para a comunicação social criticar as posições d Partido e a sua direcção.

O que pretenderá o DL?
Ficou amuado com o PCP por não ser convidado a participar nas próximas listas?
Será que já lhe propuseram algum tachinho na próxima Època?
Dá que pensar!

J.S. Teixeira disse...

Quanto querem apostar que daqui a umas semanitas acorda noutro partido?

Militantes do PS Seixal agridem e ofendem humoristas "Homens da Luta" na visita "relâmpago" de Sócrates ao Seixal. Conheçam os detalhes no blogue O Flamingo.

Abraço

Clara Belo disse...

É verdade que a altura de saída de Domingos Lopes não foi a melhor para o PCP, o que revela um certo oportunismo, mas isso não iliba o PCP de ter culpas no cartório pela saída dos melhores quadros do partido. E nisso o PCP devia reflectir.

Anônimo disse...

Ó Clara, quando os melhores quadros forem como esse, então prefiro que restem os medianos, pois então sei que poderei lutar com eles sem que, pelas costas, nos atraiçoem.

Clara Belo disse...

Tudo bem, mas parece-me que o PCP anda a perder demasiada gente com valor, onde não excluo o João Amaral e o Luís Sá (embora tenha sido por falecimento) e outros que foram saindo, onde me incluo, pois não sinto que tenha sido bem vinda ao PCP.

Membro do Povo disse...

Para a Clara: Este é um partido de todos os Marxistas Leninistas que existe em função do Povo e de Portugal. Baseia as suas decisões no respeito da opinião de cada militante e no respeito que cada militante tem na opinião de cada outro militante.
Porque é que tais quadros abandonaram? Por divergências de opinião com os restantes militantes!
Quem se comporta desta maneira não faz cá falta: NÃO PRECISAMOS DE INDIVIDUALISTAS!

Clara Belo disse...

Anónimo e Membro do Povo: obrigada pela vossa atenção, fico muito grata. Registo que todos são bem-vindos ao PCP. Só é pena que há quem pratique o contrário daquilo que defende.

Membro do Povo disse...

Lamentavelmente existem! Felizmente são expulsos!

Anônimo disse...

Camarada Membro do Povo,

cuidado com o sectarismo e sobretudo cuidado com o rigor das informações.

É muitíssimo difícil que o PCP expulse alguém por razões políticos.

Sou um militante empenhado há bastante mais de duas décadas e, expulsões por motivos políticos, só me lembro de pouco mais de uma meia-dúzia. Plenamente justificadas pela reiterada e insistente violação, seja das regras estatutárias livremente assumidas, seja dos compromissos políticos assumidos, por parte de membros com elevadas responsabilidades na acção partidária.

Foram casos de gravosa ruptura com a orientação do PCP, colectivamente construída, e de uma acção política determinada no sentido de prejudicar a acção e a luta que o colectivo partidário esforçadamente levava a cabo.

Sei que a palavra melindra quem ouve de fora, mas tratou-se de facto de autênticas traições e não apenas de meros comportamentos reprováveis, face à disciplina partidária ou à ética de camaradagem e ao respeito e apreço recíproco que os militantes comunistas têm uns pelos outros.

Embora isso nunca, em nenhum momento, tenha constituído motivo para aplicação de uma sanção grave, eram indivíduos de tal forma distanciados do PCP, que já nem sequer conservavam aquele mínimo de solidariedade política que consiste em nele votar.

Quanto ao Domingos Lopes, sei que surpreendeu a generalidade dos militantes, que achavam que já tinha saído há já muitos anos.

Saltando por cima da sacanice do momento que escolheu - sempre na linha acima referida de prejudicar ao máximo a acção, a luta e a afirmação do PCP -, achei lapidar a forma como o Jerónimo lidou com a "provocação" (como antes se chamava a estas sacanices).

Qualquer coisa como isto (não garanto a exactidão das palavras):

«Causa-me sempre estranheza como é que se pode sair de um sítio onde já não se estava».

Membro do Povo disse...

Camarada anónimo, obrigado pela tua resposta: foi muito esclarecedora!

No entanto posso ter-me exprimido mal, quando disse "felizmente são expulsos" referia-me à Clara Belo que está numa clara campanha de auto vitimização, e que pode até nunca ter sido militante e querer apenas denegrir o partido. E quando dei essa resposta apenas quis dizer que não sentia qualquer tipo de incomodo por reformistas da "esquerda moderna" saírem do Partido, seja por vontade própria, seja por expulsão (o que pelos vistos não acontece muito frequentemente).

Já agora poderias ter um nick para eu te identificar em futuras conversas?

Clara Belo disse...

Fui militante do PCP e até conheci muita gente do partido que infelizmente não me tratou bem, sem que eu consiga encontrar uma razão para isso. Foi por isso que eu saí com grande tristeza.
Para esclarecer melhor: fui estudante de Biologia na Faculdade de CIências de Lisboa onde conheci militantes do PCP, que me iniciaram no interesse pela política, mas que pelos vistos não gostaram quando me tornei camarada.

Membro do Povo disse...

Vê lá se aprendes a vi viver com as tuas frustrações e paras de culpares os outros. Se fosses combativa tinhas permanecido no partido quer eles gostassem quer não. Pára de te portares como uma criança mimada!

Clara Belo disse...

Membro do Povo,
Quem se portou como uma criança mimada não fui eu.
Quem não respeitou as regras da democracia não fui eu. Eu apenas quis deixar de ter problemas e de causar embaraços a terceiros.