sábado, janeiro 03, 2009

PELO FIM IMEDIATO DA AGRESSÃO POR ISRAEL NA FAIXA DE GAZA!

PELO FIM IMEDIATO DA AGRESSÃO POR ISRAEL NA FAIXA DE GAZA!

PELA RETIRADA, DESDE JÁ, DAS FORÇAS ISRAELITAS!

PELO RESTABELECIMENTO DE UM CESSAR-FOGO!

SOLIDARIEDADE E INDEPENDÊNCIA PARA O POVO PALESTINO


Somam-se os ataques de Israel à Faixa de Gaza. Somam-se os mortos e feridos inocentes.

Mas acumulam-se também os protestos e manifestações de solidariedade: dezenas de milhar em Beirute; 50 mil no Egipto (ver védeo do protesto em Cairo); milhares no Irão; em Jakarta; em Nairobi; nas cidades ocupadas do Iraque (Baghdad, Mosul, Najaf, Kuffa, etc.); dos cidadãos árabes e judeus em Israel (em Haifa, Tel Aviv, Jerusalem, Jaffa, Nazaret, Um el-Fahem, Tira, Taybeetc.); em Londres; em Madrid; em várias cidades dos EUA ver resumo.

Em Portugal estão previstas um conjunto de acções unitárias previstas para a próxima semana convocadas e organizadas pela CGTP, Comité de Solidariedade com a Palestina, Conselho para a Paz, Tribunal Iraque, MDM, Bloco de Esquerda, Associação Abril, FER, Colectivo Rubra, Política Operária, SOS Racismo, Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, Jornal Gueto, Colectivo Mumia Abu-Jamal, SPGL e outras entidades.
  • 5 de Janeiro (2ªfeira): Acção de protesto no Largo de S. Domingos (em frente à Ginginha, no Rossio, Lisboa), a partir das 18 horas.
  • 7 de Janeiro (4ª feira), Sessão Pública de Esclarecimento do MPPM (ver abaixo)
  • 8 de Janeiro (5ª feira), concentração frente à Embaixada de Israel (ver abaixo)

SESSÃO PÚBLICA DE ESCLARECIMENTO
Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009 – 18.30 horas
Na Sede da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, Rua da Palma, 248 – Lisboa

Intervenções dos Dirigentes do MPPM:
CARLOS ALMEIDA, Investigador Científico
JOSÉ MANUEL GOULÃO, Jornalista

MPPM – Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e Pela Paz no Médio Oriente
Presidente da Assembleia Geral José Saramago Co-Presidentes do MPPM Isabel Allegro Magalhães, Mário Ruivo Vice-Presidentes Carlos Carvalho, Frei Bento Domingues, José Neves Coordenador Silas Cerqueira Presidente do Conselho Fiscal Frederico da Gama Carvalho
Rua Silva Carvalho, 184 – 1º Dtº 1250-258 Lisboa Portugal Tel. 213 889 076 Fax 213 889 136 mppm.palestina@gmail.com NIPC: 508267030




Há também petições electrónicas que podem assinar, incluindo, por exemplo, esta do Internacional Action Center.

Leiam também o comunicado do Conselho para a Paz e Cooperação:
CPPC condena massacre na Faixa de Gaza

O Conselho Português para Paz e Cooperação condena firmemente o massacre perpetrado pelas forças militares israelitas contra a população da Faixa de Gaza durante o fim-de-semana, que já provocou mais de 300 mortos e cerca de 1500 feridos. Estes ataques são um exemplo particularmente cruel da política de terrorismo de Estado que Israel pratica há várias décadas contra o povo da Palestina e o seu direito a constituir-se em Estado soberano.

As acções militares dos últimos dias sucedem-se a um conjunto de provocações e assassinatos de activistas e dirigentes palestinianos perpetrados nas últimas semanas. A nova ofensiva agrava as precárias condições de vida da população na região, cujas condições de vida foram severamente degradadas pelo cruel cerco imposto por Israel há 18 meses atrás.

Esta agressão militar desenrola-se num período de transição quer para o governo de Israel, onde o primeiro-ministro está demissionário e a sua sucessão é disputada, quer para o governo dos EUA, a poucas semanas de um novo presidente e seu governo assumirem a administração. O momento destas transições serve assim de oportunidade para cometer um crime iludindo a autoria de quem o comanda – o sionismo associado ao imperialismo norte-americano – para o deixar passar mais uma vez impune.

O CPPC alerta para as consequências que estes ataques poderão ter ao abalar a já muito tensa situação no Médio Oriente, onde proliferam forças estrangeiras de ocupação em combate ou estacionadas em bases militares, arriscando o agravamento de outras frentes e focos de conflito.

O CPPC exige que o Governo Português e a União Europeia condenem com vigor estes ataques e tomem todas as medidas ao seu alcance para que Israel ponha cobro de imediato a este criminoso massacre e ao desumano bloqueio à Faixa de Gaza.

O CPPC rejeita as reacções da «comunidade internacional» que tendem a considerar esta questão como um conflito entre estados, face ao qual pretende permanecer «neutral» – como se não existisse um país ocupante e um povo desterrado e um território ocupado – o que, na prática, significa apoio implícito à política terrorista de Israel e às suas intenções expansionistas.

O CPPC presta homenagem às vítimas destes ataques, e demonstra a sua solidariedade para com o povo da Palestina que resiste e as forças palestinianas que combatem, na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, a ocupação sionista, reafirmando as exigências fundamentais para uma efectiva resolução deste conflito:

O levantamento do bloqueio a Gaza;
O fim da ocupação israelita;
O desmantelamento dos colonatos;
A remoção do muro de separação;
O estabelecimento do Estado da Palestina, com Jerusalém Leste como capital;
A resolução justa do problema dos refugiados.

29 de Dezembro de 2008

5 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

haha pelo visto vcs excluem comentarios contrarios ... ohhhh democracia... mas é assim mesmo no mundo arabe ano é????

Eduardo disse...

25% das vitimas de Israel são civis, 99% das vitimas do HAMAS são civis.
Israel usa misseis teleguiados para atacar alvos previamente selecionados de elevado interesse estrategico.
O Hamas mira morteiro para o Norte a atira.
Israel invade com seus tanks Merkava IV.
O Hamas se esconde em hospitais e mesquitas.
Israel usa o uniforme IDF.
O Hamas usa roupas de médicos e cléricos.
Israel equipa sesu soldados com blindagem especial.
O Hamas usa mulheres e crianças como escudo humano.
Como alguem ainda pode defender o Hamas?

André Levy disse...

O comentário anónimo excluído não era uma opinião. Era SPAM - por isso foi excluído. Basta dar ao trabalho de ver os comentários neste blog e encontrará, caro Anónomio, comentários de pessoas de extrema direita nas minhas entradas sobre o PNR, que não foram excluídas. Discordando das opiniões dos próximos dessa organização respeito o seu direito à liberdade de expressão (não aceito, por ser inconstitucional, é a sua organização em partidos fascistas). Já a boca do mundo árabe é curiosa. Ns EUA, que não faz parte do mundo árabe, a opinão na comunicação social pró-Israel é avasaladora, mais até que em Israel (elogio prestado).

O Hamas é uma organização.
Israel é um estado.
Não se pode comparar os dois como o Eduardo o faz.

Em todo o caso, a entrada não é uma defesa do Hamas, mas sim uma defesa do povo Palestino que é vítima de ataques militares das forças armadas de um Estado.

André Levy disse...

Fico muito curioso por saber a identidade do "Eduardo", pois o link to seu nome resulta numa página genérica http://www.edu.com/

Fico curioso porque lhe gostaria de perguntar donde provém os números que cita, em particular o número de vítimas de Israel. São, simplesmente, pouco credíveis, apenas porque é não sei como é possível quantificar essas percentagens. Como quantificar quais, das centenas de vítimas Palestinas fruto da agressão Israelita, são do Hamas(isto admitindo que membros do Hamas não seriam consideradas civis)? Segundo as próprias premissas do "Eduardo", o Hamas anda escondido, camuflado entre a população, algo que não é novidade histórica em movimentos de resistência. O Hamas está entre a população, porque é uma componente da população. Não é propriamente um exército. Mas mesmo que imputemos ao Hamas uma parte da responsabilidade por haverem vítimas civis inocentes, por assumir esse carácter não-uniformizado, como é que se quantifica quem é do Hamas e quem não? Depois de bombardear uma povoação do Estreito de Gaza o IDF ou a Mossad vai ao local identificar as vítimas e identificar quem é do Hamas? Como? Têm "Hamas" tatuado na testa? Durante a presente invasão da Faixa de Gaza os tanques e tropas têm o cuidado de só destruir as casas fluorescentes com luzes que dizem Hamas? Tenho grande respeito pela Mossad, mas qualquer exercito, por mais bem informado e por mais inteligentes que sejam as suas armas, ao entrar na região com a maior densidade populacional do mundo não consegue evitar atingir vítimas inocentes. Acha honestamente o "Eduardo" que essa percentagem corresponde a 25%? Com isto, repare Eduardo, não disse ainda nada em defesa do Hamas em particular. Estas são perguntas legítimas a fazer a qualquer exército que mate e destrua indiscriminadamente. Mas tenho que acrescentar que é um grande simplismo colocar o Hamas (e o Hezbollah) no mesmo caldo que o al-Qaeda ou a Jihad Islamica, organizações com o fim único do terrorismo. O Hamas (e o Hezbollah) são movimentos sociais, com grande enraizamento na sociedade, que desenvolvem actividades sociais (como transporte, cuidados de saúde, construção, etc) substituindo um estado fraco, e que além disso têm também uma face para-militar. Também não se pode esquecer que o Hamas foi o vencedor das eleições na Palestina, facto que conduziu imediatamente a sanções e bloqueios por parte de Israel, e o agravamento da situação social nos territórios. Está Israel isento de culpa pelas condições nos territórios e pelo extremismo (de sobrevivência) que os movimentos sociais Palestinos assumem?